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Uma “mão cheia de
nada...” Fernando Cruz Gomes
Há muitos anos
atrás, um secretário de Estado das Comunidades – pelouro que, na altura, se
chamava da Emigração – disse, à sua chegada a Toronto, trazer as mãos “cheias
de nada...” A frase ficou por aí, nas páginas dos Jornais, ficando, igualmente,
na memória de quem estas linhas traça. Com ligeiras excepções – talvez um João
Lima, talvez a Manuela Aguiar, talvez... – sempre os responsáveis por aquele
departamento foram às comunidades com as mãos “cheias de nada”.
Agora é o Sr. António
Braga que aparece, em entrevista feita em Paris, quase a propósito da criação
de uma pseudo-revista para as comunidades – apoiada pelo MNE – a provar que tem
as mãos cheias de nada. Vai falando, falando... mas sem dizer nada. Sobretudo
porque o entrevistador bem puxou... puxou... mas não obteve respostas de
“sumo”. Bem ao contrário. Se queria saber coisas... ficou como dantes.
E que disse o
secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga? Pois que “o
protocolo celebrado tendo em vista a publicação de uma revista trimestral
não encerra qualquer tipo de
hostilidade nem visa sobrepor-se à imprensa que se publica nas comunidades ou a
elas se destine”. Por essa resposta, ficamos todos a saber que a Imprensa das
comunidades tem – e nós sabemos que não... – uma espécie de porte pago, são
distribuídas pelos canais do Ministério, pelas Embaixadas e pelos
Consulados. “A Revista – na sua óptica
- constituir-se-á como um veículo de informação técnica dirigida aos
portugueses residentes no estrangeiro, toda ela da responsabilidade dos vários
ministérios ou instituições de cujos organismos depende o tratamento dos mais
variados assuntos: Justiça, Segurança Social, Legalizações, Legislação,
Economia, Administração Interna, Cultura, Ensino, etc.” Logo, informações deste
tipo não são do pelouro dos tais órgãos de Informação já existentes. Valha-nos
um burro aos coices e outro aos pinotes...
E depois fala em
matéria noticiosa. Como se houvesse só “notícias” – “notícias” mesmo – nos
órgãos de Informação da diáspora. Se não privilegiássemos o comentário, a nota,
o “suelto”, coisas que explicassem aos leitores tudo aquilo que o senhor
governante diz que vai ser tarefa da tal “Comunidades em Revista”.
A proposta, para
a tal revista, foi apresentada à SECP (imaginamos por quem...) e foi alvo de
negociações. Que nunca foram feitas com qualquer órgão de Informação das
comunidades. Que, no entanto, e por várias vezes, já tentaram chegar à fala
para o efeito. Até através da Associação Internacional de Jornalistas, que
engloba muitas dezenas de Jornalistas das comunidades. Será o Governo que vai
garantir “o rigor informativo e institucional”, talvez como outros governos o
fizeram, “facilitando” tudo – como nunca fizeram a ninguém – com o envio para
as Embaixadas, Consulados e destes para as Associações. Não é apoio? Não é
ajuda?
Quando o Sr.
António Braga fala na publicidade que a tal empresa pode ou não arranjar, não
fala, por exemplo, que há jornais e outros órgãos de Informação que têm delegações
em Portugal, com o objectivo de “comercializar publicitariamente o produto”.
Será que as empresas nacionais – com estas “fanfarronadas” de dizer que a
revista apoiada pelo MNE produz 50.000 exemplares e atinge 4 milhões e meio de
Portugueses – vão continuar a canalizar a sua publicidade para os órgãos do
estrangeiro? O Sr. Braga fazia-o?
Ficamos,
entretanto, a saber que a propriedade do título da revista é do Governo.
Óptimo. Assim é que se “diversifica”. Por um lado, “privatiza-se”. Por outro...
O Sr. António
Braga é mesmo arrojado. Imaginem que atirou para o jornalista António Cardoso a
sua estranheza por ninguém ter criticado o “entendimento económico feito pelo
Governo para lançar o Ensino à Distância, já que foi utilizado justamente o
mesmo mecanismo, parceria com entidades privadas que financiaram,
publicitariamente, a iniciativa”. É efectivamente de arrojo. Sim, porque
poderia parecer que o Sr. Secretário estava a tentar resolver um problema.
Parece, parece... mas não é. É que, pelo menos no que toca ao chamado Resto do
Mundo, nunca houve um tostão para o ensino de Português. E quanto à Europa...
houve umas “migalhas”. Será que este “ensino à distância” vai evitar que haja
Escolas de Português, pagas pelos pais dos alunos? O Sr. António Braga – mal
avisado, nós sabemos... – é capaz de estar a delirar ou a pensar apenas no “vil
metal” que é preciso poupar.
Ficamos à espera de novos “episódios” desta revista. Como ficamos à
espera que o Sr. Secretário de Estado tome em suas mãos muitos dos problemas
que afectam as comunidades. Dar-lhe este “rebuçado” não é mais do que... usar
paliativos. E amargos. Que nem vão resultar... |
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Entrevista com o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas,
António Braga
A AIJ considera o protocolo
recentemente assinado para a criação de uma chamada Revista para as Comunidades
um acto hostil contra os órgãos de Informação Portugueses que têm sede no
estrangeiro e uma tentativa do MNE se sobrepor ao trabalho que tem vindo a ser
feito. O que pensa sobre esta posição?
O protocolo celebrado tendo em vista a publicação de uma revista
trimestral não encerra qualquer tipo de hostilidade nem visa sobrepor-se à
imprensa que se publica nas comunidades ou a elas se destine, sejam órgãos de
comunicação social sediados nas comunidades ou a elas dirigidas, total ou
parcialmente, como seja a imprensa regional e RTP-Internacional.
Os planos são totalmente diferentes. A revista constituir-se-á como um
veículo de informação técnica dirigida aos portugueses residentes no
estrangeiro, toda ela da responsabilidade dos vários ministérios ou
instituições de cujos organismos depende o tratamento dos mais variados
assuntos: Justiça, Segurança Social, Legalizações, Legislação, Economia,
Administração Interna, Cultura, Ensino, etc.
