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Celebrar o 10 de Junho é celebrar a presença portuguesa no Mundo! É celebrar o reconhecimento e a importância de um Povo que tem sabido afirmar-se além fronteiras! Que tem sabido levar mais longe a portugalidade e a coragem que testemunham mais de 900 anos da Nossa História… Que Povo este que não se confinou ao espaço geográfico conquistado e desbravou caminhos por terras e mares, firmando a Língua e Cultura portuguesas em tantos países, influenciando tantos outros povos, tantas outras culturas, tantas outras gentes…mostrando o que é ser Português! Fala-se em 4,5 milhões de portugueses radicados em todo o Mundo. É uma Grande Diáspora! E porque o actual Governo sabe disso, tem dado sinais claros de atenção para com as suas Comunidades, tem dado passos muito significativos para melhor servir as suas Comunidades. Todos sabemos que este Governo iniciou funções, em Abril de 2002, num momento particularmente difícil para a vida do País. Dois anos depois é tempo de fazer balanços: o País está no bom caminho e estamos fortemente empenhados para que as Comunidades Portuguesas, finalmente, sejam olhadas e tratadas com o merecimento há muito devido. Foi necessário um esforço de reorganização dos recursos disponíveis, racionalizando meios de actuação a fim de responder mais eficazmente às necessidades da vida concreta dos portugueses no estrangeiro. Foi necessário adaptar a rede consular, aproximando-a da realidade desses portugueses, reforçar a presença institucional em áreas determinantes, como a cultura, encorajar uma maior participação política nos países de acolhimento e incentivar o associativismo, particularmente no que concerne à juventude. Nesse sentido, o Governo Português implementou medidas muito concretas e que agora identificam muito mais as Comunidades Portuguesas com a sua Pátria e a sua Cultura. Exemplo disso foi, sem dúvida, a criação de Centros Emissores de Bilhetes de Identidade em cinco postos consulares, prevendo-se o alargamento da rede a outros 20 postos até finais de 2005, que agora permite a obtenção em apenas dois dias do documento mais importante na vida de um Português e que o liga verdadeiramente a Portugal. A alteração do processo de Recuperação da Nacionalidade, a resolução da situação dos ex-combatentes portugueses radicados no estrangeiro, a constituição de Gabinetes de Apoio ao Emigrante, a promoção de Encontros Para a Participação e de Acções de Formação, que visam implicar novos protagonistas portugueses nas sociedades de acolhimento e em Portugal, são outros exemplos dos muitos projectos que este Governo abraçou e continuará a abraçar em prol das suas Comunidades Muito ainda há a fazer! Por isso continuaremos a trabalhar com este propósito: melhor servir a Nossa Diáspora de que, tanto, nos orgulhamos! E muito melhor faremos se formos capazes de nos unir em torno do essencial – servir melhor Portugal e os Portugueses! Viva o 10 de Junho! Viva Portugal!
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A “Carta de Macau” Por Luís Barreira |
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Os jornalistas e órgãos de informação de expressão portuguesa, na diáspora, acabam de dar um passo decisivo para a sua organização e afirmação, junto de Portugal e seus governantes. Numa luta, que dura há anos, para conseguirem ser considerados como elementos fundamentais de uma relação entre os portugueses, vivendo no seu País e as diversas comunidades portuguesas espalhados por todo o mundo, os órgãos de informação em língua portuguesa, do Canadá à Austrália, ou dos Estados Unidos ao Luxemburgo, viram agora em Macau realizar-se um sonho que ocupava a sua preocupação, há já longos anos e que constituí uma etapa fundamental para os objectivos que têm em mente. Assim, através da sua associação e o respectivo reconhecimento que tal estatuto lhes confere, a nova associação está em condições de se assumir como um parceiro efectivo: na relação entre o País e a metade da sua população, que vive no exterior; entre si próprios, difundindo informação interessante, entre as comunidades e fazendo conhecer as suas particularidades e entre os portugueses, residentes fora de Portugal e o os que vivem no seu interior. Há muito que acusávamos os governos e os órgãos de informação de Portugal, de dar uma imagem inexacta da realidade actual das comunidades portuguesas. Para muitos deles, os emigrantes, continuavam a arrastar as “malas de cartão” nas gares dos comboios e a “vegetar” nas sociedades de acolhimento. Habituados a ver o resto do mundo pelo seu umbigo e ignorando completamente a dinâmica de desenvolvimento social, que entretanto se processou nas nossas comunidades, os jornais, televisões ou rádios de Portugal “esqueceram-se”, sistematicamente, de publicitar a vida e a obra de alguns milhões de portugueses e luso falantes que, por condições mais diversas, saíram um dia do seu país, mas não deixaram de ser “teimosamente” portugueses. Habituados à aritmética política de “quem não vota, não conta” e tendo apenas como horizonte da sua acção pública, o período da sua legislatura, muitos representantes do povo de Portugal, entre o qual nos encontramos, deram pouca ou nenhuma importância aos portugueses que se encontravam no exterior, fazendo-nos notar que, sem a nossa participação eleitoral, em Portugal, éramos portugueses de “segunda”, ou nem sequer portugueses seríamos. Mas,... talvez porque as remessas dos emigrantes baixaram e Portugal não está em condições delas prescindir; talvez porque Portugal precisa de exportar, como “pão para a boca” e muitas das acções económicas passam pelas suas comunidades no exterior; talvez porque, a actual sociedade política portuguesa, despertou para esta imensa riqueza, cultural e económica, que representam os mais de cinco milhões de portugueses fora do seu país, nas mais diversas sociedades deste planeta e a ocupar lugares sociais e profissionais de relevo. Mas sem dúvida, pela persistência com que, nos mais diversos palcos e ocasiões, muitos portugueses residentes fora do País, reclamavam o reconhecimento das suas comunidades, como parte integrante do povo português, esta realidade esquecida, durante décadas, começa a ter um certo impacto junto das consciências públicas portuguesas. O caso da recente organização dos órgãos de informação, fora do Portugal, que há anos fazem um esforço desesperado para manterem a língua portuguesa viva, nas mais longínquas paragens e com todo o sacrifício e “carolice” que tal disponibilidade implica, é também um reflexo do crescimento responsável, das suas respectivas comunidades e uma mudança, na sua atitude para com o país de origem. É bom que tal tenha acontecido em Macau, enquanto prova de que, não importa a distância quando os sentimentos são fortes e partilhados Razão pela qual e com o acordo estabelecido, que se designou como “Carta de Macau”, não queremos mais pedir que nos oiçam, queremos exigir que nos sintam! |
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Hoje não é sexta-feira, 13... mas é como se o fosse. |
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É que – azar o meu! – veio ter connosco e dizer-nos coisas muito
bonitas um dos responsáveis da programação da RTP. Foi uma intervenção boa, na
sua essência... mas que ficou muito aquém do que se deveria dizer. A RTP, sobretudo na sua vertente RTPi..., é algo que todos nós
consumimos nos países de onde vimos e onde residimos. E consumimos em grande.
