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Uma “mão cheia de nada...” Fernando Cruz Gomes

Há muitos anos atrás, um secretário de Estado das Comunidades – pelouro que, na altura, se chamava da Emigração – disse, à sua chegada a Toronto, trazer as mãos “cheias de nada...” A frase ficou por aí, nas páginas dos Jornais, ficando, igualmente, na memória de quem estas linhas traça. Com ligeiras excepções – talvez um João Lima, talvez a Manuela Aguiar, talvez... – sempre os responsáveis por aquele departamento foram às comunidades com as mãos “cheias de nada”.

Agora é o Sr. António Braga que aparece, em entrevista feita em Paris, quase a propósito da criação de uma pseudo-revista para as comunidades – apoiada pelo MNE – a provar que tem as mãos cheias de nada. Vai falando, falando... mas sem dizer nada. Sobretudo porque o entrevistador bem puxou... puxou... mas não obteve respostas de “sumo”. Bem ao contrário. Se queria saber coisas... ficou como dantes.

E que disse o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga? Pois que “o protocolo celebrado tendo em vista a publicação de uma revista trimestral não  encerra qualquer tipo de hostilidade nem visa sobrepor-se à imprensa que se publica nas comunidades ou a elas se destine”. Por essa resposta, ficamos todos a saber que a Imprensa das comunidades tem – e nós sabemos que não... – uma espécie de porte pago, são distribuídas pelos canais do Ministério, pelas Embaixadas e pelos Consulados.  “A Revista – na sua óptica - constituir-se-á como um veículo de informação técnica dirigida aos portugueses residentes no estrangeiro, toda ela da responsabilidade dos vários ministérios ou instituições de cujos organismos depende o tratamento dos mais variados assuntos: Justiça, Segurança Social, Legalizações, Legislação, Economia, Administração Interna, Cultura, Ensino, etc.” Logo, informações deste tipo não são do pelouro dos tais órgãos de Informação já existentes. Valha-nos um burro aos coices e outro aos pinotes...

E depois fala em matéria noticiosa. Como se houvesse só “notícias” – “notícias” mesmo – nos órgãos de Informação da diáspora. Se não privilegiássemos o comentário, a nota, o “suelto”, coisas que explicassem aos leitores tudo aquilo que o senhor governante diz que vai ser tarefa da tal “Comunidades em Revista”.

A proposta, para a tal revista, foi apresentada à SECP (imaginamos por quem...) e foi alvo de negociações. Que nunca foram feitas com qualquer órgão de Informação das comunidades. Que, no entanto, e por várias vezes, já tentaram chegar à fala para o efeito. Até através da Associação Internacional de Jornalistas, que engloba muitas dezenas de Jornalistas das comunidades. Será o Governo que vai garantir “o rigor informativo e institucional”, talvez como outros governos o fizeram, “facilitando” tudo – como nunca fizeram a ninguém – com o envio para as Embaixadas, Consulados e destes para as Associações. Não é apoio? Não é ajuda?

Quando o Sr. António Braga fala na publicidade que a tal empresa pode ou não arranjar, não fala, por exemplo, que há jornais e outros órgãos de Informação que têm delegações em Portugal, com o objectivo de “comercializar publicitariamente o produto”. Será que as empresas nacionais – com estas “fanfarronadas” de dizer que a revista apoiada pelo MNE produz 50.000 exemplares e atinge 4 milhões e meio de Portugueses – vão continuar a canalizar a sua publicidade para os órgãos do estrangeiro? O Sr. Braga fazia-o?

Ficamos, entretanto, a saber que a propriedade do título da revista é do Governo. Óptimo. Assim é que se “diversifica”. Por um lado, “privatiza-se”. Por outro...

O Sr. António Braga é mesmo arrojado. Imaginem que atirou para o jornalista António Cardoso a sua estranheza por ninguém ter criticado o “entendimento económico feito pelo Governo para lançar o Ensino à Distância, já que foi utilizado justamente o mesmo mecanismo, parceria com entidades privadas que financiaram, publicitariamente, a iniciativa”. É efectivamente de arrojo. Sim, porque poderia parecer que o Sr. Secretário estava a tentar resolver um problema. Parece, parece... mas não é. É que, pelo menos no que toca ao chamado Resto do Mundo, nunca houve um tostão para o ensino de Português. E quanto à Europa... houve umas “migalhas”. Será que este “ensino à distância” vai evitar que haja Escolas de Português, pagas pelos pais dos alunos? O Sr. António Braga – mal avisado, nós sabemos... – é capaz de estar a delirar ou a pensar apenas no “vil metal” que é preciso poupar.

Ficamos à espera de novos “episódios” desta revista. Como ficamos à espera que o Sr. Secretário de Estado tome em suas mãos muitos dos problemas que afectam as comunidades. Dar-lhe este “rebuçado” não é mais do que... usar paliativos. E amargos. Que nem vão resultar...

 

Entrevista com o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga

A AIJ considera o protocolo recentemente assinado para a criação de uma chamada Revista para as Comunidades um acto hostil contra os órgãos de Informação Portugueses que têm sede no estrangeiro e uma tentativa do MNE se sobrepor ao trabalho que tem vindo a ser feito. O que pensa sobre esta posição?

 

O protocolo celebrado tendo em vista a publicação de uma revista trimestral não encerra qualquer tipo de hostilidade nem visa sobrepor-se à imprensa que se publica nas comunidades ou a elas se destine, sejam órgãos de comunicação social sediados nas comunidades ou a elas dirigidas, total ou parcialmente, como seja a imprensa regional e RTP-Internacional.

Os planos são totalmente diferentes. A revista constituir-se-á como um veículo de informação técnica dirigida aos portugueses residentes no estrangeiro, toda ela da responsabilidade dos vários ministérios ou instituições de cujos organismos depende o tratamento dos mais variados assuntos: Justiça, Segurança Social, Legalizações, Legislação, Economia, Administração Interna, Cultura, Ensino, etc.

Nenhuma informação ou abordagem, portanto, entrará nas áreas da competência “meramente noticiosa” que normalmente são inseridas na imprensa quotidiana.