Nenhuma informação ou abordagem, portanto, entrará nas áreas da
competência “meramente noticiosa” que normalmente são inseridas na imprensa
quotidiana.
===== cont. Pag 10:
A produção da publicação "Comunidades em Revista" vai ficar a
cargo de uma editora privada. Sendo gratuita, mas distribuída através das
embaixadas, consulados e associações portuguesas espalhadas pelo mundo, acaba
por ter grande parte da sua possível rendibilidade alicerçada no “apoio” do
Governo e penalizar irremediavelmente a capacidade financeira dos órgãos de
Informação que estão sediados no estrangeiro, concorrendo nomeadamente de uma
forma desleal às verbas de publicidade institucional e privada.
As actuais delegações (em
Portugal) dos media portugueses do estrangeiro decerto que não vão poder mais
competir com esta forma de fazer publicidade. Sobretudo se ela for, como já é o
caso, “cozinhada” com o beneplácito do Governo...
A proposta que foi apresentada inicialmente à SECP e vinha ao encontro
da sua própria intenção de iniciativa, foi alvo de negociações tendo finalmente
sido acertados os quatro pilares-base para a produção da “Comunidades em
Revista”:
a)
Todo o
conteúdo técnico-informativo será da responsabilidade do Governo, de modo a
garantir o rigor informativo e institucional.
b)
O
Governo apenas se compromete a fazer o envio para as Embaixadas, Consulados e
destes para as Associações.
c)
A
Empresa responsável pela paginação, composição e impressão, garante a qualidade
técnica do produto final que se exige de perfil elevado.
d)
A
empresa assume o risco de ter ou não verbas de receitas publicitárias, em
número de páginas limitadas, que garantam a publicação trimestral.
Segundo a Empresa, que possui outras revistas, o que lhe permite
efectuar vendas comerciais em pacote, ao efectuar um estudo económico concluiu
que provavelmente só ao fim de ano e meio poderá recuperar do investimento
inicial, propondo, por isso, que o protocolo tivesse a duração de três anos. Em
qualquer caso, para consolidar a presença da revista esse tempo é considerado
adequado e no final será reavaliada a continuação do protocolo, sabendo-se que
o titulo da revista é propriedade do Governo.
O argumento subjacente a parte da pergunta, de que este protocolo de
colaboração pode prejudicar as receitas da imprensa ligada às comunidades
(falta acrescentar a regional que também a ela se destina), não tem fundamento
porque, desde logo, já houve e haverá, certamente inúmeras publicações tendo em
vista o mesmo mercado. Mas, agora, no caso da “Comunidades em Revista”, há uma
diferença absoluta sobre objectivos e conteúdos pois esta é preenchida com
informação técnica e espaços afins para as Comunidades.
Para finalizar esta questão, estranho o facto de não ter sido colocada
exactamente a mesma questão quando do entendimento económico feito pelo Governo
para lançar o Ensino à Distância, já que foi utilizado justamente o mesmo
mecanismo: Parceria com entidades privadas que financiaram, publicitariamente,
a iniciativa e sem a qual não seria possível ao Orçamento de Estado, por si só,
executar o projecto, pelo menos no curto prazo. É uma perplexidade, apenas,
pois a pergunta não nos inspira nenhuma visão conspirativa...
O Sr. Secretário de Estado terá
afirmado que esta publicação não tem custos para o Ministério dos Negócios
Estrangeiros, que é apenas responsável pela distribuição. E esta distribuição
não tem custos ?
Porque é que a Secretaria de
Estado não propõe a distribuição dos órgãos de Informação já existentes?
Não tem custos de edição, como a sua pergunta reconhece. E esses são os
que verdadeiramente contam. Os custos inerentes ao envio do produto por mala
diplomática, são ínfimos. E, se comparados com a sua produção e tendo em vista
o serviço público que se presta, então são irrisórios.
Respondendo à segunda parte da pergunta, reconhecerá que a sugestão é
sobretudo tecnicamente impossível de concretizar e os custos seriam de todo
insuportáveis. Porém a SECP está receptiva a propostas que tenham o mesmo
objectivo e as mesmas condições. Quanto mais informação e qualificada...
melhor!
Esta revista editada em 50000
exemplares quer atingir 160 países e os cinco milhões de portugueses. Acha que
esta perspectiva é credível ?
A Revista será enviada para todas as Embaixadas, Consulados e
Associações conforme o solicitado ou sugerido pelas representações diplomáticas,
tendo em vista o número de tiragem de exemplares. Uma revista trimestral
facilmente quintuplica os seus leitores pelo número editado, como é bem sabido,
pois não perde a actualidade no trimestre a que se destina... e mais. Então é
só fazer as contas...
Se de facto os conteúdos serão da
responsabilidade da secretaria de Estado das Comunidades, que garantia de
isenção poderá ter esta publicação?
Os conteúdos serão principalmente técnico-informativos, versarão as
áreas de interesse da vida e da relação com a administração pública dos
portugueses residentes no estrangeiro,
emanando dos organismos do Estado já referidos, designadamente das
embaixadas e dos consulados, e, bem assim os restantes temas – ou espaços – serão
dedicados à revista da imprensa que se publica nas comunidades, em temas que
não percam validade temporal, ao Conselho das Comunidades, a agendas, e
contactos úteis, etc.
A vantagem, para o leitor, de uma publicação escrita como a
“Comunidades em Revista” é permitir o escrutínio permanente já que a grafia
assim o garante melhor que qualquer discurso. E essa prova será feita número a
número. Veremos.
Alguns dos nossos colegas
sugeriram que os órgãos de informação da diáspora se manifestem pelo boicote à
informação institucional. Não tem receio que isso possa acontecer ?
Como democrata identifico-me totalmente com o conceito de liberdade de
imprensa, vejo a sociedade pelo primado da igualdade de oportunidades e, por
isso, sou a favor da iniciativa privada, de toda, cujas restrições são constituídas
apenas na Lei e na Constituição da República. Não tenho uma visão particular e
muito menos uma ética pessoal para limitar o que a Constituição da República
resguarda e consagra.