Continuamos a entender, porém, que há ainda um largo caminho a percorrer para
que a RTPi cumpra mesmo a sua missão. O “Portugal da Saudade” – já o disse –
está melhor servido. A RTP está melhor. Só que... falta sensibilidade de
emigração à nossa RTPi. Falta sensibilidade de emigração. A ERP internacional nasceu – e eu, indirectamente, também ajudei – para
dar uma visão mais alargada de Portugal. È que Portugal não se confina ao Minho
ou ao Algarve, ao Corvo ou a Porto Santo. Portugal está espalhado por toda a
parte. E a RTP internacional, pelo menos em Português, só existe porque há
portugueses em toda a parte. Hão-de fazer o favor de me dizer quantos dos seus
trabalhadores têm um mínimo de sensibilidade da Emigração. Quantos? E, no
entanto, para a RTPi deveria ser condição sine qua non... ter alguém que
tivesse vestido a pele do emigrante. Que soubesses que lá longe, onde custa
mais ser Português, há gente que tem histórias para contar, que tem notícias
pequeninas que valem mais talvez que as grandes, que pode partilhar a sua
vivência... com a vivência de outros Portugueses. E nem se me diga que não há dinheiro. O dinheiro que se gasta... bem
distribuido... ajudaria a fazer uma RTPi ainda melhor. Não há muito, quando se bramia contra a “outra” RTP e se preparava a
sua transformação, tive ocasião de dizer – frente a primeiro-ministro e a
ministros – que estávamos todos, alegremente, a pegar na RTP, como um cabo de
forcados que, em vez de pegar o touro pelos chifres... pretendesse pegar-lhe
pelo rabo. Disse-o. E acho, hoje, que
me não enganei. Sobretudo, repito, no que à componente internacional da RTP diz
respeito. |
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Ouvi. Gostei. Este
Governo está a tentar, pelos vistos, dinamizar um sector que é vital para
Portugal e para os Portugueses. É evidente que cada
vez entendo mais – Jornalista velho que vou sendo e que nunca, em termos
profissionais, fiz mais nada que Rádio, Jornais e Televisão - que uma Política coerente, em termos de
Governo democrático, é... não haver política alguma. Isto é, criar balizes de
ética e de serviço público... MUITO BEM. Mas, de facto, a maior parte desse
estudo da Política de Comunicação Social tem de caber fundamentalmente ao
Jornalista e ao Orgão que representa. Não ao Governo. Se repararem, de há
tempos a esta parte, vemos apenas, felizmente, o Governo Português a “balizar”
no melhor sentido do termo, as leis que podem dar forma e consistência ao
exercício da profissão. Ainda bem que assim é. Entendo, porém, e
comigo muitos dos meus colegas, que não há melhor exercício da tal Política da
Comunicação Social do que... deixar ao Jornalista – que o saiba ser – a
consciência de ser Jornalista, de ser peça importante nesta “mecânica” a que
chamam quarto poder. O Jornalista é que define a sua Política de Comunicação
Social. E essa política tem de ser pautada pelo que as comunidades querem. De há tempos a esta
parte assistimos a umas certas melhorias na RTP, por exemplo. Dizem-me que até
houve melhorias na Lusa e na RDP. A verdade, porém, é que notámos essas mesmas
melhorias... mas só em termos de nos “darem” coisas. Isto é, a RTP está melhor
para nos matar a saudade de Portugal. Incomparavelmente. O mesmo para a Lusa.
Não tanto para a RDP... que já fazia trabalho a sério. Estão melhores? Cremos
bem que sim. Só que... até no
Contacto Africa do Sul, Contacto Canadá, Contacto Estados Unidos e Contacto
Europa... vê-se que o rabo do gato continua escondido. É que nenhum desses
Contactos é visto em Portugal, a não ser por meia dúzia de privilegiados. Ou
seja, os emigrantes – ou os Portugueses residentes no estrangeiro, termo de que
gosto mais – continuam a sensibilizar-se a si próprios. Não a sensibilizar para
a riqueza que é ter Portugueses e Portugal em tantas partes do mundo... os
Portugueses que vivem nas fronteiras. Faço um apelo para
que nessa Política de Comunicação Social... haja um aspecto que se chama de
“triangulação da Informação... ou formação, se quiserem”. Portugal, na sua
vertente de fronteiras internas, tem de conhecer, respeitar e amar osd outros
Portugueses. Sob pena de cair
por terra, até, o esforço que este Governo – através da Secretaria de Estado
das Comunidades, e não só – tem vindo a fazer para que o “cartão de visita” de
Portugal não se confine às fronteiras que todos nós conhecemos. Trabalhar, em
Comunicação Social, para o Portugal da Saudade... É BOM. Mas não chega. Temos
de conhecer os outros Portugueses. |
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Fernando Cruz Gomes
Animado pelo meu confrade António Cardoso – e lembrando a amizade que, de há muito, me une ao Jaime Ribeiro – fui buscar ao baú das “coisas perdidas” uma crónica que deixei publicada em vários Jornais para onde escrevo, quando, há cerca de dois anos, também fui “bafejado” por uma medalha. Com o título em epígrafe, escrevia eu, naquela altura: Criada há uns tempos, há agora uma Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas. Parece ser da competência do Secretário de Estado das Comunidades atribuir esse galardão a quantos, de uma ou doutra forma, trabalham para as comunidades e com as comunidades. Bem ou mal, a medalha existe e a medalha... vai sendo distribuída por todo o mundo. Ainda agora, no Canadá, quando da última visita de José Cesário, ficaram umas quantas. Se juntarmos as que, decerto, se distribuíram na Venezuela... a bagagem do Secretário de Estado das Comunidades foi mais leve para Portugal. E se a bagagem vai mais leve... deixa nas comunidades, mais “desafios”. Ficarão mais “obrigações” de trabalho comunitário. Muitas mais razões de luta... para prosseguir tarefas pelas quais os que receberam as medalhas foram louvados. Assim... medalhados de todo o mundo... uni-vos!Seria importante que os que receberam as medalhas pelo bom trabalho associativo continuassem a levantar a bandeira das colectividades, a conseguir mais sessões de Cultura, mais Bibliotecas, melhores direcções e mais aderência dos jovens. Os que receberam o galardão pela sua actividade na Informação terão agora de reforçar actividade por forma a que a Informação seja melhor e mais cuidada, que não envergonhe ninguém, que perpetue o nome de Portugal pelas quatro partidas do mundo. Os que foram distinguidois pela actividade empresarial... que continuem a pugnar por que haja mais e melhores trocas comerciais entre ambos os países, melhores e mais destacadas empresas industriais, melhor cuidado para acautelar o futuro da comunidade através dos Jovens. Medalhados de todo o mundo... uni-vos! Haveriam de fazer um poderoso exército de pressão. A lembrar ao Governo - a este e aos que lhe sucederem - que o trabalho desenvolvido foi, muitas vezes, em prol de coisas reais que nem sempre têm o apoio de alguém. Que é preciso afinal levantar a voz e exigir - também em nome dessas medalhas - que os poderes públicos façam ainda melhor. Seria o exército da boa vontade. Da boa missão. Dos projectos válidos que todos haveriam de querer levar a bom termo. Esse “exército” existe e só falta que ele se disponha - em todo o mundo - a trabalhar ainda mais... Quem estas linhas traça... foi um dos galardoados com a medalha de mérito das Comunidades, nesta última visita do secretário de Estado das Comunidades. Quando se apercebeu de que isso iria acontecer... tentou tudo para evitar a ideia. Até porque as comunidades, no seu todo, essas sim, é que merecem os galardões. Bateu o pé e barafustou. Meteu “cunhas” de toda a ordem - incluindo diplomáticas - para que não fosse avante a entrega. Só que, na cerimónia, o próprio secretário de Estado diria, para quem quis ouvir, que ia atribuir a medalha a um “teimoso... que a quereria recusar”. Insistia, disse, porque era “mais teimoso... que o teimoso” . E dava-lha, sabendo que o próprio recipiente... o tem criticado nos órgãos de Informação para os quais escreve. E mesmo por isso... A medalha foi assim aceite. Mas, de facto, com a ideia - explícita desde logo - que seria mais merecida pela comunidade “a la large...” E assim... enfileirámos na já grande lista de medalhados. Que deveriam unir-se para exigir mais coisas para as comunidades. Sobretudo coisas que são capazes, até de não custar dinheiro. Por isso... medalhados de todo o mundo... uni-vos! |