 

 

===== cont. Pag 10:

 

 

A produção da publicação "Comunidades em Revista" vai ficar a cargo de uma editora privada. Sendo gratuita, mas distribuída através das embaixadas, consulados e associações portuguesas espalhadas pelo mundo, acaba por ter grande parte da sua possível rendibilidade alicerçada no “apoio” do Governo e penalizar irremediavelmente a capacidade financeira dos órgãos de Informação que estão sediados no estrangeiro, concorrendo nomeadamente de uma forma desleal às verbas de publicidade institucional e privada.

As actuais delegações (em Portugal) dos media portugueses do estrangeiro decerto que não vão poder mais competir com esta forma de fazer publicidade. Sobretudo se ela for, como já é o caso, “cozinhada” com o beneplácito do Governo...

 

A proposta que foi apresentada inicialmente à SECP e vinha ao encontro da sua própria intenção de iniciativa, foi alvo de negociações tendo finalmente sido acertados os quatro pilares-base para a produção da “Comunidades em Revista”:

 

a)      Todo o conteúdo técnico-informativo será da responsabilidade do Governo, de modo a garantir o rigor informativo e institucional.

b)      O Governo apenas se compromete a fazer o envio para as Embaixadas, Consulados e destes para as Associações.

c)      A Empresa responsável pela paginação, composição e impressão, garante a qualidade técnica do produto final que se exige de perfil elevado.

d)      A empresa assume o risco de ter ou não verbas de receitas publicitárias, em número de páginas limitadas, que garantam a publicação trimestral.

 

Segundo a Empresa, que possui outras revistas, o que lhe permite efectuar vendas comerciais em pacote, ao efectuar um estudo económico concluiu que provavelmente só ao fim de ano e meio poderá recuperar do investimento inicial, propondo, por isso, que o protocolo tivesse a duração de três anos. Em qualquer caso, para consolidar a presença da revista esse tempo é considerado adequado e no final será reavaliada a continuação do protocolo, sabendo-se que o titulo da revista é propriedade do Governo.

O argumento subjacente a parte da pergunta, de que este protocolo de colaboração pode prejudicar as receitas da imprensa ligada às comunidades (falta acrescentar a regional que também a ela se destina), não tem fundamento porque, desde logo, já houve e haverá, certamente inúmeras publicações tendo em vista o mesmo mercado. Mas, agora, no caso da “Comunidades em Revista”, há uma diferença absoluta sobre objectivos e conteúdos pois esta é preenchida com informação técnica e espaços afins para as Comunidades.

Para finalizar esta questão, estranho o facto de não ter sido colocada exactamente a mesma questão quando do entendimento económico feito pelo Governo para lançar o Ensino à Distância, já que foi utilizado justamente o mesmo mecanismo: Parceria com entidades privadas que financiaram, publicitariamente, a iniciativa e sem a qual não seria possível ao Orçamento de Estado, por si só, executar o projecto, pelo menos no curto prazo. É uma perplexidade, apenas, pois a pergunta não nos inspira nenhuma visão conspirativa...

 

O Sr. Secretário de Estado terá afirmado que esta publicação não tem custos para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que é apenas responsável pela distribuição. E esta distribuição não tem custos ?

Porque é que a Secretaria de Estado não propõe a distribuição dos órgãos de Informação já existentes?

 

Não tem custos de edição, como a sua pergunta reconhece. E esses são os que verdadeiramente contam. Os custos inerentes ao envio do produto por mala diplomática, são ínfimos. E, se comparados com a sua produção e tendo em vista o serviço público que se presta, então são irrisórios.

Respondendo à segunda parte da pergunta, reconhecerá que a sugestão é sobretudo tecnicamente impossível de concretizar e os custos seriam de todo insuportáveis. Porém a SECP está receptiva a propostas que tenham o mesmo objectivo e as mesmas condições. Quanto mais informação e qualificada... melhor!

 

Esta revista editada em 50000 exemplares quer atingir 160 países e os cinco milhões de portugueses. Acha que esta perspectiva é credível ?

 

A Revista será enviada para todas as Embaixadas, Consulados e Associações conforme o solicitado ou sugerido pelas representações diplomáticas, tendo em vista o número de tiragem de exemplares. Uma revista trimestral facilmente quintuplica os seus leitores pelo número editado, como é bem sabido, pois não perde a actualidade no trimestre a que se destina... e mais. Então é só fazer as contas...

 

Se de facto os conteúdos serão da responsabilidade da secretaria de Estado das Comunidades, que garantia de isenção poderá ter esta publicação?

 

Os conteúdos serão principalmente técnico-informativos, versarão as áreas de interesse da vida e da relação com a administração pública dos portugueses residentes no estrangeiro,  emanando dos organismos do Estado já referidos, designadamente das embaixadas e dos consulados, e, bem assim os restantes temas – ou espaços – serão dedicados à revista da imprensa que se publica nas comunidades, em temas que não percam validade temporal, ao Conselho das Comunidades, a agendas, e contactos úteis, etc.

A vantagem, para o leitor, de uma publicação escrita como a “Comunidades em Revista” é permitir o escrutínio permanente já que a grafia assim o garante melhor que qualquer discurso. E essa prova será feita número a número. Veremos.

 

Alguns dos nossos colegas sugeriram que os órgãos de informação da diáspora se manifestem pelo boicote à informação institucional. Não tem receio que isso possa acontecer ?

 

Como democrata identifico-me totalmente com o conceito de liberdade de imprensa, vejo a sociedade pelo primado da igualdade de oportunidades e, por isso, sou a favor da iniciativa privada, de toda, cujas restrições são constituídas apenas na Lei e na Constituição da República. Não tenho uma visão particular e muito menos uma ética pessoal para limitar o que a Constituição da República resguarda e consagra.

Acredito, por isso, na iniciativa e na cooperação. Sou a favor da ética de responsabilidade.

Entrevista conduzida por António Cardoso

 

COMUNICADO 01.05

A Associação Internacional de Jornalistas, que congrega, desde há cerca de dois anos, uma grande parte dos Jornalistas Portugueses que trabalham na diáspora, lamenta não estar representada, mesmo que ao nível de Observador, no VI Congresso Internacional de Jornalismo de Língua Portuguesa, agora a decorrer no Forum Telecom.