Acredito, por isso, na iniciativa e na cooperação. Sou a favor da ética
de responsabilidade.
Entrevista conduzida por António Cardoso
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COMUNICADO 01.05
A Associação Internacional de Jornalistas,
que congrega, desde há cerca de dois anos, uma grande parte dos Jornalistas
Portugueses que trabalham na diáspora, lamenta não estar representada, mesmo
que ao nível de Observador, no VI Congresso Internacional de Jornalismo de
Língua Portuguesa, agora a decorrer no Forum Telecom.
Organizado
pelo Observatório da Imprensa – Centro de Estudos Avançados de Jornalismo, em
parceria com o Projor e o Observatório de Imprensa do Brasil - o congresso, subordinado ao tema “Jornalismo
e Cidadania”, seria da maior importância também para a nossa Associação.
Recordando
que Joaquim Vieira, presidente do Observatório de Imprensa, considerou o
Congresso como “uma forma de aproximar
os jornalistas uns dos outros”, entende a Associação Internacional de
Jornalistas que o Congresso não fica completo sem a presença de Jornalistas da
diáspora.
O
facto de se tratar de uma troca de experiência entre profissionais da mesma
área e que “possam aprender, eventualmente, uns com os outros”, mais importante se tornaria para uma classe
laboriosa como a nossa e que nem sempre é tida como aquilo que realmente é.
A
este propósito, recorda a Associação Internacional de Jornalistas que, quando
da organização da CPLP, na sua vertente de Informação, cinco Jornalistas da
diáspora foram convidados como observadores, o que se nos afigura um óptimo
contributo para que os Jornalistas da diáspora fosem, nessa altura,
considerados em pé de igualdade com muitos outros colegas.
Não pode, portanto, a Associação
Internacional de Jornalistas deixar de lamentar que ninguém – ao nível do
Governo ou da organização do Congresso – se lembrasse de convidar (mesmo para
inscrição) a Associação Internacional de Jornalistas.
Toronto (Canadá) / França (Paris), 10 de
Janeiro de 2005
Fernando Cruz Gomes António
de Morais Cardoso
Presidente Secretário-Geral
Comentários recebidos
Estimada Direccção
A/C
Fernando Cruz
Gomes
António de
Morais
Antes de
mais agradeço mais este comunicado, bem como a vossa dinâmica, contra ventos e
marés…
Não é a
primeira vez que estas situações acontecem. Nós: Fórum de Empresários de Língua
Portuguesa, com protocolo firmado com a CPLP, nunca fomos nem informados, nem
convidados para a constituição do Conselho Empresarial da CPLP, apesar do
Protocolo firmado com a CPLP incidir precisamente sobre a área de cooperação
empresarial.
Tristezas
não pagam dívidas e a única forma de mantermos nossa dignidade e projectos é
andar para frente, contra a imensa maré de invejosos e incompetentyes, instalados nos corredores das “Instituições
de Cooperação”, que nada mais tem feito do que receber, sem mérito, apoios
financeiros e institucionais.
Aproveito
para convidar a AIJ, a se associar ao Fórum Latino de Negócios que estamos a
organizar de 8 a 10 de Novembro deste ano em Angola. Participarão nesse evento
Delegações vindas dos países latinos e suas
diásporas.
Caso
tenham interesse em se associarem ao evento, teremos muito gosto em elaborar, em
extreita parceria com a AIJ, um programa que vá de
encontro ao interesses da mesma, nomeadamente abordando
temas relacionados com os negócios da comunicação
social.
Finalizo
fazendo também nossa a vossa indignação e apelando para que se encontre formas
de reagir, nomeadamente organizando um encontro similar, mais abrangente e por
isso mais bem organizado.
Melhores
Cumprimentos,
Francisco
Viana
Exmo
Sr.
Fernando
Cruz Gomes
M.D.
Presidente da Associação Internacional de Jornalistas
Prezado
amigo:
É verdadeiramente lamentável que a Associação Internacional de
Jornalistas, criada após o Encontro para a Participação promovido pela
Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e por sugestão do então Sr.
Secretário de Estado, Dr. José Cesário, não seja convidada a participar de um
Congresso Internacional de Jornalismo da Língua Portuguesa.
Nós emigrantes, que ainda temos acreditado nas vãs palavras dos nossos
governantes, cada vez mais ficamos indiferentes com o ostracismo a que eles
querem nos relegar, pois fica comprovado pelas acções dos que estão no poder,
que a única preocupação que têm com a emigração, é saber como serão recebidos na
sua próxima digressão a uma comunidade portuguesa no estrangeiro. Essas pessoas
precisam ser recebidas como merecem, com o mesmo descrédito e a descortesia que
devotam aos portugueses da diáspora e às suas legítimas
representações.
EDUARDO NEVES MOREIRA
Deputado da Emigração na Assembleia da República
Da
AIJ : A AIJ foi criada por iniciativa exclusiva
dos seus associados.
Isto não admira e é a prova de que, ao nível do governo central e do mundo
jornalístico de Portugal, nós, os jornalistas da diáspora, por muitos cursos que
tenhamos, nunca seremos tidos nem achados para nada, pois, e apesar de tudo o
que se diz — e esta é a verdade, assumamo-la, nós, os jornalistas emigrantes,
de uma vez por todas — seremos sempre emigrantes. Vamos, pois, orgulharmo-nos
disso e realizarmos nós, sem preconceitos e sem estarmos sempre a pedinchar, os
nossos congressos, as nossas acções de formação e os nossos concursos e prémios
de jornalismo.
Um abraço
António Oliveira Editor da revista
Mundo Português de New York, Estados Unidos da América
Jorge Duarte vs Rudy Gallego
O “Quiproquo” de muitas controvérsias
Fernando
Cruz Gomes e António Cardoso
Na África do Sul, em determinados meandros da comunidade, vai um
alarido dos demónios. E tudo porque a “Visão” e Jorge Duarte levantaram véus
que poderiam, eventualmente, continuar tapados. Para além disso, entenderam –
Jornal e Jornalista – que era preciso chamar as coisas pelo seu nome.