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A NOVA LEI DA NACIONALIDADE: O REENCONTRO COM A PÁTRIA A nação emigrante, finalmente, viu corrigir-se uma legislação que a mantinha refém de uma profunda injustiça e que se revelou, no decorrer dos anos, como um grande e indesejável equívoco. Alterou-se a Lei nº 37/81 que, ao reconhecer o direito da manutenção da nacionalidade portuguesa àqueles que se naturalizaram após a sua vigência, mantinha a perda aos que ficaram dela privados em decorrência da Lei nº 2098/59. Tal dispositivo legal originou situações as mais constrangedoras, diante da impossibilidade dos cidadãos portugueses naturalizados poderem oferecer condições de atribuição da nacionalidade a seus filhos, desde que nascidos no período em que vigorou a perda da nacionalidade, causando um profundo desgosto aos seus possíveis beneficiários e provocando um desrespeito ao princípio do "jus sanguinis" constitucionalmente consagrado. O Partido Social Democrata que, por iniciativa parlamentar, tentou por duas oportunidades corrigir essa distorção, viu-se em igual número de vezes impossibilitado de a ver transformada em lei pelos votos contrários do então partido do governo, o Partido Socialista. No entanto, o PSD, fez incluir em sua plataforma eleitoral, a promessa de que alteraria a injusta legislação, caso fosse o vencedor das eleições, resgatando ao convívio da pátria milhares de portugueses e seus descendentes directos. O resultado está ai. O governo apressou-se em apresentar um projecto de lei que, aprovado na generalidade em 15 de Julho p.p., acaba de ser aprovado na especialidade neste 27 de Novembro, contemplando uma série de propostas e sugestões que visavam o aperfeiçoamento do projecto original e que resultaram num texto final que acabou por merecer a aprovação unânime de todos os grupos parlamentares com assento na Assembleia da República. Até os tradicionais opositores a esta iniciativa, renderam-se aos argumentos da sua concessão e votaram a favor. Felizes daqueles que reconhecendo os seus erros, se arrependem. Com a nova lei, os portugueses que se naturalizaram entre a vigência da Lei nº 2098, de 29 de Julho de 1959 e a Lei nº 37, de 3 de Outubro de 1981, readquirem automaticamente a sua nacionalidade, desde que não tenha se verificado o averbamento da perda e nos casos em que o mesmo tenha ocorrido, o restabelecimento se fará de forma simplificada. Da mesma forma, a mulher portuguesa que tenha ficado privada da nacionalidade ao contrair matrimónio com estrangeiro, readquire-a, permitindo que seus filhos, nascido após o casamento, também possam ser beneficiados com a atribuição da nacionalidade portuguesa, em igualdade de condições que os nascidos durante o período de privação da nacionalidade portuguesa dos seus pais e que tenham se naturalizado. A emigração portuguesa espalhada pelo mundo tem razões suficientes para estar feliz com esta alteração, pois vê corrigida uma falha gritante na nossa legislação e verifica, de forma cabal, o interesse do actual governo português, conduzido de maneira coerente e determinada pelo Dr. Durão Barroso, em promover e estabelecer uma nova política de promoção, valorização e reconhecimento da importância de seus emigrantes. EDUARDO NEVES MOREIRA Deputado do PSD da Emigração na Assembleia da República |
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Dois secretários de Estado decidiram imiscuir-se na vida dos jornalistas das ComunidadesCada macaco no seu galho…Jornalistas
portugueses residentes no estrangeiro, quando recentemente se encontravam em
Portugal, no decurso de uma campanha de promoção do ICEP, acharam ser altura de
levar por diante a iniciativa de fundar a Associação Internacional de
Jornalistas. Deram, assim, sequência, ao que outro grupo, em 2002, durante um
“Encontro para a Participação”, decidiu fazer. E a verdade é que aos 18 jornalistas
de agora e mais 21 da primeira vez, muitos outros se vão juntar, até porque foi
decidido pela comissão de instalação da Associação que serão membros fundadores
todos quantos se manifestarem interessados até a 10 de Junho de 2004. Pensavam os
elementos em causa... que estavam a cumprir uma das suas missões. Ou seja,
agrupando-se em associação, a exemplo do que acontece com tantas outras
classes, estavam a ajudar a melhorar a imagem de Portugal nos respectivos
países onde trabalham. Estavam e... estão. Contrariando o q ue, pelos vistos, alguns membros do
actual Governo Português quereriam... Pelos vistos,
dois secretários de Estado – com pouco trabalho, ao que parece – decidiram
imiscuir-se na vida dos jornalistas das comunidades. E vai daí, Barreiras
Duarte e José Cesário – nem sabemos qual o autor da peregrina ideia... mas
adivinhamos – começaram a anunciar, em tudo o que é lugar público, que o
Governo vai fazer uma Associação de Jornalistas das comunidades. Essa agora!
Ninguém dirá àquelas “cabecinhas pensadoras” que uma associação de classe –
seja ela de médicos, de advogados ou de jornalistas – não pode ser “imposta”
pelo Governo? Ninguém conseguirá dizer aos dois secretários de Estado que os
Jornalistas ainda não perderam a sua dignidade de classe, sabem o que querem e
para onde vão? A não ser,
evidentemente, que esta associação seja para andar a reboque do Governo. A não
ser que seja para ser mandada e controlada pelos governantes com laivos de
democracia. A não ser que queiram passar um atestado de menoridade aos pobres
dos Jornalistas que são os melhores “arautos” do Portugal moderno das
comunidades. É evidente que
a Associação Internacional de Jornalistas que tem já a sua sede (ainda que
provisória) em Paris, não vai aceitar mais esta diatribe dos srs. Secretários
de Estado. Não vai, pronto. E mesmo que
haja ofertas governamentais para ajudas deste e daquele jaez... terá a
associação de indagar junto dos seus membros se querem essa ajuda. Porque o
Governo – este ou outro qualquer – nunca foi bom conselheiro quando quer ser
patrão! E o tempo da censura, que muitos de nós ainda vivemos, já não cabe no
Portugal democrático em que vivemos. Se, de facto,
aqueles doutos membros do Governo não tem mais que fazer... do que estes
géneros de interferência, nós oferecemo-nos para lhes arranjar uma agenda de
trabalho. Quer para a Comunicação Social, que é tutelada por um, quer para as
Comunidades cuja pasta é da responsabilidade de outro. De facto... o
melhor é “cada macaco no seu galho...” |
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De uma viagem com o ICEP, nasceu uma associação e... apareceram perspectivas |
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28-11-2003 14:59:00 GMT . Fonte LUSA.
Notícia SIR-5635462 Comunidades: Jornalistas lusos no estrangeiro devem
criar associação - Governo Porto, 28 Nov (Lusa) - O secretário de Estado que tutela a Comunicação Social,
Feliciano Barreiras Duarte, defendeu hoje, em Gaia, a criação de um organismo
representativo dos jornalistas portugueses no estrangeiro. Segundo o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Presidência, que
falava durante os trabalhos do II Encontro para a Participação dedicado aos
média da diáspora, este organismo constituir- se-ia como interlocutor do
Estado. O encontro, uma iniciativa da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e
Comunidades Portuguesas, decorre até sábado com a participação de 22 órgãos de
comunicação social portugueses no estrangeiro. "O Governo tem plena consciência que a comunicação social ajuda a
manter os valores da lusofonia", disse Barreiras Duarte. Na sua opinião, através deste organismo, que poderá passar pela criação de
uma associação ou de uma federação, seria possível, por exemplo, contratualizar
acções de formação ou resolver problemas relacionados com os apoios aos órgãos
de comunicação de língua portuguesa no estrangeiro. "É importante Portugal apostar na formação conjunta com aqueles que
estão fora do país a divulgar a nossa língua", afirmou Barreiras Duarte,
lembrando que o português é a sexta língua mais falada no mundo. A mesma ideia foi defendida por Paulo Azevedo, do jornal Ponto Final, de
Macau, que considerou "ser fundamental criar um grupo de trabalho para a
criação de uma associação da imprensa portuguesa no estrangeiro". "Seria esse o embrião que poderia traçar o perfil das necessidades dos
órgãos de comunicação social no estrangeiro e estabelecer contactos com políticos
e associações empresariais", afirmou. Por seu lado, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário,
garantiu que o encontro do próximo ano terá como objectivo específico
"abrir a porta à criação de um organismo como este". "Esperamos que o próximo encontro possa servir de elemento catalizador
daquilo que poderá ser uma associação", disse, acrescentando que o
encontro de 2004 se deverá realizar em Leiria. JAP/FR. Lusa/fim -----Message
d'origine----- Então
isto já não era o objectivo do "encontro" do ano passado?... Não
foram até feitas diligencias para isso e criado o site www.portpress21.com ... A
propósito, onde é que pára esse site? |
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Convidados para
uma “viagem educacional” a Portugal, pelo ICEP, desaseis jornalistas
portugueses da Europa e do continente americano, deixaram, uns certamente com
alguma preocupação e outros com alegria, a monotonia das suas redacções para
visitarem as obras de arte que vão receber o Euro2004. A pequena
sondagem que fiz junto dos meus colegas revelou que a visita aos novos estádios
foi a principal motivação para aceitarem o convite de se deslocarem a Portugal
durante cinco dias. Tive igualmente
vontade de lhes perguntar que interpretação faziam do título que foi dado a
esta iniciativa do ICEP, “Viagem Educacional, Turismo Étnico”, mas não quis
provocar polémica à volta duma apelação que julgo infeliz. Para não me
alongar demasiado sobre este vasto assunto, vou considerar que se tratou apenas
de uma tradução errada de “voyage d’étude” ou que o termo “educacional” se
aplicava a leitores, ouvintes ou telespectadores e não a jornalistas que na sua
grande maioria conhecem o nosso rectângulo de lés a lés e a sua história.