Organizado pelo Observatório da Imprensa – Centro de Estudos Avançados de Jornalismo, em parceria com o Projor e o Observatório de Imprensa do Brasil -  o congresso, subordinado ao tema “Jornalismo e Cidadania”, seria da maior importância também para a nossa Associação.

Recordando que Joaquim Vieira, presidente do Observatório de Imprensa, considerou o Congresso  como “uma forma de aproximar os jornalistas uns dos outros”, entende a Associação Internacional de Jornalistas que o Congresso não fica completo sem a presença de Jornalistas da diáspora.

O facto de se tratar de uma troca de experiência entre profissionais da mesma área e que “possam aprender, eventualmente, uns com os outros”,  mais importante se tornaria para uma classe laboriosa como a nossa e que nem sempre é tida como aquilo que realmente é.

A este propósito, recorda a Associação Internacional de Jornalistas que, quando da organização da CPLP, na sua vertente de Informação, cinco Jornalistas da diáspora foram convidados como observadores, o que se nos afigura um óptimo contributo para que os Jornalistas da diáspora fosem, nessa altura, considerados em pé de igualdade com muitos outros colegas.

Não pode, portanto, a Associação Internacional de Jornalistas deixar de lamentar que ninguém – ao nível do Governo ou da organização do Congresso – se lembrasse de convidar (mesmo para inscrição) a Associação Internacional de Jornalistas.

Toronto (Canadá) / França (Paris), 10 de Janeiro de 2005

Fernando Cruz Gomes                                António de Morais Cardoso

Presidente                                                  Secretário-Geral

Comentários recebidos

Estimada Direccção

A/C

Fernando Cruz Gomes

António de Morais

Antes de mais agradeço mais este comunicado, bem como a vossa dinâmica, contra ventos e marés…

Não é a primeira vez que estas situações acontecem. Nós: Fórum de Empresários de Língua Portuguesa, com protocolo firmado com a CPLP, nunca fomos nem informados, nem convidados para a constituição do Conselho Empresarial da CPLP, apesar do Protocolo firmado com a CPLP incidir precisamente sobre a área de cooperação empresarial.

Tristezas não pagam dívidas e a única forma de mantermos nossa dignidade e projectos é andar para frente, contra a imensa maré de invejosos e incompetentyes, instalados nos corredores das “Instituições de Cooperação”, que nada mais tem feito do que receber, sem mérito, apoios financeiros e institucionais.

Aproveito para convidar a AIJ, a se associar ao Fórum Latino de Negócios que estamos a organizar de 8 a 10 de Novembro deste ano em Angola. Participarão nesse evento Delegações vindas dos países latinos e suas diásporas.

Caso tenham interesse em se associarem ao evento, teremos muito gosto em elaborar, em extreita parceria com a AIJ, um programa que vá de encontro ao interesses da mesma, nomeadamente abordando temas relacionados com os negócios da comunicação social.

Finalizo fazendo também nossa a vossa indignação e apelando para que se encontre formas de reagir, nomeadamente organizando um encontro similar, mais abrangente e por isso mais bem organizado.

Melhores Cumprimentos,

Francisco Viana

 


Exmo Sr.

Fernando Cruz Gomes

M.D. Presidente da Associação Internacional de Jornalistas

 

Prezado amigo:

 

                      É verdadeiramente lamentável que a Associação Internacional de Jornalistas, criada após o Encontro para a Participação promovido pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e por sugestão do então Sr. Secretário de Estado, Dr. José Cesário, não seja convidada a participar de um Congresso Internacional de Jornalismo da Língua Portuguesa.  

                      Nós emigrantes, que ainda temos acreditado nas vãs palavras dos nossos governantes, cada vez mais ficamos indiferentes com o ostracismo a que eles querem nos relegar, pois fica comprovado pelas acções dos que estão no poder, que a única preocupação que têm com a emigração, é saber como serão recebidos na sua próxima digressão a uma comunidade portuguesa no estrangeiro.  Essas pessoas precisam ser recebidas como merecem, com o mesmo descrédito e a descortesia que devotam aos portugueses da diáspora e às suas legítimas representações.

 

                                         EDUARDO NEVES MOREIRA

                      Deputado da Emigração na Assembleia da República

Da AIJ : A AIJ foi criada por iniciativa exclusiva dos seus associados.

 

Isto não admira e é a prova de que, ao nível do governo central e do mundo jornalístico de Portugal, nós, os jornalistas da diáspora, por muitos cursos que tenhamos, nunca seremos tidos nem achados para nada, pois, e apesar de tudo o que se diz — e esta é a verdade, assumamo-la, nós, os jornalistas emigrantes,  de uma vez por todas — seremos sempre emigrantes. Vamos, pois, orgulharmo-nos disso e realizarmos nós, sem preconceitos e sem estarmos sempre a pedinchar, os nossos congressos, as nossas acções de formação e os nossos concursos e prémios de jornalismo.

Um abraço

António Oliveira
Editor da revista Mundo Português de New York, Estados Unidos da América


 

Jorge Duarte vs Rudy Gallego

O “Quiproquo” de muitas controvérsias

Fernando Cruz Gomes e António Cardoso

Na África do Sul, em determinados meandros da comunidade, vai um alarido dos demónios. E tudo porque a “Visão” e Jorge Duarte levantaram véus que poderiam, eventualmente, continuar tapados. Para além disso, entenderam – Jornal e Jornalista – que era preciso chamar as coisas pelo seu nome.

Dizem-nos que, logo a seguir, num crescendo quase galopante, houve “agressões físicas”. Jorge Duarte nada nos disse. A sua defesa veio de várias latitudes, designadamente de elementos ligados ao Conselho das Comunidades. E a Associação Internacional de Jornalistas achou que deveria vir à liça. E que é que disse a A.I.J.? Pura e simplesmente que estava com Jorge Duarte. Que não há razões nenhumas para a agressão física. Que tudo se resolve – quando é caso disso – na barra do Tribunal, sobretudo em Países, como é o caso da África do Sul, onde a Lei impera e tem de imperar.

Não tem a Associação Internacional de Jornalistas de retirar uma vírgula ao que escreveu em Comentário. E só não publica a carta-resposta do comendador Rudy Gallego, porque ela ultrapassa, em muito, o teor do que o comunicado dizia. Ultrapassa em tamanho (o que é importante) e ultrapassa em injúrias ao Jorge Duarte. Porque, de facto, no comunicado – que não foi nem “soprado” nem escrito pelo Jorge Duarte, que nem conhecia os subscritores – ninguém injuriava o comendador. E quem “injuriava” menos era o Jorge Duarte, que não foi tido nem achado para isto.