Dizem-nos que, logo a seguir, num crescendo quase galopante, houve
“agressões físicas”. Jorge Duarte nada nos disse. A sua defesa veio de várias
latitudes, designadamente de elementos ligados ao Conselho das Comunidades. E a
Associação Internacional de Jornalistas achou que deveria vir à liça. E que é
que disse a A.I.J.? Pura e simplesmente que estava com Jorge Duarte. Que não há
razões nenhumas para a agressão física. Que tudo se resolve – quando é caso
disso – na barra do Tribunal, sobretudo em Países, como é o caso da África do
Sul, onde a Lei impera e tem de imperar.
Não tem a Associação Internacional de Jornalistas de retirar uma
vírgula ao que escreveu em Comentário. E só não publica a carta-resposta do
comendador Rudy Gallego, porque ela ultrapassa, em muito, o teor do que o
comunicado dizia. Ultrapassa em tamanho (o que é importante) e ultrapassa em
injúrias ao Jorge Duarte. Porque, de facto, no comunicado – que não foi nem
“soprado” nem escrito pelo Jorge Duarte, que nem conhecia os subscritores –
ninguém injuriava o comendador. E quem “injuriava” menos era o Jorge Duarte,
que não foi tido nem achado para isto.
Continuamos a entender que estas querelas se resolvem na Justiça. Não
com injúrias escritas. Muito menos com o “diz tu direi eu” que a A.I.J.
pretende acautelar.
Por nós, o assunto está, por agora, encerrado. Só o reabriremos se nos
derem razões para isso.
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A Associação Internacional
de Jornalistas, fundada, naturalmente, para defender a esforçada classe dos
Jornalistas – por profissão ou por paixão - vê com a maior mágoa e tristeza,
tudo quanto se passa no tocante à agressão de que foi vítima o editor da
revista “Visão Portuguesa”, publicada em Joanesburgo,
na África do Sul. É revoltante toda a saga de atropelos aos direitos e
liberdades dos cidadãos, designadamente dos que têm a missão de informar.
1.Numa primeira análise que
fizemos aos acontecimentos, somos levados a concluir que não há motivos alguns
– nunca há, de resto - que possam justificar a agressão física ao jornalista Jorge Duarte, protagonizada
pelo comendador Rudy Gallego. Muito menos os insultos verbais
dirigidos a um profissional da Comunicação Social que apenas procurava cumprir
o dever de informar os portugueses residentes na África do Sul.
1.a.Se aquele senhor –
para mais “galardoado” com uma comenda – discorda do Jornalista, há ainda – e sempre – os trâmites legais a seguir.
A não ser assim entraríamos numa selva onde valeria a lei do mais forte. O que
não acontece, decerto, em País como a África do Sul, que tem leis para cumprir.
2.Entende a Associação
Internacional de Jornalistas dever dar o seu apoio e solidariedade a Jorge
Duarte. Mais do que isso, apelamos a que continui com a sua luta pela Verdade e
que não se deixe intimidar, designadamente, pelas ameaças que, nas últimas horas,
têm surgido. Os ditadores – ou os aprendizes de ditador – sempre tiveram
dificuldades em viver à luz da verdade e da transparência.
3.A A.I.J. entende,
igualmente, que o Governo Português – através dos canais apropriados – deve
tentar tomar conta da situação e dar, pelo menos, o seu apoio a Jorge Duarte.
4.A
Associação Internacional de Jornalistas vai tentar continuar a acompanhar a
situação, pondo-se à disposição daquele colega para tudo o que estiver ao seu
alcance.
Toronto (Canadá) /
Paris (França), 19 de Novembro de 2004
Fernando Cruz Gomes António de Morais Cardoso
Presidente Secretário-Geral |
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Contas já entregues na Assembleia da República mas a
apreciar em Novembro
Um Orçamento à escala de « todas as
críticas.. »
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O Orçamento Geral do Estado está já na Assembleia da
República. À escala « de todas as críticas », como afirmam vários
quadrantes, parece, no entanto, ser « a luz no fundo do túnel » de
que muitos estavam à espera. Embora haja muitas críticas também.
O ministro das Finanças deixou transparecer que haverá
uma descida da taxa mínima do IRS de 12% para 10,5%, o aumento dos salários da
Função Pública um pouco acima da inflação prevista para o próximo ano e o
aumento das pensões entre 2,5% e 9%.
Bagão Félix garante também que este Orçamento vai cumprir
o objectivo de manter o défice abaixo dos 3% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para já, sabe-se que, a pedido do Governo, o debate da
proposta de Orçamento para 2005 foi adiado por uma semana e está agendado para
17 e 18 de Novembro, devendo a votação final ter lugar em 7 de Dezembro.
Na apresentação das Contas do Estado para 2005, o
ministro Bagão Félix disse, desde logo, tratar-se de uma proposta de Orçamento
voltado para as famílias - « um documento rigoroso, mas também
solidário ».
Parece ser « um orçamento exigente no controlo da
despesa, activo na procura de riqueza, solidário e ético », como
considerou o ministro, no Parlamento.
Sócrates exige revogação do fim dos
benefícios fiscais
O líder do PS anunciou, entretanto, que vai propor a
revogação da medida do Governo que acaba com alguns benefícios fiscais, no
âmbito da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2005. « Vamos
apresentar uma proposta para revogar a medida do Governo que pretende acabar
com alguns benefícios fiscais », disse Sócrates, argumentando que a medida
« é completamente injusta » e atinge principalmente a classe média.
O líder do PS considerou que a proposta orçamental para
2005 « tem um problema de credibilidade » por « continuar, pelo
quarto ano, a fazer recurso das receitas extraordinárias » para combater o
défice público.
« As receitas extraordinárias têm um problema. São
uma espéciede droga. Uma vez que se utiliza tarde tende a largar-se. E isso
prejudica a saúde da economia », afirmou Sócrates.