Alguém sugeriu que soava melhor “Viagem Pedagógica”, talvez ! O que interessa
aqui é o facto dos responsáveis actuais do ICEP olharem para os emigrantes com
outros olhos e de terem percebido que entre os tais vinte e poucos milhões de
turistas que visitam Portugal todos os anos, grande parte são portugueses de
nacionalidade ou de coração com um poder de compra importante. Que muitos
estrangeiros que visitam ou investem no nosso país, fazem-no graças à promoção
dos amigos imigrantes, já toda a gente sabe. Os órgãos de
comunicação social das comunidades são obviamente os veículos indispensáveis
para comunicar com este novo público-alvo eleito pelo ICEP e só temos de nos
regozijar com essa nova política. Desta viagem
nasceu já uma associação de jornalistas das comunidades, a A.I.J., composta
pelos 16 participantes e alargada aos 21 membros do portal www.portpress21.org , criado na sequência
dos “Encontros para a Participação” de 2002 organizados pelo secretário de
Estado das Comunidades. Também ficam mais e boas perspectivas e, isto dá-nos
força para continuar o nosso trabalho. Quem melhor que o
nosso colaborador Fernando Cruz Gomes, o “jovem” presidente desta jovem
associação poderia preencher um suplemento de quatro páginas no Encontro, sobre
estes cinco dias de convívio e de turismo em Portugal ? Eu não. |
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Um “jovem” colaborador Quem falou,
primeiro, foi o Jaime Ribeiro. Imaginem, ele que nem sempre parece estar atento
a “coisinhas” do Jornal, disse-me para eu alinhavar meia dúzia de linhas a
propósito do Fernando Cruz Gomes. E eu, que nem sempre escrevo do que não
sei... atrevi-me a telefonar para Toronto e a dizer ao Fernando para me mandar
duas linhas sobre o seu “curriculum”. Logo de início,
ele disse-me que não. Que duas linhas não davam. Que já era suficientemente
velho, mesmo na profissão, para escrever em duas linhas... o resumo do que fez. Quando lhe falei
no Jaime Ribeiro... começou logo por dizer que ele, o Jaime, era a “outra
metade” da sua costela política. Que formou com ele – há que tempos... – o
primeiro par de conselheiros de um Partido que, com altos e baixos, esteve
sempre mais ou menos no Poder... e que teve muita pena do Jaime se afastar. Ele
ainda continua. Depois, foi-me
dizendo que começou a fazer um estádio a brincar no “Primeiro de Janeiro” do
Porto, num ano que já lá vai há muitos “sóis” e que até já se envergonha de
citar, tão velho ele já vai sendo. Em 61, estava ele no aguerrido “Jornal do
Congo”, na então Carmona (Angola) e passou a ser o único profissional da
Informação que acompanhou o início da chamada luta nacionalista que ia desconjuntando Angola. Mais tarde, já
em meados de 62, foi para o Comércio, um diário que era na altura dirigido pelo
jornalista Ferreira da Costa. Mais tarde, e sucessivamente, foi andando pela
Emissora Oficial, pelo Jornal de Angola, pelo Diário de Luanda. Não antes de
ter feito um tirocínio em orgãos de Informação regionais, como foi o caso do
Radio Clube de Benguela, a primeira estação que chefiou por alturas de 67 ou
68. Dali voltou à Emissora Oficial, onde ficaria até à revolução. Por cada frase, o
Fernando ia dizendo, pelo telefone, que são coisas a mais para tão poucas
linhas... A verdade é que,
segundo diz, profissionalmente, nunca fez mais nada na vida do que Jornais,
Rádio e Televisão. Na Televisão foi já no Canadá, numa estação canadiana, de
que era empregado, e que tinha duas horas e meia de programação em Português.
Como sempre trabalhou nas duas coisas – ou Rádio e Jornais ou Jornais e
Televisão – o seu tempo profissional (é ele quem o diz) dá o dobro em anos... Em Angola, foi
presidente da Secção de Angola do Sindicato Nacional dos Jornalistas, chefe do
Departamento de Programação da Emissora Oficial de Angola, subdirector (sem
director) do Jornal de Angola. Foi ainda deputado (o nome era vogal, por
motivos óbvios) da Assembleia Legislativa do Estado Português de Angola, onde
foi colega – imaginem, diz ele – do “grande” Cardoso e Cunha, que foi ministro,
presidente da Expo 98 e é hoje gente grande na União Europeia. Enfim! E não lhe
arrancámos nem mais uma palavra. Ah, não, ainda nos diz que, em Portugal, foi
também redactor do diário “O Dia” quando aquele Jornal era dirigido por
Vitorino Nemésio e pelo António Alçada Baptista. Não disse mais.
Palavra que não quis dizer mais... A.C. |
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OBRIGADO,
ICEP!
Reconhecemos
(e agradecemos) a magnífica iniciativa do ICEP-Portugal. Constatámos que como o
único Jornal totalmente Desportivo no Continente Norte-Americano, estivemos
inseridos num grupo de colegas que para além de representarem alguns dos
principais órgãos de comunicação dos países onde residem, formaram também um
conjunto de excelentes profissionais que ao longo de toda a viagem denotou
sempre um maravilhoso sentido de
entreajuda. Do Canadá, as
presenças de Fernando Cruz Gomes (Sol Português), de Nilton Vicente (The
Portuguese Post) e de Luís Tavares Bello (A Voz de Portugal, de Montreal, e O
Milénio, de Toronto), para além, claro está, do Director do STADIUM, Alexandre
Franco; dos Estados Unidos: Maria Del Cármen Odom (Portuguese American
Chronicle, de Tracy, Califórnia), Manuel Adelino Ferreira (Portuguese Times, New
Bedford), Igor Alves (24 Horas) e Fernando Rosa (Correspondente do
Luso-Americano, em Hartford); de França: Ricardo José (Rádio Alfa, Paris),
António de Morais Cardoso (Lusencontro, de Ivry sur Seine) e Jean-Philippe
Mateus (CapMag, Paris); do Brasil: Adelaide Fernandes (Cascais Editora, em São
Paulo) e Angélica Torrão (Portugal em Foco, São Paulo); da Suíça, Verónica
Pereira (Luso-Helvético), da Alemanha, Mário dos Santos (Portugal Post,
Dortmund)... e ainda se juntou a nós o jornalista Álvaro Silva da Cruz, do
Luxemburgo, para um total de 16 representantes de órgãos de comunicação social
de Língua Portuguesa espalhados por esse mundo
fora. Em Toronto, o
Dr. Luís Moura e a D.Maria do Carmo, dedicaram-se de alma e coração à preparação
e estruturação de todo este movimento, mas foram os Srs. Miguel Carvalho
(Estados Unidos) e Pascal Marques (França), representantes do ICEP-Portugal, que
acompanharam a comitiva dividindo entre si a responsabilidade de se certificarem
de que nada faltaria aos visitantes, assim como não poderemos esquecer,
igualmente, as participações das senhoras Julieta (Agência Abreu) e Fernanda
Ottavio (TAP-Air Portugal) e também do motorista. Sr. Carlos (Agência Abreu),
que muito facilitaram a missão que tínhamos para
cumprir.