Continuamos a entender que estas querelas se resolvem na Justiça. Não com injúrias escritas. Muito menos com o “diz tu direi eu” que a A.I.J. pretende acautelar.

Por nós, o assunto está, por agora, encerrado. Só o reabriremos se nos derem razões para isso.

 

 

          COMUNICADO

A Associação Internacional de Jornalistas, fundada, naturalmente, para defender a esforçada classe dos Jornalistas – por profissão ou por paixão - vê com a maior mágoa e tristeza, tudo quanto se passa no tocante à agressão de que foi vítima o editor da revista “Visão Portuguesa”, publicada em Joanesburgo, na África do Sul. É revoltante toda a saga de atropelos aos direitos e liberdades dos cidadãos, designadamente dos que têm a missão de informar.

1.Numa primeira análise que fizemos aos acontecimentos, somos levados a concluir que não há motivos alguns – nunca há, de resto - que possam justificar a agressão fí­sica ao jornalista Jorge Duarte, protagonizada pelo comendador Rudy Gallego. Muito menos os insultos verbais dirigidos a um profissional da Comunicação Social que apenas procurava cumprir o dever de informar os portugueses residentes na África do Sul.

1.a.Se aquele senhor – para mais “galardoado” com uma comenda – discorda  do Jornalista, há ainda – e sempre – os trâmites legais a seguir. A não ser assim entraríamos numa selva onde valeria a lei do mais forte. O que não acontece, decerto, em País como a África do Sul, que tem leis para cumprir.

2.Entende a Associação Internacional de Jornalistas dever dar o seu apoio e solidariedade a Jorge Duarte. Mais do que isso, apelamos a que continui com a sua luta pela Verdade e que não se deixe intimidar, designadamente, pelas ameaças que, nas últimas horas, têm surgido. Os ditadores – ou os aprendizes de ditador – sempre tiveram dificuldades em viver à luz da verdade e da transparência.

3.A A.I.J. entende, igualmente, que o Governo Português – através dos canais apropriados – deve tentar tomar conta da situação e dar, pelo menos, o seu apoio a Jorge Duarte.

4.A Associação Internacional de Jornalistas vai tentar continuar a acompanhar a situação, pondo-se à disposição daquele colega para tudo o que estiver ao seu alcance.

 

Toronto (Canadá) / Paris (França), 19 de Novembro de 2004

 

Fernando Cruz Gomes                                     António de Morais Cardoso

Presidente                                                                    Secretário-Geral

 

 

 

Contas já entregues na Assembleia da República mas a apreciar em Novembro

Um Orçamento à escala de « todas as críticas.. »

O Orçamento Geral do Estado está já na Assembleia da República. À escala « de todas as críticas », como afirmam vários quadrantes, parece, no entanto, ser « a luz no fundo do túnel » de que muitos estavam à espera. Embora haja muitas críticas também.

O ministro das Finanças deixou transparecer que haverá uma descida da taxa mínima do IRS de 12% para 10,5%, o aumento dos salários da Função Pública um pouco acima da inflação prevista para o próximo ano e o aumento das pensões entre 2,5% e 9%.

Bagão Félix garante também que este Orçamento vai cumprir o objectivo de manter o défice abaixo dos 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Para já, sabe-se que, a pedido do Governo, o debate da proposta de Orçamento para 2005 foi adiado por uma semana e está agendado para 17 e 18 de Novembro, devendo a votação final ter lugar em 7 de Dezembro.

Na apresentação das Contas do Estado para 2005, o ministro Bagão Félix disse, desde logo, tratar-se de uma proposta de Orçamento voltado para as famílias - « um documento rigoroso, mas também solidário ».

Parece ser « um orçamento exigente no controlo da despesa, activo na procura de riqueza, solidário e ético », como considerou o ministro, no Parlamento.

Sócrates exige revogação do fim dos benefícios fiscais

O líder do PS anunciou, entretanto, que vai propor a revogação da medida do Governo que acaba com alguns benefícios fiscais, no âmbito da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2005. « Vamos apresentar uma proposta para revogar a medida do Governo que pretende acabar com alguns benefícios fiscais », disse Sócrates, argumentando que a medida « é completamente injusta » e atinge principalmente a classe média.

O líder do PS considerou que a proposta orçamental para 2005 « tem um problema de credibilidade » por « continuar, pelo quarto ano, a fazer recurso das receitas extraordinárias » para combater o défice público.

« As receitas extraordinárias têm um problema. São uma espéciede droga. Uma vez que se utiliza tarde tende a largar-se. E isso prejudica a saúde da economia », afirmou Sócrates.

O líder socialista avisou que manterá a intenção de votar contra a proposta de Orçamento do Estado (OE) se o Governo não aceitar revogar o corte nos benefícios fiscais, considerando que o documento confirma « o falhanço da política económica » do executivo PSD/CDS-PP.

Para oministro das Finanças, que foi o convidado do programa « Diga Lá, Excelência », da responsabilidade da RR e do « Público », a grande preocupação após a votação do Orçamento de Estado (OE) para 2005 serão as medidas concretas para a Administração Pública, de modo a simplificar a vida aos cidadãos e às empresas.

 

Comunicado da Associação Internacional de Jornalistas

A Associação Internacional de Jornalistas, criada para congregar os esforços dos Jornalistas Portugueses – por profissão ou por paixão – ao serviço das Comunidades, vê com mágoa muitos e variados atropelos à actuação dos Órgãos de Informação no que toca à apreciação de actos consulares. Como não pode deixar de sentir que uma ou outra diatribe contra os conselheiros das Comunidades advém do facto de esses mesmos conselheiros darem a conhecer algo da sua acção através dos Órgãos de Informação.

De alguns desses casos achamos dever chamar a atenção do Senhor Primeiro-Ministro de Portugal, por forma a que o Ministro dos Negócios Estrangeiros – cuja designação é também das Comunidades Portuguesas – tome em atenção alguns deles.