O líder socialista avisou que manterá a intenção de votar
contra a proposta de Orçamento do Estado (OE) se o Governo não aceitar revogar
o corte nos benefícios fiscais, considerando que o documento confirma « o
falhanço da política económica » do executivo PSD/CDS-PP.
Para oministro das Finanças, que foi o convidado do
programa « Diga Lá, Excelência », da responsabilidade da RR e do
« Público », a grande preocupação após a votação do Orçamento de
Estado (OE) para 2005 serão as medidas concretas para a Administração Pública,
de modo a simplificar a vida aos cidadãos e às empresas.
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Comunicado da Associação Internacional de
Jornalistas |
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A Associação Internacional de Jornalistas,
criada para congregar os esforços dos Jornalistas Portugueses – por profissão
ou por paixão – ao serviço das Comunidades, vê com mágoa muitos e variados
atropelos à actuação dos Órgãos de Informação no que toca à apreciação de actos
consulares. Como não pode deixar de sentir que uma ou outra diatribe contra os
conselheiros das Comunidades advém do facto de esses mesmos conselheiros darem
a conhecer algo da sua acção através dos Órgãos de Informação.
De alguns desses casos achamos dever chamar
a atenção do Senhor Primeiro-Ministro de Portugal, por forma a que o Ministro
dos Negócios Estrangeiros – cuja designação é também das Comunidades
Portuguesas – tome em atenção alguns deles.
1.Não há muito o Dr. Artur Monteiro de
Magalhães foi chamado em serviço a Lisboa, sem regresso ao Posto. Alguns dos
Jornalistas que acompanharam o caso, através dos Jornais para os quais
trabalham, acharam que deveriam chamar a atenção para o caso, nitidamente de
atropelo à verdade de factos que se teriam passado. Nada aconteceu e o Cônsul
continua em Lisboa, achando o Ministério que deveria mandar um substituto “em
comissão de serviço” sem ter dado sequer a satisfação de um comunicado.
2.O Cônsul-Geral de Portugal em Londres, Dr.
João Bernardo Weinstein, dois dias depois de ter chegado a Inglaterra após
baixa por doença, convocou uma reunião com os conselheiros do CCP para
vilipendiar um dos conselheiros, manifestamente por ele ter tido a “ousadia” de
apontar erros no funcionamento daquele posto, em comunicado que foi
distribuido, designadamente, num aguerrido “site” com sede no Brasil. Nada lhe
aconteceu nem, decerto, vai acontecer.
3.O Cônsul Dr. Francisco Azevedo, ainda
em serviço no Consulado de Portugal em Caracas, na Venezuela, achou por bem
fazer uma participação-crime contra o jornalista Filipe Gouveia por este,
dentro das competências que lhe cabem, ter criticado alguns dos serviços
consulares. Por instruções do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal
– pelo menos, ao que cremos – o Cônsul desistiu do processo já à “boca do
Tribunal”.
4.O Embaixador de Portugal no Canadá, Dr.
Silveira Carvalho, convocou os conselheiros da secção local do Canadá, quase de
emergência e sem agenda prévia, criticando-lhes o apoio que deram ao Cônsul Dr.
Artur de Magalhães e a chamada de atenção ao caso do Cônsul de Portugal em
Vancouver, Dr. Laranjeiro Abreu, que, segundo os conselheiros, tem residência
em Victoria, fazendo, todos os dias, uma viagem de barco de quatro horas, ida e
volta, para o posto consular em Vancouver. O que não lhe permitiria actuar em
todas as actividades que estarão adstritas àquele consulado e muito menos
acompanhar as comunidades.
5.O mesmo Embaixador, Dr. Silveira Carvalho,
que recebeu os conselheiros no hotel onde estava hospedado, sem conhecimento da
Informação comunitária, abordou outros aspectos, designadamente o relacionamento
entre o CCP e as autoridades portuguesas que ele gostaria fosse feito através
da Embaixada. Como se fosse ele a mandar nos Conselheiros.
Entende, assim, a Associação Internacional
de Jornalistas dever chamar a atenção do Governo Português ao mais alto nível
para uma série de atropelos àquilo que deveria ser a transparência nos actos
que têm a ver, directa ou indirectamente, com as comunidades portuguesas
espalhadas pelo mundo.
Para além disso, reitera o pedido feito – a
15 de Julho deste ano - ao Sr.
1.º-Ministro para receber uma delegação da A.I.J. para tratar destes e de
vários outros casos que afectam, sobremaneira, as comunidades portuguesas.
Fernando
Cruz Gomes António
de Morais Cardoso
Presidente Secretário-Geral
Toronto (Canadá) Paris (França)
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Cônsul Geral de Portugal em Caracas
retirou queixa contra jornalista
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As informações que nos chegam de Caracas, na Venezuela,
dão-nos conta de que o nosso colega FILIPE GOUVEIA, também ele membro da
Associação Internacional de Jornalistas, já não terá de responder pelas
acusações que lhe eram feitas pelo Cônsul Geral de Portugal em Caracas, na
Venezuela.
Na audiência conciliatória que se realizou, no Tribunal 26
de Caracas, Quinta-feira, 14 de Outubro de 2004, aquele funcionário consular –
em gesto que saudamos e só lhe fica bem – achou que deveria retirar a denúncia
que deu início ao processo, ao mesmo tempo que aceitou efectuar o pagamento das
custas processuais.
A Associação Internacional de Jornalistas entende que o Cônsul-Geral
tomou uma atitude que só o honra e sauda o colega pela forma como actuou
durante todo este imbróglio. |
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Ser jornalista é um privilégio a usar com rigor
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Ser
jornalista é um privilégio a usar com rigor, disse Ana Sousa Dias ao receber o
Prémio Gazeta 2003
“Ser
jornalista é ter um acesso directo aos que fazem o mundo acontecer e ter a
possibilidade de contar as novidades aos outros. É um privilégio, é assim que o
entendo, e deve ser usado com sensibilidade e rigor” - afirmou Ana Sousa Dias
na cerimónia de entrega do Prémio Gazeta 2003, a 13 de Setembro, que lhe foi
atribuído pelo programa “Por Outro Lado”, que conduz desde Janeiro de 2001, na
RTP 2.