HÁ SEMPRE UM
PORTUGAL DESCONHECIDO Quer
queiramos, quer não, meus amigos, há sempre um Portugal desconhecido. No que nos
concerne, colocámos algumas reticências quando nos apercebemos que os dois
primeiros dias nada tinham a ver com Desporto. Chegámos a Lisboa na manhã de
Segunda-feira. Eram seis horas da manhã. Sem pregarmos olho, seguimos para o
Alentejo, para preenchermos o primeiro dia com visitas a inúmeros locais de
extraordinário interesse. De imediato esquecemos os pontos de interrogação
iniciais. Em Évora visitámos várias das 22 igrejas construídas no Século 15,
incluindo a Capela dos Ossos (algo de impressionante, uma vez que as paredes
estão cobertas por cerca de cinco mil ossadas humanas). Castelos, Torres,
Muralhas, Palácios, em caminhadas que acabaram por nos deixar boquiabertos. O
Almoço no Café Alentejo, foi sensacional. O jantar de sonho, no Hotel Convento
de São Paulo. A dormida no Hotel da Cartuxa, não menos espectacular.
No dia
seguinte, a visita à Planície Dourada. Beja, São Gregório (Borba)... o almoço em
Beja... os Museus, as obras de arte, os quilómetros e quilómetros que
palmilhámos para nos sentirmos, cada vez mais, amantes de tudo quanto existe no
Alentejo. Monsaraz, Redondo, Reguengos de Monsaraz. Estremoz, Vila Viçosa. Em
Reguengos de Monsaraz, a inesquecível visita à Herdade do Esporão... e logo de
seguida, a partida para Faro, onde ficámos instalados no Hotel Vila
Galé. Pela manhã de
Quarta-feira, a visita ao Estádio do Algarve (Loulé-Faro). Em termos de
capacidade, apenas 30 mil lugares, mas mais do que suficiente para o futebol da
região. Pequeno, mas muito atraente. Um estádio como os maiores e mais
impressionantes, mas em ponto pequeno. Um magnífico brinde para o Futebol do Sul
de Portugal. Da parte da
tarde, a viagem para Lisboa, para ficarmos hospedados no Hotel Mundial. Tempo
para o “check-in” e partida para o Parque das Nações, mais concretamente para a
nova FIL, como convidados da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, na sua 16ª edição
- local onde fomos encontrar o amigo Augusto Bandeira, que depois de ter
residido durante 15 anos em Toronto (tendo sido empregado de Manuel de Paulos no
Europa Catering, segundo sua informação), nos disse que regressou a Portugal
para abrir o Restaurante “O Augusto”, na Avenida de Moldes em Castelo de
Neiva... mas, lá estava o amigo Augusto em plena BTL, que é, indubitavelmente, a
grande mostra do Turismo em Portugal, com mais de 600
expositores. No dia
seguinte, o primeiro destino foi o Estádio Alvalade XXI, onde a comitiva visitou
todos os importantes cantos daquela magnífica obra de arte-futebolísitca... e
não só. Desde as salas de imprensa, passando pelos balneários, pelo relvado,
pela bancada VIP, tudo foi visto e apreciado. Seguimos para o Porto, onde fomos
alvos de mais uma refeição de se lhe tirar o chapéu. Desta feita no Restaurante
“D. Tonho”, propriedade do famoso Rui Veloso, e que fica situado no Cais Norte
da Ribeira. Adjectivos que qualifiquem este Restaurante só podem ser
superlativos. Magnífico. À tarde, a
visita ao Estádio Dragão. Na nossa opinião, o mais bonito. À chegada, fomos
alvos de um desentendimento que levou 11 dos jornalistas a regressarem ao
auto-carro, recusando-se a fazer a visita, por causa da atitude negativa da
pessoa que nos recebeu. Nós, talvez por sermos o único Jornal totalmente
desportivo, não queríamos desperdiçar aquela oportunidade de conhecermos o
Dragão por dentro e por fora. Dissemos à pessoa em causa que não devia ter dito
o que disse, pusemos água na fervura, recordámos a amizade pessoal que temos por
pessoas como o Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa, Reinaldo Teles e Luís César... e
as coisas mudaram de feição. Vimos
tudo...e, sinceramente, gostámos. Só a sala das conferências de imprensa é muito
inferior à do Alvalade XXI, mas mesmo assim melhor do que a do Estádio da Luz,
de resto, na nossa modesta opinião, o Estádio do Dragão, é o MAIS
BONITO. Do Porto para
Braga, onde ficámos instalados no Hotel Turismo, para na manhã de Sexta-feira
visitarmos o Estádio Municipal de Braga, o MAIS ORIGINAL. Uma obra de arte, onde
se joga Futebol. De Braga, para Lisboa, do Municipal de Braga, para a Luz...
para encontrarmos o MAIS IMPONENTE. O Estádio da Luz, tal como o do Sporting,
para nós, não eram novidades. No entanto foi muito agradável a forma como o
Director Carlos Garcia nos acompanhou (tal como já tinha acontecido no Alvalade
XXI, pela mão do Sr. Nuno Casquilho). E se não temos a menor dúvida em como o
Alvalade XXI é o mais funcional, o Estádio da Luz, é incontestavelmente o MAIS
IMPONENTE. De acordo com
o Sr. Carlos Garcia, trata-se de um estádio com 68.000 lugares, em vez dos
65.000 inicialmente anunciados. E tal como ele nos disse, com muita piada: “No
Benfica conseguimos “esticar” tudo!” Mas, a verdade é que se nota a grande
diferença de 68.000 da Luz, para os 52.000 do
Sporting. Regresso ao
Hotel Mundial, para no dia seguinte voltarmos a embarcar no Airbus da Tap-Air
Portugal, na viagem para o Continente
Norte-Americano. As despedidas
aos colegas de profissão, com destaque para o facto de se ter criado uma
Associação Internacional de Jornalistas Portugueses, que no futuro, caso o
processo seja activado no sentido de se cumprir o que foi estabelecido, poderá
beneficiar todos aqueles que exercem a profissão fora de
Portugal. Em jeito de
palavra final, para além de elogiarmos esta excelente iniciativa do
ICEP-Portugal e do agradecimento pela possibilidade que nos proporcionou de
divulgarmos e promovermos o mais importante acontecimento desportivo que jamais
foi levado a efeito em Portugal, o Euro’2004, temos que fazer votos para que o
ICEP-Portugal se lembre dos órgãos de Comunicação Social, com a regularidade que
se impõe, para que os Portugueses que residem neste país passem a visitar e a
investir, ainda mais, no seu país de
origem. |
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Impressões resolvidas |
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Descubra Portugal (em cinco episódios) Por Igor Aves, in 24horas-América |
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A MELHOR PARTE DO EURO 2004... É
O PROLONGAMENTO
Como é
do conhecimento dos nossos leitores, no próximo Verão, Portugal será o
anfitrião do Euro 2004, já considerado o maior evento desportivo realizado no nosso
país em todos os tempos. Por esta razão, e pelo investimento requisitado ao
Estado e empresas portuguesas, Portugal procura seduzir visitantes, não só
através da paixão pelo futebol, mas também através dos encantos da sua
geografia, da sua cultura e da sua história.
Orgulhoso de tudo o que recheia as fronteiras portuguesas, o ICEP
convidou mais que uma dezena de órgãos de comunicação portugueses espalhados
pelo mundo, para saborear as maravilhas do nosso país, sob o lema que: “a
melhor parte do EURO 2004 é o prolongamento”.
O 24horas, na sua versão americana, foi um
dos convidados, pelo que a partir de hoje, vai narrar tudo o que viu e apreciou
nesse contexto, expondo aos nossos leitores o que efectivamente poderá ser esse
prolongamento do Euro 2004 em Portugal.