1.Não há muito o Dr. Artur Monteiro de Magalhães foi chamado em serviço a Lisboa, sem regresso ao Posto. Alguns dos Jornalistas que acompanharam o caso, através dos Jornais para os quais trabalham, acharam que deveriam chamar a atenção para o caso, nitidamente de atropelo à verdade de factos que se teriam passado. Nada aconteceu e o Cônsul continua em Lisboa, achando o Ministério que deveria mandar um substituto “em comissão de serviço” sem ter dado sequer a satisfação de um comunicado.

2.O Cônsul-Geral de Portugal em Londres, Dr. João Bernardo Weinstein, dois dias depois de ter chegado a Inglaterra após baixa por doença, convocou uma reunião com os conselheiros do CCP para vilipendiar um dos conselheiros, manifestamente por ele ter tido a “ousadia” de apontar erros no funcionamento daquele posto, em comunicado que foi distribuido, designadamente, num aguerrido “site” com sede no Brasil. Nada lhe aconteceu nem, decerto, vai acontecer.

3.O Cônsul Dr. Francisco Azevedo, ainda em serviço no Consulado de Portugal em Caracas, na Venezuela, achou por bem fazer uma participação-crime contra o jornalista Filipe Gouveia por este, dentro das competências que lhe cabem, ter criticado alguns dos serviços consulares. Por instruções do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal – pelo menos, ao que cremos – o Cônsul desistiu do processo já à “boca do Tribunal”.

4.O Embaixador de Portugal no Canadá, Dr. Silveira Carvalho, convocou os conselheiros da secção local do Canadá, quase de emergência e sem agenda prévia, criticando-lhes o apoio que deram ao Cônsul Dr. Artur de Magalhães e a chamada de atenção ao caso do Cônsul de Portugal em Vancouver, Dr. Laranjeiro Abreu, que, segundo os conselheiros, tem residência em Victoria, fazendo, todos os dias, uma viagem de barco de quatro horas, ida e volta, para o posto consular em Vancouver. O que não lhe permitiria actuar em todas as actividades que estarão adstritas àquele consulado e muito menos acompanhar as comunidades.

5.O mesmo Embaixador, Dr. Silveira Carvalho, que recebeu os conselheiros no hotel onde estava hospedado, sem conhecimento da Informação comunitária, abordou outros aspectos, designadamente o relacionamento entre o CCP e as autoridades portuguesas que ele gostaria fosse feito através da Embaixada. Como se fosse ele a mandar nos Conselheiros.

Entende, assim, a Associação Internacional de Jornalistas dever chamar a atenção do Governo Português ao mais alto nível para uma série de atropelos àquilo que deveria ser a transparência nos actos que têm a ver, directa ou indirectamente, com as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Para além disso, reitera o pedido feito – a 15 de Julho deste ano -  ao Sr. 1.º-Ministro para receber uma delegação da A.I.J. para tratar destes e de vários outros casos que afectam, sobremaneira, as comunidades portuguesas.

 

Fernando Cruz Gomes                                    António de Morais Cardoso

Presidente                                                                   Secretário-Geral

Toronto (Canadá)                                                         Paris (França)

 

Cônsul Geral de Portugal em Caracas retirou queixa contra jornalista

As informações que nos chegam de Caracas, na Venezuela, dão-nos conta de que o nosso colega FILIPE GOUVEIA, também ele membro da Associação Internacional de Jornalistas, já não terá de responder pelas acusações que lhe eram feitas pelo Cônsul Geral de Portugal em Caracas, na Venezuela.

Na audiência conciliatória que se realizou, no Tribunal 26 de Caracas, Quinta-feira, 14 de Outubro de 2004, aquele funcionário consular – em gesto que saudamos e só lhe fica bem – achou que deveria retirar a denúncia que deu início ao processo, ao mesmo tempo que aceitou efectuar o pagamento das custas processuais.

A Associação Internacional de Jornalistas entende que o Cônsul-Geral tomou uma atitude que só o honra e sauda o colega pela forma como actuou durante todo este imbróglio.

 

Ser jornalista é um privilégio a usar com rigor

Ser jornalista é um privilégio a usar com rigor, disse Ana Sousa Dias ao receber o Prémio Gazeta 2003

“Ser jornalista é ter um acesso directo aos que fazem o mundo acontecer e ter a possibilidade de contar as novidades aos outros. É um privilégio, é assim que o entendo, e deve ser usado com sensibilidade e rigor” - afirmou Ana Sousa Dias na cerimónia de entrega do Prémio Gazeta 2003, a 13 de Setembro, que lhe foi atribuído pelo programa “Por Outro Lado”, que conduz desde Janeiro de 2001, na RTP 2.

Ao agradecer a distinção, Ana Sousa Dias deu de certo modo a receita do sucesso do seu programa ao sublinhar que os jornalistas nunca devem perder de vista que são “os contadores da história". “Como numa música ou num texto literário, a técnica deve estar toda lá dentro mas deve ser invisível, tal como nós próprios temos de ter em conta que o nosso papel é acessório. Esta é a forma de fazer jornalismo da larga maioria dos jornalistas, dos que não são reconhecidos na rua, dos que não se colocam nos bicos dos pés mas que diariamente estão no cerne da nossa profissão - a notícia. Boa ou má, a notícia é essencial para que nós todos, cidadãos, possamos tomar decisões”.

Sem passagem de testemunho

A premiada com o Prémio Gazeta 2003 lembrou os primeiros passos dados no jornalismo, já lá vão 30 anos, numa altura em que “não existiam cursos superiores de jornalismo em Portugal”, pelo que a aprendizagem se fazia “na redacção, no dia-a-dia”, sob a orientação dos “mais velhos”. A evocação - uma tocante homenagem a quantos lhe mudaram “os poréns”, lhe “riscaram os textos” e a obrigaram a “reescrevê-los”, dando-lhe o saber que agora aplica na sua profissão -, levou Ana Sousa Dias a lamentar que os últimos anos tenham sido “marcados nas redacções pelo precipitado afastamento dos ‘mais velhos’ que eram, como em todas as profissões e actividades humanas, os garantes da passagem do testemunho”.

Para a vencedora do Prémio Gazeta 2003, a questão está em conseguir “encontrar o sentido” do que se faz, descobrir “o caminho que avança por entre as armadilhas e desgraças de que a nossa profissão fatalmente se alimenta, ver para lá do que está mesmo à frente dos olhos”.