Ao
agradecer a distinção, Ana Sousa Dias deu de certo modo a receita do sucesso do
seu programa ao sublinhar que os jornalistas nunca devem perder de vista que
são “os contadores da história". “Como numa música ou num texto literário,
a técnica deve estar toda lá dentro mas deve ser invisível, tal como nós
próprios temos de ter em conta que o nosso papel é acessório. Esta é a forma de
fazer jornalismo da larga maioria dos jornalistas, dos que não são reconhecidos
na rua, dos que não se colocam nos bicos dos pés mas que diariamente estão no
cerne da nossa profissão - a notícia. Boa ou má, a notícia é essencial para que
nós todos, cidadãos, possamos tomar decisões”.
Sem passagem de testemunho
A premiada com o Prémio Gazeta 2003 lembrou os primeiros passos dados no
jornalismo, já lá vão 30 anos, numa altura em que “não existiam cursos
superiores de jornalismo em Portugal”, pelo que a aprendizagem se fazia “na
redacção, no dia-a-dia”, sob a orientação dos “mais velhos”. A evocação - uma
tocante homenagem a quantos lhe mudaram “os poréns”, lhe “riscaram os textos” e
a obrigaram a “reescrevê-los”, dando-lhe o saber que agora aplica na sua
profissão -, levou Ana Sousa Dias a lamentar que os últimos anos tenham sido
“marcados nas redacções pelo precipitado afastamento dos ‘mais velhos’ que
eram, como em todas as profissões e actividades humanas, os garantes da
passagem do testemunho”.
Para a vencedora do Prémio Gazeta 2003, a questão está em conseguir “encontrar
o sentido” do que se faz, descobrir “o caminho que avança por entre as
armadilhas e desgraças de que a nossa profissão fatalmente se alimenta, ver
para lá do que está mesmo à frente dos olhos”.
Congratulando-se por ter como companheiros dos Prémios Gazeta um jornalista da
sua geração, Carlos Fino, e uma jovem, Liliana Garcia, “que encontrou na
redacção do Jornal do Centro, também premiado, condições para exercer a
profissão com qualidade, entrega e criatividade”, Ana Sousa Dias referiu-se
ainda à sua condição de jornalista freelance - um “estatuto que não é
compreendido nem aceite por muitos dos nossos pares” -, não para falar de
“coisas desagradáveis” mas para sublinhar o apoio recebido por quantos têm
tornado possível o seu trabalho e nele colaboram.
A
cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta contou com a presença do Presidente da
República, Jorge Sampaio, que apelou a todos os jornalistas portugueses para
que procurem um "novo equilíbrio" na relação entre os média e a
Justiça, considerado fundamental "para a saúde da democracia".
Para além de Ana Sousa Dias, que recebeu um prémio monetário de 20 mil euros, o
júri distinguiu o jornalista Carlos Fino, que recebeu o Prémio Gazeta de Mérito
pela sua carreira, na qual sobressaem as reportagens da guerra no Iraque para a
RTP, e Liliana Garcia, a quem foi atribuído o Prémio Gazeta Revelação, pelo
artigo “Prisioneiros da Serra Sobreviveram com Gelo e Laranjas”, publicado no
“Jornal do Centro”, órgão que arrebatou o Prémio Gazeta de Imprensa Regional. |
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O
Estado “está doente” e tem de ser “tratado”
Mesmo sem saber porquê, damos connosco a
parafrasear a frase de um presidente americano que dizia deverem os seus
concidadãos perguntar o que poderiam fazer pela América e não o que a América
poderia fazer por eles. Achamos que, mutatis mutandis, poderíamos entender a
declaração de Bagão Félix da mesma forma.
Entende o ministro que as finanças “só
Veremos
se isso vai acontecer. - CG |
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Governo
promove encontro de políticos portugueses radicados no estrangeiro
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O gabinete do Secretário de Estado das
Comunidades Portuguesas – através da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e
Comunidades Portuguesas e da Câmara Municipal de Silves –, está a levar a cabo
de ontem, quinta-feira, até 29 de Maio
de 2004, em Silves, mais uma edição do programa “Encontros para a
Participação”, desta vez destinado a portugueses que intervêm cívica e
politicamente no estrangeiro.
Aprofundar as razões que se encontram por detrás da fraca participação cívica e
política das Comunidades Portuguesas, planear acções e métodos que possam
incentivar essa participação e fomentar a intervenção cívica e política das
Comunidades Portuguesas nos vários domínios da vida pública do país de
acolhimento constituem as grandes linhas norteadoras do Encontro.
Com
esta iniciativa, que tem em Portugal um conjunto de 19 portugueses com cargos
públicos no estrangeiro, pretende-se igualmente fomentar e sensibilizar para um
aumento dessa participação, quer na percentagem de eleitores votantes, quer na
percentagem de portugueses ou luso-descendentes que se apresentam como
candidatos a cargos públicos.
Por vezes, parece perdurar a ideia de que a intervenção política é incompatível
com a manutenção das raízes e cultura portuguesas, quando, na prática, se
verifica exactamente o contrário. Um incremento da visibilidade política de
membros da Comunidade Portuguesa contribui, não apenas para a melhoria da
situação sócio-económica da referida Comunidade, mas também para um aumento da
cooperação cultural, económica ou comercial desse país com Portugal.
Neste
sentido, segundo uma nota da Secretaria de Estado, a realização deste Encontro
enquadra-se também dentro dos objectivos da diplomacia económica.
Espera-se que se contribua assim para que os portugueses abandonem a discrição
com que têm encarado a intervenção política e intervenham, candidatem-se e
mobilizem-se, alcançando um nível de participação política semelhante ao
empenho que colocam no trabalho diário, que faz com que os trabalhadores
portugueses se encontrem entre os mais produtivos e respeitados do mundo.
A reunião começou, ontem, quinta-feira, dia 27, em Silves na chamada Fábrica do
Inglês. Na sessão de abertura, intervenções do Secretário de Estado das
Comunidades Portuguesas, José Cesário; e da Presidente da Câmara Municipal de
Silves, Isabel Soares.