Entretanto, convidamos todos os nossos leitores, a enviaram-nos uma
mensagem, (consulte o nosso site – www.24horasinc.com),
dando as razões, porque vão ou porque não vão assistir ao Euro 2004, ficando a
promessa de publicarmos essas mensagens. Como
manda a lei, vamos começar pelo princípio. Após
um voo muito confortável, na TAP-Air Portugal, os jornalistas do continente
norte-americano, se reuniram em Lisboa com jornalistas oriundos do Brasil, da
França, da Alemanha, do Luxemburgo e da Suíça, num encontro que reflecte bem a
diáspora portuguesa. Logo descobrimos,
que o nosso itinerário era bastante intenso e corrido. Com as
nossas malas ainda frescas do ar condicionado do avião, entramos num moderno
autocarro, fornecido pela agência Abreu, que de imediato seguiu para Évora, cidade situada no coração da região
alentejana. Conhecida como a cidade museu, devido às suas riquíssimas igrejas,
museus e monumentos, seria difícil não nos impressionarmos com as ruínas
romanas do templo de Diana, que se destaca numa das praças principais da
cidade, onde os jovens estudantes da Universidade de Évora se misturam com a
população local mais idosa. Entre várias igrejas fabulosas, incluindo a
Catedral de Santa Maria, construída no século XII, vale a pena visitar a Igreja
Real de S. Francisco, e bem perto, a Capela dos Ossos, com tanto de arrepiante
como de interessante. Há poucos anos a
UNESCO reconheceu, o que os portugueses já sabiam há muito tempo, que a região
de Évora merecia possuir o título de
Património Mundial. Antes
de partirmos para o próximo destino,
Estremoz, a comitiva jornalística ainda se deliciou no Café Alentejo, de onde
todos saímos mais ricos, depois de termos
saboreado umas divinas migas de peixe, prato considerado uma especialidade
local. Em
Estremoz, o sol tornar-se-ia mais lento e morno, não estivéssemos nós no
Alentejo. Aí, visitamos o Museu Municipal, que guarda uma colecção de barro
figurado, (a não perder), incluindo diminutas peças concebidas por um artista
quase cego. Oportunidade ainda para visitar os tradicionais oleiros, irmãos
Ginga, que no momento se encontravam em plena arte criativa. Como é
apanágio da região, o dia no Alentejo rende mais, e por isso, ainda tivemos
tempo para visitar a aldeia de S. Gregório, ao lado da Serra D’Ossa, onde os
habitantes mais urbanos podem desfrutar de um oásis rural, que acolhe pequenos
grupos de uma forma única.
Seduzidos pelo panorama da Serra d’Ossa, o nosso grupo concluiria o seu
dia, na magnífica pousada do Convento S. Paulo, uma estrutura renovada com
muito esforço pelas gerações da família Leotte, a qual dispõe de um hotel de
quatro estrelas e de um restaurante “top-class”. Se o
leitor procura a antítese da urbanidade de cidades como Newark ou Nova Iorque,
este convento (onde ainda se escuta monges gregórios a cantar!), é o ideal.
Convém não esquecer o delicioso “bacalhau conventual” e o arroz de pato
preparado com eficácia e de sabor único.
Esperando estar a fazer crescer água na boca aos nossos leitores, com
estas gastronómicas jóias alentejanas, ficamos hoje por aqui, continuando a
nossa viagem ao prolongamento do Euro 2004 numa próxima edição. |
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2-A MELHOR PARTE DO ”EURO 2004”... É O PROLONGAMENTO Descubra Portugal (2) Continuando a nossa viajem
“Descubra Portugal”, inserida no
programa criado pelo ICEP, “que a melhor parte do Euro 2004... é o
prolongamento”, convidamos o nosso
leitor a tomar lugar na nossa narração, que como foi dito em edição anterior,
se iniciou na maravilhosa região alentejana. Iniciamos o segundo dia em Évora, mais precisamente no Hotel
da Cartuxa, onde a noite foi demasiado rápida. Tão rápida, que a comitiva
jornalística teve que ser “arrancada” pelo sempre afável Miguel Carvalho do
ICEP de Nova Iorque, que teve a amabilidade de servir o pequeno almoço no
quarto ao(s) mais dorminhoco(s). Um gesto simpático que deve aqui ser realçado.
Embora não tivéssemos oportunidade de desfrutar de todas as ofertas deste
estabelecimento eborense, que até inclui uma piscina rodeada por muralhas e
jardins do século XV, podemos considerar que foi uma noite muito agradável. Com o sono mais em dia, partimos para o próximo destino onde
nos deparamos com uma estrutura encantadora e aliciante: a Herdade do
Esporão. Este sustentáculo, (ocupa mais de 1.800 hectares), do
enoturismo, situado em Reguengos de Monsaraz, espreme e engarrafa o coração do
Alentejo, transformando-o num delicioso vinho e num azeite de superior
qualidade, através de um processo que procura “unir a mão do homem e a
tecnologia avançada”. Recebidos com vincada atenção, aí tivemos a oportunidade
de aprender a história da cultura e dos processos vinícolas da herdade. Pela nossa parte, é honesto sublinhar a
positiva impressão causada com o nível de desenvolvimento do enoturismo da
região, concluindo, que provar o vinho da Planície Dourada, debaixo do sol
carente daquela terra, é uma experiência única, de meter inveja a qualquer
mortal. Já com o sol bem no alto, lá fomos no autocarro destinado à
comunicação social lusófona, rolando no sentido sul na IP-2, deliciando os
olhos com a esplendida panorâmica da
planície alentejana. Com a comitiva cada vez mais amiga e viva, foi altura de
almoçar na Pousada de São Francisco em Beja.
A refeição foi servida com muito boa vontade e etiqueta, numa atmosfera
propícia a dar dois dedos de conversa. Se o leitor se deslocar a esta cidade, não se esqueça, (é
quase obrigação), de saborear no
mínimo três sobremesas regionais (recomendamos a encharcada de ovos, a sopa
dourada de amêndoas e a sericaia servida com ameixa). Acredite que não se vai arrepender. O dia prepara-se para a dormir, mas ainda nos leva até o
Algarve, província com tantos amores, mas nunca iguais. A sedução começou pelas
ruas convidativas de Faro, uma cidade cosmopolita, “jovem” e dinâmica, onde o
turismo ocupa uma parcela significativa da sua actividade. Graças à presença da Universidade, a cidade embora com uma
forte vertente cultural, convive de mãos dadas com a diversão, na medida
que uma quantidade de bares e concertos
proporcionam um diversificado entretenimento nocturno. Mesmo em fins de Janeiro, esta zona, a mais mediterrânica do
país, põe um sorriso nos lábios e um
motor nas pernas aos visitantes, onde um deslumbrante pôr-do-sol funciona como
traço de união entre o dia e a noite. Mas mal tivemos oportunidade para contemplar estas maravilhas, pois o nosso guia do ICEP, resolveu levar-nos para Vilamoura. Convém dizer que não foi sacrifício nenhum! Se apostar numa visita a Vilamoura, ficará bem instalado se
optar pelo luxuoso Hotel Galé Ampalius,
e se quiser tentar a sorte, o casino é mesmo ao lado. E por falar em sorte, nós do 24horas, passamos a noite
numa “suíte” exclusiva, modernamente mobilada, onde a cortina do quarto
escondia uma praia paradisíaca como pano de fundo de uma paisagem de
sonho. Tempo ainda para salientar a gastronomia do hotel, cuja salada
de marisco, servida como aperitivo, é um espectáculo visual e de requintado sabor. E assim, se concluiria o nosso segundo dia no velho continente, sem vislumbrarmos qualquer estádio do Euro 2004! Com tanta beleza, e bom gosto á nossa volta, até esquecemos
que o campeonato europeu de futebol é suposto ser a atracção principal para o
próximo Verão. Nos voltamos a encontrar numa próxima edição, a fim de
continuarmos narrando e demonstrando que para lá do Euro 2004, existe um
prolongamento a descobrir. Voltando à presença do nosso leitor na retoma da viajem ao
prolongamento do Euro 2004, recordamos que na nossa última edição ficamos em
terras algarvias. Assim, ainda não tinham batido as nove da manhã, quando
dissemos adeus ao mar e partimos para aquele que seria o primeiro estádio a ser
visitado dos muitos que vão ser palco do Campeonato da Europa de Futebol – o
Estádio do Algarve. No caminho, íamos sendo informados pela simpática D.