Congratulando-se por ter como companheiros dos Prémios Gazeta um jornalista da sua geração, Carlos Fino, e uma jovem, Liliana Garcia, “que encontrou na redacção do Jornal do Centro, também premiado, condições para exercer a profissão com qualidade, entrega e criatividade”, Ana Sousa Dias referiu-se ainda à sua condição de jornalista freelance - um “estatuto que não é compreendido nem aceite por muitos dos nossos pares” -, não para falar de “coisas desagradáveis” mas para sublinhar o apoio recebido por quantos têm tornado possível o seu trabalho e nele colaboram.

A cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta contou com a presença do Presidente da República, Jorge Sampaio, que apelou a todos os jornalistas portugueses para que procurem um "novo equilíbrio" na relação entre os média e a Justiça, considerado fundamental "para a saúde da democracia".

Para além de Ana Sousa Dias, que recebeu um prémio monetário de 20 mil euros, o júri distinguiu o jornalista Carlos Fino, que recebeu o Prémio Gazeta de Mérito pela sua carreira, na qual sobressaem as reportagens da guerra no Iraque para a RTP, e Liliana Garcia, a quem foi atribuído o Prémio Gazeta Revelação, pelo artigo “Prisioneiros da Serra Sobreviveram com Gelo e Laranjas”, publicado no “Jornal do Centro”, órgão que arrebatou o Prémio Gazeta de Imprensa Regional.

 

O Estado “está doente” e tem de ser “tratado”

 O ministro Bagão Félix é, de facto, um senhor. Interpreta as suas funções – mesmo as actuais de Ministro das Finanças – com um rigor por demais evidente. E trata com carinho e sem azedume aqueles que às vezes o vilipendiam e amesquinham. Na segunda-feira, quando os telejornais de tudo quanto é TV e Rádio estavam a marchar... achou que deveria fazer uma grave comunicação ao país, incentivando os Portugueses a entenderem melhor o que é o Estado e o que devem esperar do Estado.

Mesmo sem saber porquê, damos connosco a parafrasear a frase de um presidente americano que dizia deverem os seus concidadãos perguntar o que poderiam fazer pela América e não o que a América poderia fazer por eles. Achamos que, mutatis mutandis, poderíamos entender a declaração de Bagão Félix da mesma forma.

Com imaginação e concertação, temos de diminuir a Administração”, afirmou Bagão Félix, acrescentando mais à frente que “há departamentos a mais, há postos de trabalho excedentários, ao mesmo tempo que há necessidade de requalificar e rejuvenescer o quadro de pessoal”. Tudo verdades. Duras como punhos duros... mas verdades.

Dizendo considerar que “o Estado vive, há muito tempo, acima das suas possibilidades”, o ministro foi dizendo que o futuro Estado deve centrar-se apenas “naquilo que aumenta valor à sociedade e ao País”, sob pena de se acumular uma dívida “que pode significar transmitir aos filhos as responsabilidades antes criadas”.

Em boa verdade, chega a parecer que o Governo tem intenções bem definidas. Quer  extinguir alguns institutos e privatizar serviços. Isto é, quer redfinir o chamado papel do Estado. O que ninguém ousará dizer não ser necessário ou curial que se faça.

 
Entende o ministro que as finanças “só podem melhorar com uma mudança da administração pública”. A este propósito e como exemplos lembrou que “cerca de 60% de todos os impostos são consumidos nas despesas com os funcionários e aposentados do Estado”. E que, no fundo, “o IRS e o IRC juntos não chegam para pagar todos os gastos com a saúde e educação”.

Tudo isto a jeito do nosso ditado (bem português) que lembra que “em casa onde não há pão... todos ralham e ninguém tem razão”. Já não chega reduzir despesas. É necessário, mesmo dramaticamente necessário, aumentar as receitas. O ministro das Finanças adiantou, assim, que alguns impostos de consumo sobre bens não essenciais, como o tabaco, poderão vir a ser aumentados. O tabaco, mas não só.

A evasão fiscal é um drama. Que coarta a liberdade ministerial de “fazer coisas”. Há, por isso, necessidade de avançar com um bom combate à evasão fiscal. De resto, está na mente do ministro Bagão Félix levar a bom termo a ideia de introduzir alterações nos escalões de IRS, por forma “a eliminar distorções que hoje favorecem alguns em prejuízo de quase todos”.

“Cedência” aos argumentos da esquerda?

Segundo dizia, na terça-feira, o próprio Diário de Notícias, de Lisboa, em matéria fiscal, o ministro indicado pelo CDS/PP cede, parcialmente, aos argumentos da esquerda, garantindo ir “reavaliar, em termos de ética fiscal, a situação de privilégio de instituições, no campo financeiro, que advém de paraísos fiscais”.

Veremos se isso vai acontecer. - CG

 

 Governo promove encontro de políticos portugueses radicados no estrangeiro 

O gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas – através da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas e da Câmara Municipal de Silves –, está a levar a cabo de ontem, quinta-feira, até  29 de Maio de 2004, em Silves, mais uma edição do programa “Encontros para a Participação”, desta vez destinado a portugueses que intervêm cívica e politicamente no estrangeiro.


Aprofundar as razões que se encontram por detrás da fraca participação cívica e política das Comunidades Portuguesas, planear acções e métodos que possam incentivar essa participação e fomentar a intervenção cívica e política das Comunidades Portuguesas nos vários domínios da vida pública do país de acolhimento constituem as grandes linhas norteadoras do Encontro.

 

Com esta iniciativa, que tem em Portugal um conjunto de 19 portugueses com cargos públicos no estrangeiro, pretende-se igualmente fomentar e sensibilizar para um aumento dessa participação, quer na percentagem de eleitores votantes, quer na percentagem de portugueses ou luso-descendentes que se apresentam como candidatos a cargos públicos.
Por vezes, parece perdurar a ideia de que a intervenção política é incompatível com a manutenção das raízes e cultura portuguesas, quando, na prática, se verifica exactamente o contrário. Um incremento da visibilidade política de membros da Comunidade Portuguesa contribui, não apenas para a melhoria da situação sócio-económica da referida Comunidade, mas também para um aumento da cooperação cultural, económica ou comercial desse país com Portugal.