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LEGIÃO DA BOA VONTADE
COMEMORA DIA MUNDIAL DA
CRIANÇA
Dia 1 de Junho, data muito importante para os nossos
pequeninos que, com a sua presença e jeitinho de ser nos fazem sentir as pessoas
mais felizes do mundo.
Para comemorar o Dia Mundial da Criança, a Legião da Boa
Vontade agendou uma semana recheada de surpresas:
Dia 31 de Maio, segunda-feira, a LBV distribuirá prendas
e lanches a 30 crianças, numa festa realizada no Clube Desportivo do Alto da
Cova da Moura, com artistas locais;
Dia 1 de Junho,
terça-feira, festa na Associação de Pais do ATL da Escola do 1º Ciclo de Fitares
(Rio de Mouro), em Sintra, com a entrega de 70 prendas e lanches a
crianças;
Neste mesmo dia, a LBV visita a Associação Ajuda de Berço
para convívio e distribuição de brinquedos, biberões, chupetas, vestuário,
calçado, etc., a crianças até aos 3 anos;
As crianças dos programas Semente da Boa Vontade e
Sorriso Feliz estarão, no dia 3 de Junho, quinta-feira, a assistir pelas
17h00, na Academia do Sporting, em Alcochete, a um treino dos seus ídolos
de futebol, os jogadores da Selecção Nacional. Uma óptima surpresa que a LBV
preparou para eles e que os deixou ansiosos para que este dia
chegue.
Informamos que dias 5 e 6 de Junho, a Legião da
Boa Vontade realiza um peditório nacional cujo objectivo é a recolha de
donativos a serem utilizados na manutenção do programa “Semente da Boa
Vontade”, que presta apoio a crianças oriundas de meios desfavorecidos,
tendo como principal objectivo educá-las, mantendo-as afastadas de perigos que
hoje muito preocupam os pais, como a droga, e ajudá-las a crescer com valores,
fortalecendo assim a sua personalidade.
Para este trabalho continuar a dar apoio educacional e
material, apelamos ao seu coração e pedimos que nos dias 5 e 6 de Junho, ao
encontrar um voluntário da LBV, devidamente identificado, junto a shopping´s,
hipermercados ou outros locais, colabore.
Alguns locais onde a presença dos voluntários da LBV está
confirmada:
No Porto: Via Catarina; Cidade do Porto; Shopping
Brasília; Feira Nova.
Em Lisboa: Gare do Oriente; El Corte
Inglés. |
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Segunda-feira 31 de maio às 10:30 horas na CASA DE PORTUGAL |
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O
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José de Almeida Cesário,
desloca-se domingo (dia 30 de Maio), a Pontault-Combault, França, para
participar nas Comemorações da 29ª Festa Franco-Portuguesa.
O
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas será recebido, cerca das 11
horas, pelas autoridades locais de Pontault-Combault, seguindo-se um encontro
com as Comunidades Portuguesas radicadas nessa região.
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FEIRA DE TROYES
- 57ème. FOIRE DE
CHAMPAGNE
PORTUGAL –
CONVIDADO DE HONRA
A “Foire de
Champagne” de Troyes é uma feira ancestral, uma das mais antigas realizadas em
França, datando dos tempos da Idade Média. Há 57 anos passou a denominar-se FOIRE
DE CHAMPAGNE, do nome da região onde se integra. É uma feira anual que conta actualmente
com mais de 56.000 visitantes.
Através da
Embaixada de Portugal e do ICEP, os organizadores convidaram este ano PORTUGAL para
participar nesta manifestação como País de Honra, por três razões principais:
·
E’ um país
próximo, a descobrir no plano turístico, rico de história e de património;
·
E’ um país
em expansão, com aspectos económicos e culturais a promover;
·
A França e em
particular a região onde se realiza a feira abrigam uma importante e activa
comunidade de origem portuguesa.
Assim, esta
presença pode e deve ser considerada como uma verdadeira oportunidade de
promoção do país, a nível do turismo, económica e culturalmente.
Um espaço de
750 m2²é consagrado a Portugal num dos Halls cobertos do Parc des Expositions
de Troyes.
Para o efeito, foi
concebida por um decorador profissional e financiada pelos organizadores uma formidável
decoração tradicional sob o tema dos azulejos de características absolutamente
identificativas do nosso país.
Este espaço, inteiramente
reservado a Portugal, será ocupado por artesãos e empresas tradicionais de
diversos produtos (artesanato, olaria, tapeçaria, colchas, bordados, filigranas,
bijutaria, produtos em pele, etc.).
Além destes verdadeiros
“espaços vivos”, existirão vários pontos de venda de outros produtos
tipicamente portugueses, entre alimentares e bebidas, pequenos objectos,
livros, discos, etc. e uma exposição de algumas obras de pintores portugueses.
Está ainda presente
o restaurante português CATAPLANA, durante toda a duração da feira. com cozinha
tipicamente portuguesa que, para o efeito, fez deslocar cozinheiros
expressamente de Lisboa.
Portugal será
ainda evocado no plano cultural através de uma exposição com uma vintena de
painéis de azulejos, que, como assinalado, é o tema escolhido para a decoração
global do stand.
Vários
espectáculos ao vivo são organizados diariamente, entre eles alguns expressamente
consagrados a Portugal, como uma “soirée” Fado ou ainda a presença de ranchos
folclóricos.