Julieta, guia turística da Agência Abreu, sobre aquilo que deslumbrava os
nossos olhos, nomeadamente os vários campos de golfe, que são dos principais
cartões de visita do Algarve. Inserido no projecto Parque das Cidades, o Estádio do
Algarve, engloba uma área de 225 hectares, dos quais mais de 70% correspondem a
espaços verdes e corredores. Esta iniciativa resultou de uma coordenação e
gestão das autarquias de Loulé e Faro, que tentam resolver uma das questões
mais importantes e preocupantes do Euro 2004. Como aproveitar o investimento
público, (que excede muitos milhões de euros), depois da festa do futebol
terminar? Nestas condições, está projectado para o Parque das Cidades,
infra-estruturas complementares ao estádio, nomeadamente, uma pista de
atletismo, um centro de congressos, um hospital central e uma área verde
polivalente, que integrará um jardim botânico, campos de treino e de golfe,
circuitos de manutenção e outras
estruturas. Esperamos que estes projectos
se realizem, para satisfação dos habitantes locais e não só. Com capacidade para receber 30 mil espectadores, é o Estádio
do Algarve o mais barato do Euro 2004, o que nos levou a concluir, que usando o
índice preço/qualidade, é este estádio o mais equilibrado de todos os que
visitamos. Todavia, questões sobre o nível de compensação aos trabalhadores da
construção deste complexo sócio-desportivo, foram levantadas por alguns
jornalistas, mas esse assunto merece atenção num outro contexto. Antes de chegarmos ao nosso próximo destino – Lisboa, devemos
dedicar algumas palavras à cidade de Loulé, cuja fama deriva em grande parte do
colorido e centenário Carnaval que todos os anos se realiza no início da
Quaresma. O centro histórico da cidade é caracterizado pelas ruas estreitas
e casas caiadas de um alvo branco. Já em Lisboa, o itinerário oferecia uma visita à Bolsa de
Turismo (BTL), que se realizou na nova Feira Internacional de Lisboa (FIL), no
Parque das Nações. A passada 16a. edição da BTL reflectiu as razões
porque Portugal alcançou o 16o. lugar no ranking dos principais
destinos turísticos, provando que o nosso país, embora de pequenas dimensões
tem muito para ver e oferecer na área turística. Esta feira contou com a representação
de 600 expositores, espalhados por quatro pavilhões, um dos quais foi dedicado
exclusivamente à gastronomia, que recentemente foi elevada a Património
Mundial. A comitiva de jornalistas onde o 24horas estava
inserido, confirmou a justeza dessa distinção, quando nos foi servido pela
Região de Turismo da Serra do Marão, umas excelentes entradas compostas por um
delicioso chouriço e um divinal presunto, não esquecendo a tenra carne servida
como prato principal, acompanhada por um vinho tinto de grande classe e
qualidade. Já a noite tinha caído há algumas horas, quando alguns
jornalistas mais atrevidos, adiaram a dormida no famoso Hotel Mundial, situado
na Praça Martim Moniz, para saltear pelos bares e cafés existentes nas docas da
Avenida 24 de Julho. Como este jornal não gosta de ficar atrás de ninguém, lá
fizemos o “sacrifício” de acompanhar esse grupo, que constatou que os
“alfacinhas” estendem a noite no mínimo até às oito da manhã! Gostaríamos de dizer mais sobre a nossa digressão nocturna,
mas achamos que as “docas” de Lisboa devem ser vividas pelo próprio leitor sem
destacarmos este ou aquele lugar. Além disso, a nossa memória não dá para mais
detalhes. Até à próxima narrativa. Nós voltamos. Se o leitor bem se lembra, tínhamos no nosso último artigo
subordinado ao tema Descubra Portugal, ficado na capital, mais precisamente
“curtindo” a noite lisboeta numa antecipação ao Euro 2004. Não querendo deixar
os nossos créditos por mãos alheias, prolongamos a noite, tal como os
“alfacinhas”, até ao romper do dia. Percebendo que tínhamos pouquíssimo tempo para descansar,
providenciamos que o serviço do hotel nos acordasse, afim de não atrasarmos o
programa matinal da comitiva que se iniciava com uma visita ao Estádio do
Sporting, rebaptisado por Alvalade XXI.
Como acontecera antes a outros jornalistas, o tal serviço do hotel
esqueceu-se de nos chamar à hora combinada, o que fez atrasar ligeiramente a
nossa partida, pelo que fomos chamados à
atenção de forma antipática e até agressiva, pelo jovem representante do
ICEP de Paris, senhor Pascal Marques, que tinha substituído o afável Miguel
Carvalho no papel de guia da comitiva. Aliás,
aquele representante do ICEP nunca teve um bom relacionamento com os
elementos convidados por aquele Instituto, usando sempre um discurso pouco
simpático, falando na maioria das vezes em francês, esquecendo-se que estava em
território nacional, “vendendo” Portugal a portugueses, que tinham sido
convidados, exactamente, para através
dos órgãos de comunicação que representavam, divulgar a alguns milhões de
compatriotas o que podem usufruir numa oportuna deslocação ao nosso País,
aquando do grande evento desportivo a acontecer no próximo Verão. Claro que a atitude deste senhor, em nada invalida o sucesso
da nossa digressão, pelo que o ICEP está de parabéns, por ter percebido que
existem cerca de quatro milhões de portugueses espalhados pelo mundo, que são
ou podem ser potenciais visitantes, logo consumidores do prolongamento turístico que o Euro 2004 pode
proporcionar. Além disso, podem ainda esses portugueses, serem efectivos porta-vozes,
nos países onde estão inseridos, do que representa turisticamente visitar
Portugal. Em suma: além de potenciais compradores, podem também ser reais
propagandistas do Euro 2004 e não só. E como “por morrer uma andorinha não acaba a Primavera”, vamos continuar com a nossa narrativa, que nessa manhã se iniciou, como estava previsto, com a visita ao Estádio Alvalade XXI. Com capacidade para 52.000 expectadores, este estádio, emana uma visão ultramoderna de aproveitamento de um espaço para a prática do futebol. Poderá esta perspectiva não agradar a todos, mas em nossa opinião, os dirigentes do Sporting construíram um complexo desportivo diferente, com a inclusão de um museu e um funcional centro comercial que ultrapassa as normais necessidades desportivas. Alguns elementos da comitiva jornalística salientaram o facto do largo uso de cores nos assentos e pilares do estádio, onde além do tradicional verde leonino, predomina um amarelo forte que substitui o branco que é a segunda cor do clube de Alvalade. Além das cores referidas, foram usadas outras nas bancadas, o que nos pareceu uma estratégia para “enganar” as câmaras televisivas “escondendo” os espaços vazios, fazendo parecer que há mais espectadores. Continuando a nossa visita, saímos da casa do leão, com destino à casa do dragão. Não pensávamos nessa altura que a mitologia tinha razão, quando afirma que os dragões lançam fogo pela boca, mas assim acontece. Com um trânsito pesado entre Lisboa e Porto, mais o tempo despendido para saborear um magnífico almoço no restaurante D. Tonho, à beira Douro plantado, (mais à frente falaremos sobre este belíssimo estabelecimento), chegamos às Antas com mais de uma hora de atraso à combinada visita ao Estádio do Dragão. O senhor Rui Carvalho, representante do FC Porto e encarregado de nos receber, não gostou da espera e manifestou o seu descontentamento recebendo-nos com palavras bem quentes que rapidamente se transformaram em fogo, vincadas por uma atitude beligerante que em nada correspondeu à costumada afabilidade das gentes do norte. A atitude foi tão negativamente marcante que na oportunidade foi notícia no 24horas, provocando uma reação aos quinze jornalistas presentes, dos quais, onze se recusaram, (incluindo o nosso jornal), a visitar as instalações do estádio. A mitologia tem razão, os dragões (pelo menos alguns) lançam fogo pela boca. De qualquer modo, nos dois minutos que estivemos dentro do estádio, notamos que tem uma característica suave e ao mesmo tempo impressionante. Devido às aberturas onduladas da periferia, o Estádio do Dragão parece estar pousado nas nuvens, dando-nos, contudo, a impressão que essas estéticas aberturas, permitem a passagem de ventos, que de certo modo podem perturbar os expectadores. Como prometido, temos que comentar mais sobre o restaurante D. Tonho (também conhecido pelo nome de Rui Veloso, o seu proprietário). Entre as muitas refeições de classe que esta digressão nos proporcionou, esta tem lugar de destaque, tal a qualidade gastronómica dos seus pratos, que foi vincada pela excelente recepção do Gabinete de Turismo do Porto e Norte de Portugal (OPNOR). Com um serviço impecável, o restaurante serviu-nos um prato delicioso de javali que teria sido a estrela da refeição, se não fosse a escolha perfeita de um vinho tinto espectacular. Se não acredita, experimente o vinho tinto Reserva 2000 da Sogrape e depois escreva-nos a dizer o que acha. Quando o leitor decidir passar um tempo na Cidade Invicta, há muito designada como património mundial pela UNESCO, não se esqueça de visitar o restaurante D. Tonho, que sem sermos pagos para isso, honestamente recomendamos. Ficamos, entretanto com encontro marcado para uma próxima edição, onde concluiremos a nossa descoberta de Portugal, e aquilo que poderá ser o Euro 2004 e seu prolongamento.