 

Neste sentido, segundo uma nota da Secretaria de Estado, a realização deste Encontro enquadra-se também dentro dos objectivos da diplomacia económica.


Espera-se que se contribua assim para que os portugueses abandonem a discrição com que têm encarado a intervenção política e intervenham, candidatem-se e mobilizem-se, alcançando um nível de participação política semelhante ao empenho que colocam no trabalho diário, que faz com que os trabalhadores portugueses se encontrem entre os mais produtivos e respeitados do mundo.

A reunião começou, ontem, quinta-feira, dia 27, em Silves na chamada Fábrica do Inglês. Na sessão de abertura, intervenções do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário; e da Presidente da Câmara Municipal de Silves, Isabel Soares.

 

LEGIÃO DA BOA VONTADE

COMEMORA DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

 

Dia 1 de Junho, data muito importante para os nossos pequeninos que, com a sua presença e jeitinho de ser nos fazem sentir as pessoas mais felizes do mundo.

Para comemorar o Dia Mundial da Criança, a Legião da Boa Vontade agendou uma semana recheada de surpresas:

Dia 31 de Maio, segunda-feira, a LBV distribuirá prendas e lanches a 30 crianças, numa festa realizada no Clube Desportivo do Alto da Cova da Moura, com artistas locais;

Dia 1 de Junho, terça-feira, festa na Associação de Pais do ATL da Escola do 1º Ciclo de Fitares (Rio de Mouro), em Sintra, com a entrega de 70 prendas e lanches a crianças;

Neste mesmo dia, a LBV visita a Associação Ajuda de Berço para convívio e distribuição de brinquedos, biberões, chupetas, vestuário, calçado, etc., a crianças até aos 3 anos;

As crianças dos programas Semente da Boa Vontade e Sorriso Feliz estarão, no dia 3 de Junho, quinta-feira, a assistir pelas 17h00, na Academia do Sporting, em Alcochete, a um treino dos seus ídolos de futebol, os jogadores da Selecção Nacional. Uma óptima surpresa que a LBV preparou para eles e que os deixou ansiosos para que este dia chegue.

 

Informamos que dias 5 e 6 de Junho, a Legião da Boa Vontade realiza um peditório nacional cujo objectivo é a recolha de donativos a serem utilizados na manutenção do programa “Semente da Boa Vontade”, que presta apoio a crianças oriundas de meios desfavorecidos, tendo como principal objectivo educá-las, mantendo-as afastadas de perigos que hoje muito preocupam os pais, como a droga, e ajudá-las a crescer com valores, fortalecendo assim a sua personalidade.

 

Para este trabalho continuar a dar apoio educacional e material, apelamos ao seu coração e pedimos que nos dias 5 e 6 de Junho, ao encontrar um voluntário da LBV, devidamente identificado, junto a shopping´s, hipermercados ou outros locais, colabore.

 

Alguns locais onde a presença dos voluntários da LBV está confirmada:

No Porto: Via Catarina; Cidade do Porto; Shopping Brasília; Feira Nova.

Em Lisboa: Gare do Oriente; El Corte Inglés.

 

 

S.E. o Senhor Joan Enric Vives i Sicília, Bispo de Urgell e Co-príncipe Episcopal do Principado de Andorra, durante a semana do 24 ao 31 de maio tem programado  realizar uma Visita Pastoral, a qual inclui um encontro com a comunidade portuguesa residente em Andorra.

Este encontro vai ter lugar:

Segunda-feira 31 de maio às 10:30 horas na CASA DE PORTUGAL

 

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José de Almeida Cesário, desloca-se domingo (dia 30 de Maio), a Pontault-Combault, França, para participar nas Comemorações da 29ª Festa Franco-Portuguesa.

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas será recebido, cerca das 11 horas, pelas autoridades locais de Pontault-Combault, seguindo-se um encontro com as Comunidades Portuguesas radicadas nessa região.

 

FEIRA DE  TROYES   -   57ème. FOIRE DE CHAMPAGNE

PORTUGAL – CONVIDADO DE HONRA 

Data :         de 28 de Maio a 6 de Junho de 2004

A “Foire de Champagne” de Troyes é uma feira ancestral, uma das mais antigas realizadas em França, datando dos tempos da Idade Média. Há 57 anos passou a denominar-se FOIRE DE CHAMPAGNE, do nome da região onde se integra. É uma feira anual que conta actualmente com mais de 56.000 visitantes.

Através da Embaixada de Portugal e do ICEP, os organizadores convidaram este ano PORTUGAL para participar nesta manifestação como País de Honra, por três razões principais:

·        E’ um país próximo, a descobrir no plano turístico, rico de história e de património;

·        E’ um país em expansão, com aspectos económicos e culturais a promover;

·        A França e em particular a região onde se realiza a feira abrigam uma importante e activa comunidade de origem portuguesa.

 

Assim, esta presença pode e deve ser considerada como uma verdadeira oportunidade de promoção do país, a nível do turismo, económica e culturalmente.

 

Um espaço de 750 m2²é consagrado a Portugal num dos Halls cobertos do Parc des Expositions de Troyes.

Para o efeito, foi concebida por um decorador profissional e financiada pelos organizadores uma formidável decoração tradicional sob o tema dos azulejos de características absolutamente identificativas do nosso país.

Este espaço, inteiramente reservado a Portugal, será ocupado por artesãos e empresas tradicionais de diversos produtos (artesanato, olaria, tapeçaria, colchas, bordados, filigranas, bijutaria, produtos em pele, etc.).

Além destes verdadeiros “espaços vivos”, existirão vários pontos de venda de outros produtos tipicamente portugueses, entre alimentares e bebidas, pequenos objectos, livros, discos, etc. e uma exposição de algumas obras de pintores portugueses.

Está ainda presente o restaurante português CATAPLANA, durante toda a duração da feira. com cozinha tipicamente portuguesa que, para o efeito, fez deslocar cozinheiros expressamente de Lisboa.

 

Portugal será ainda evocado no plano cultural através de uma exposição com uma vintena de painéis de azulejos, que, como assinalado, é o tema escolhido para a decoração global do stand.