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Programa
da deslocação do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas
ao Luxemburgo, Canadá, EUA e Bélgica – de 23 de Março a 3 de Abril de 2004
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Dia 23 de Março (terça-feira) – Luxemburgo
16h30 –
Reunião de trabalho com a Confederação da Comunidade Portuguesa no
Luxemburgo
17h30 –
Reunião com os Conselheiros das Comunidades Eduardo Dias e Acácio Pinheiro
19h00 –
Encontro com a Comunidade Portuguesa na residência de S.E. Embaixador de Portugal no Luxemburgo
Dia 24 de Março (quarta-feira) – Luxemburgo
11h30 – Encontro com S.E. Ministra dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Lydie
Polfer
Dia 25 de Março (quinta-feira) – Montreal
11h00 – Visita ao Centro de História de Montreal
17h00 – Visita à Associação Portuguesa no Canadá (APC)
19h00 – Abertura oficial do programa “Encontros de Formação/Acções
de Formação das Comunidades
Portuguesas”, seguida de intervenção de S.E. Secretário
de Estado das Comunidades Portuguesas sobre o tema “Participação Cívica e Política”
Dia 26 de Março (sexta-feira) – Montreal
13h30 – Entrevista no programa “TV Portuguesa”
Dia 27 de Março (sábado) – Toronto
20h00 – Abertura oficial do programa “Encontros Para a Participação/Acções de Formação
das Comunidades Portuguesas”, seguida
de intervenção de S.E. Secretário de Estado das Comunidades
Portuguesas sobre o tema
“Participação Cívica e Política”
22h00 – Apresentação: “A secção do Canadá do Conselho das Comunidades”, com a presença
dos conselheiros da área consular de
Toronto
Dia 28 de Março (domingo) – Toronto
14h30 –
Visita ao Centro Cultural Português de Mississauga
16h30 –
Presença de S.E. o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas na “IV Festa Açorianíssima”, promovida pelo programa de televisão luso-canadiano “Gente
da Nossa”, de Nellie Pedro, no Oásis Convencion Centre, em Mississauga.
Dia 29 de Março (segunda-feira) – Toronto
16h00 – Assinatura do Protocolo entre a Federação dos Empresários e Profissionais
Luso-canadianos (FPCBP) e o
Brampton Board of Trade
Dia 30 de Março (terça-feira) – Bóston
18h30 – Abertura oficial do programa “Encontros Para Participação/Acções de Formação das
Comunidades Portuguesas”, seguida de intervenção de S.E Secretário de
Estado das Comunidades Portuguesas sobre o tema “Participação Cívica e Política”
Dia 31 de Março (quarta-feira) – Fall River
12h00 – Encontro de S. E. Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas com o
Presidente Regional do BCPbank, Sr. António Cruz, seguido de visita às instalações
15h30 – Reunião de trabalho de S.E. Secretário de Estado Comunidades Portuguesas com os
Directores do Departamento de Estudos
Portugueses da Universidade de Massachusetts em
Dartmouth e do LusoCentro do Bristol Community College em Fall River
18h00 – Encontro com responsáveis das várias Associações Portuguesas e
Luso-Americanas de Fall River a convite da
Comissão Instaladora do Museu do Espírito Santo
Dia 1 de Abril (quinta-feira) – Newark
19h00 – Abertura oficial do programa “Encontros Para a Participação/Acções de Formação
das Comunidades Portuguesas”, seguida de intervenção do Sr. Secretário de
Estado das Comunidades Portuguesas sobre o tema “Participação Cívica e Política”
Dia 3 de Abril (sábado) – Bruxelas
14h00 –
Visita às instalações do Consulado Honorário de Portugal em Antuérpia
14h30 –
Reunião de trabalho com o Sr. Cônsul Honorário de Portugal em Antuérpia
15h00 –
Encontro com a Comunidade Portuguesa de Antuérpia
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Nota explicativa sobre “Encontros Para a Participação/Acções de
Formação” em Montreal, Toronto, Boston e Newark – de 25 de Março a 3 de Abril
O gabinete do Secretário de
Estado das Comunidades Portuguesas – através da Direcção Geral dos Assuntos
Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP) –, promove de 25 de Março a 3 de
Abril de 2004 uma edição do programa “Encontros para a Participação” pela
primeira vez destinado a Acções de Formação junto das Comunidades Portuguesas
de Montreal e Toronto, no Canadá, bem como em Bóston e Newark, nos Estados
Unidos da América.
Esta iniciativa inscreve-se numa política governamental de
estreita ligação às Comunidades Portuguesas, aos Estados que as acolhem e a
Portugal, reconhecendo que os portugueses residentes no estrangeiro são um
considerável valor da política externa que importa valorizar.
Nesse sentido, o Governo
português disponibilizará uma rede de formadores na área da Participação Cívica
e Política, Associativismo, Folclore e Comunicação Social para que, junto das Comunidades
Portuguesas, se privilegiem e estabeleçam elos de ligação através da promoção
da cultura e da valorização do património.
Mais se informa que o gabinete
do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas tenciona abranger outras
Comunidades Portuguesas radicadas no estrangeiro, possibilitando-lhes a
participação em eventos semelhantes a concretizar ao longo de 2004 e 2005.
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Quadro com
informações relativas aos módulos de formação:
CANADÁ
- MONTREAL, de 25 a 27 de Março de 2004
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Dia
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Hora
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Tema
|
Local
|
Formador
|
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25
|
19.00-22.00
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Participação
Com. Port. Vida
Política
do País de Acolhimento
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Centro
Comunitário
de Santa
Cruz
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SExa.
SECP
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26
|
19.00-22.00
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Organização
Associativa
|
Centro
Comunitário
de Santa
Cruz
|
António
Reis (INATEL)
|
|
26
|
19.00-22.00
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Folclore
|
Centro
Comunitário
de Santa
Cruz
|
António
Lopes Pires (Federação de Folclore Português)
Rui
Calarrão (INATEL)
|
|
26
|
19.00-22.00
|
Comunicação
Social
|
Centro
Comunitário
de Santa
Cruz
|
José
Duarte (“O Emigrante”)
|
|
27
|
10.00-13.00
|
Organização
Associativa
|
Centro
Comunitário
de Santa
Cruz
|
António
Reis (INATEL)
|
|
27
|
10.00-13.00
|
Folclore
|
Centro
Comunitário
de Santa
Cruz
|
António
Lopes Pires (FFP)
Rui
Calarrão (INATEL)
|
|
27
|
10.00-13.00
|
Comunicação
Social
|
Centro
Comunitário
de Santa
Cruz
|
José
Duarte (“O Emigrante”)
|
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