A MELHOR PARTE DO “EURO 2004”... É O PROLONGAMENTO Descubra Portugal (5) Com este artigo concluímos a nossa visita a Portugal, que designamos como prolongamento do Euro 2004. Entretanto, esperamos que já tenha marcado a sua viajem a Portugal para este Verão, não só para apoiar a nossa Selecção, mas também para usufruir de tudo que o nosso País tem para lhe oferecer, não só os destinos que nestes artigos temos enaltecido, mas também aqueles que o leitor pode descobrir por si só. Se o leitor bem se lembra, tínhamos ficado no Porto, de onde partimos para Braga. Foi esta cidade inicialmente fundada e construída pelo Imperador Augusto, no século 27 (a.C.), na época conhecida por “Bracara Augusta”, e mais tarde pela cidade dos arcebispos pela enorme influência que teve na Igreja Católica. A região de Braga atravessa no momento um período de crescimento na produção de vinho verde e na área industrial, mas é no comércio e serviços que está a acontecer o seu maior desenvolvimento. A cidade recebe todos os anos, muitos milhares de turistas, principalmente durante a Semana Santa, onde as suas tradicionais festas e procissões religiosas arrastam grande quantidade de povo, sendo por isso um marco importante no catolicismo nacional. Embora seja considerada uma das cidades com maior tradição religiosa do País, paradoxalmente, uma grande fatia da sua população é constituída por jovens, (possivelmente por influência da Universidade do Minho), e local de intensa vida nocturna, onde reina um interessante e curioso cosmopolitismo. Graças à Região de Turismo Verde Minho, tivemos acesso à história de Braga, o que compensou a falta de tempo para melhor conhecermos esta interessante cidade minhota. Mesmo assim, tivemos oportunidade de visitar o Estádio Municipal de Braga, provavelmente o espaço desportivo mais rotulado do Euro 2004. Nas palavras do senhor Henrique Moura, Presidente do Município de Braga, “o estádio é uma obra de arte onde também se pode jogar futebol”. O complexo desportivo foi construído em cima de uma pedreira, o que cria características únicas e distintas neste tipo de construção. Apesar do impacto visual da gigantesca rocha e de um écran de 7,5 metros, colocado atrás de uma das balizas, o resto do estádio, segundo a nossa opinião, é demasiado pesado. A arquitecta responsável, explicou-nos que a idéia era integrar o estádio ao ambiente circundante, mas a maioria dos jornalistas presentes, demonstraram alguma desilusão, principalmente com tanto cinzento usado nas bancadas que torna a obra fria e sombria. Os responsáveis pelo projecto salientam que a originalidade
do estádio atrairá visitantes e comércio à zona, tentando justificar o elevado
custo do mesmo. Se este estádio tivesse sido construído no outro lado da via,
como inicialmente foi planeado, o seu custo teria sido menos de metade dos doze
milhões de contos gastos. No confortável autocarro da Agência Abreu, retornamos a Lisboa, com destino ao Estádio da Luz, para visitar aquele que sem dúvida, é o maior estádio para a prática de futebol construído em Portugal. Com destino ao Sul e aproveitando o tempo, a comitiva firmou
de forma escrita, a formação de uma Associação Internacional de Jornalistas
Portugueses. Esta iniciativa, já noticiada no 24horas, pretende, entre
vários objectivos, sensibilizar o governo português a usar os seus mecanismos, no sentido de serem
tratadas questões pertinentes à classe, e por extensão, às comunidades
portuguesas radicadas no estrangeiro. Os jornalistas mais antigos e experientes no contacto com a diáspora reconhecem que esta antiga ambição pode ser posta em andamento, tendo este convite do ICEP sido encarado como algo de muito positivo e demonstrativo do reconhecimento da força que os muitos órgãos de comunicação comunitária espalhados pelos quatro cantos do mundo, podem e devem ter num intercâmbio entre Portugal e as várias comunidades. Oportunamente e em espaço próprio, voltaremos a falar sobre este pertinente assunto. Mas voltemos à nossa digressão, que tem como visita final,
apreciar o espaço desportivo onde acontecerá a grande final do Campeonato
Europeu de Futebol – o Estádio da Luz. O clube da águia continua a possuir o maior e mais imponente
estádio de futebol existente em Portugal. Com uma lotação para 68 mil
expectadores, este complexo surpreende pelo gigantismo da sua obra, onde tudo é
grande, inclusive o tamanho das letras que formam a palavras Coca Cola e
Sagres, tão grandes ou maiores que o nome do próprio clube. O simpático e hospitaleiro senhor Carlos Garcia, o director designado para nos receber, explicou, que o alto custo do empreendimento, (ronda os 30 milhões de contos), tem obrigado o Benfica a desenvolver várias formas de comercializar o estádio, justificando assim o gigantismo do nome dos patrocinadores. Já no relvado, descobrimos que ser suplente no clube da águia é uma posição privilegiada, na medida que os bancos construídos por uma companhia australiana especializada em bancos para carros de corrida, e destinados a esses jogadores, são de um extraordinário conforto. Ao olharmos um dos muito placares coloridos espalhados pelo estádio deparamos com a frase: “há uma equipa que nos liga”. Não percebemos se a frase se referia ao Benfica ou à PT. Adiantou ainda aquele director, que o conceito do estádio, segundo a opinião de um conceituado e conhecido arquitecto, está adiantado vinte anos na relação com os outros estádios agora construídos. Algumas das razões que sustentam esta opinião são, por exemplo: os adeptos poderem comprar nos bastidores salgadinhos ou outros produtos sem nunca perderem a visão directa do jogo, e ainda um grande espaço para deficientes, bem como a possibilidade de entrada no complexo de grandes camiões de equipamento. Sinceramente gostamos do que vimos, devendo-se salientar o importante facto, de estar totalmente terminado, o que, com excepção do Alvalade XXI, não acontece com os outros estádios por nós visitados. Pelo facto das acessibilidades não estarem concluídas, gera-se alguma confusão de trânsito junto ao estádio. E assim terminamos a nossa digressão ao Euro 2004 e seu prolongamento, pelo que regressamos ao Hotel Mundial, quartel general da comitiva. Tempo ainda para uma curta visita ao centenário prédio do Diário de Notícias, onde está sediado o 24horas de Portugal. Aí, trocamos abraços intercontinentais e ficamos a conhecer melhor a operação-mãe deste jornal a quem estamos ligados por um cordão informático. Cordialmente recebidos pelo director de redacção, senhor Pedro Tadeu, aproveitamos para discutir futuros projectos que oportunamente serão levados ao conhecimento dos nossos leitores. Por sugestão do fotógrafo que ainda trabalhava àquela hora, (já era bastante tarde), fomos à cervejaria Trindade, onde um serviço medíocre não afasta a clientela deste famoso estabelecimento hoteleiro, conhecido pelo seu tradicional “bife à casa”. E terminamos como iniciamos,
com uma noitada nas “docas” de Lisboa. Ainda não é desta que vamos narrar os pormenores da noite
lisboeta, mas uma coisa podemos afirmar, se no período de Inverno funciona
daquela maneira, como será no Verão? De manhã cedo embarcamos no confortável voo da TAP com
destino às Américas, agradecendo a simpatia de nos colocarem em primeira
classe, e pelo acompanhamento agradável da directora de marketing daquela
companhia, a senhora Fernanda Ottávio.
Mais uma vez reforçamos os nossos agradecimentos ao ICEP pelo convite
feito, esperando que estes artigos possam de alguma maneira atingir o sucesso
esperado de fazer perceber aos portugueses radicados nas várias comunidades
espalhadas pelo mundo, que além do Euro 2004... há um prolongamento a descobrir
chamado Portugal. |
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