Vários espectáculos ao vivo são organizados diariamente, entre eles alguns expressamente consagrados a Portugal, como uma “soirée” Fado ou ainda a presença de ranchos folclóricos.

 

 

 

Programa da deslocação do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas ao Luxemburgo, Canadá, EUA e Bélgica – de 23 de Março a 3 de Abril de 2004

 Dia 23 de Março (terça-feira) – Luxemburgo

16h30 – Reunião de trabalho com a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo

17h30 – Reunião com os Conselheiros das Comunidades Eduardo Dias e Acácio Pinheiro

19h00 – Encontro com a Comunidade Portuguesa na residência de S.E. Embaixador de Portugal no Luxemburgo

 

Dia 24 de Março (quarta-feira) – Luxemburgo

 

11h30 – Encontro com S.E. Ministra dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Lydie Polfer

             

Dia 25 de Março (quinta-feira) – Montreal

 

11h00 – Visita ao Centro de História de Montreal

17h00 – Visita à Associação Portuguesa no Canadá (APC)

19h00 – Abertura oficial do programa “Encontros de Formação/Acções de Formação das Comunidades Portuguesas”, seguida de intervenção de S.E. Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas sobre o tema “Participação Cívica e Política”

 

Dia 26 de Março (sexta-feira) – Montreal

 

13h30 – Entrevista no programa “TV Portuguesa”

 

Dia 27 de Março (sábado) – Toronto

 

20h00 – Abertura oficial do programa “Encontros Para a Participação/Acções de Formação das Comunidades Portuguesas”, seguida de intervenção de S.E. Secretário de Estado das Comunidades  Portuguesas sobre o tema “Participação Cívica e Política”

22h00 – Apresentação: “A secção do Canadá do Conselho das Comunidades”, com a presença dos conselheiros da área consular de Toronto

 

Dia 28 de Março (domingo) – Toronto

 

14h30 – Visita ao Centro Cultural Português de Mississauga

16h30 – Presença de S.E. o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas na “IV Festa Açorianíssima”, promovida pelo programa de televisão luso-canadiano “Gente da Nossa”, de Nellie Pedro, no Oásis Convencion Centre, em Mississauga.

 

Dia 29 de Março (segunda-feira) – Toronto

 

16h00 – Assinatura do Protocolo entre a Federação dos Empresários e Profissionais Luso-canadianos (FPCBP) e o Brampton Board of Trade

 

Dia 30 de Março (terça-feira) – Bóston

 

18h30 – Abertura oficial do programa “Encontros Para  Participação/Acções de Formação das Comunidades Portuguesas”, seguida de intervenção de S.E Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas sobre o tema “Participação Cívica e Política”

 

Dia 31 de Março (quarta-feira) – Fall River

 

12h00 – Encontro de S. E. Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas com o Presidente Regional do BCPbank, Sr. António Cruz, seguido de visita às instalações

15h30 – Reunião de trabalho de S.E. Secretário de Estado Comunidades Portuguesas com os Directores do Departamento de Estudos Portugueses da Universidade de Massachusetts em Dartmouth e do LusoCentro do Bristol Community College em Fall River

18h00 – Encontro com responsáveis das várias Associações Portuguesas e Luso-Americanas de Fall River a convite da Comissão Instaladora do Museu do Espírito Santo

 

Dia 1 de Abril (quinta-feira) – Newark

 

19h00 – Abertura oficial do programa “Encontros Para a Participação/Acções de Formação das Comunidades Portuguesas”, seguida de intervenção do Sr. Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas sobre o tema “Participação Cívica e Política”

 

Dia 3 de Abril (sábado) – Bruxelas

 

14h00 – Visita às instalações do Consulado Honorário de  Portugal em Antuérpia

             

14h30 – Reunião de trabalho com o Sr. Cônsul Honorário de Portugal em Antuérpia

             

15h00 – Encontro com a Comunidade Portuguesa de Antuérpia

        

 

  •   Nota explicativa sobre “Encontros Para a Participação/Acções de Formação” em Montreal, Toronto, Boston e Newark – de 25 de Março a 3 de Abril

              O gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas – através da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP) –, promove de 25 de Março a 3 de Abril de 2004 uma edição do programa “Encontros para a Participação” pela primeira vez destinado a Acções de Formação junto das Comunidades Portuguesas de Montreal e Toronto, no Canadá, bem como em Bóston e Newark, nos Estados Unidos da América.

             Esta iniciativa inscreve-se numa política governamental de estreita ligação às Comunidades Portuguesas, aos Estados que as acolhem e a Portugal, reconhecendo que os portugueses residentes no estrangeiro são um considerável valor da política externa que importa valorizar.

              Nesse sentido, o Governo português disponibilizará uma rede de formadores na área da Participação Cívica e Política, Associativismo, Folclore e Comunicação Social para que, junto das Comunidades Portuguesas, se privilegiem e estabeleçam elos de ligação através da promoção da cultura e da valorização do património.

              Mais se informa que o gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas tenciona abranger outras Comunidades Portuguesas radicadas no estrangeiro, possibilitando-lhes a participação em eventos semelhantes a concretizar ao longo de 2004 e 2005.

 

Quadro com informações relativas aos módulos de formação:

 

CANADÁ - MONTREAL, de 25 a 27 de Março de 2004 

Dia

Hora

Tema

Local

Formador

25

19.00-22.00

Participação Com. Port. Vida

Política do País de Acolhimento

Centro Comunitário

de Santa Cruz

SExa. SECP

26

19.00-22.00

Organização Associativa

Centro Comunitário

de Santa Cruz

António Reis (INATEL)

26

19.00-22.00

Folclore

Centro Comunitário

de Santa Cruz

António Lopes Pires (Federação de Folclore Português)

Rui Calarrão (INATEL)

26

19.00-22.00

Comunicação Social

Centro Comunitário

de Santa Cruz

José Duarte (“O Emigrante”)

27

10.00-13.00

Organização Associativa

Centro Comunitário

de Santa Cruz

António Reis (INATEL)

27

10.00-13.00

Folclore

Centro Comunitário

de Santa Cruz

António Lopes Pires (FFP)

Rui Calarrão (INATEL)

27

10.00-13.00

Comunicação Social

Centro Comunitário

de Santa Cruz

José Duarte (“O Emigrante”)