Comunidades
 

 

Celebrar o 10 de Junho é celebrar a presença portuguesa no Mundo! É celebrar o reconhecimento e a importância de um Povo que tem sabido afirmar-se além fronteiras! Que tem sabido levar mais longe a portugalidade e a coragem que testemunham mais de 900 anos da Nossa História…

Que Povo este que não se confinou ao espaço geográfico conquistado e desbravou caminhos por terras e mares, firmando a Língua e Cultura portuguesas em tantos países, influenciando tantos outros povos, tantas outras culturas, tantas outras gentes…mostrando o que é ser Português!

Fala-se em 4,5 milhões de portugueses radicados em todo o Mundo. É uma Grande Diáspora! E porque o actual Governo sabe disso, tem dado sinais claros de atenção para com as suas Comunidades, tem dado passos muito significativos para melhor servir as suas Comunidades.

Todos sabemos que este Governo iniciou funções, em Abril de 2002, num momento particularmente difícil para a vida do País. Dois anos depois é tempo de fazer balanços: o País está no bom caminho e estamos fortemente empenhados para que as Comunidades Portuguesas, finalmente, sejam olhadas e tratadas com o merecimento há muito devido.

Foi necessário um esforço de reorganização dos recursos disponíveis, racionalizando meios de actuação a fim de responder mais eficazmente às necessidades da vida concreta dos portugueses no estrangeiro.

Foi necessário adaptar a rede consular, aproximando-a da realidade desses portugueses, reforçar a presença institucional em áreas determinantes, como a cultura, encorajar uma maior participação política nos países de acolhimento e incentivar o associativismo, particularmente no que concerne à juventude.

Nesse sentido, o Governo Português implementou medidas muito concretas e que agora identificam muito mais as Comunidades Portuguesas com a sua Pátria e a sua Cultura.

Exemplo disso foi, sem dúvida, a criação de Centros Emissores de Bilhetes de Identidade em cinco postos consulares, prevendo-se o alargamento da rede a outros 20 postos até finais de 2005, que agora permite a obtenção em apenas dois dias do documento mais importante na vida de um Português e que o liga verdadeiramente a Portugal.

A alteração do processo de Recuperação da Nacionalidade, a resolução da situação dos ex-combatentes portugueses radicados no estrangeiro, a constituição de Gabinetes de Apoio ao Emigrante, a promoção de Encontros Para a Participação e de Acções de Formação, que visam implicar novos protagonistas portugueses nas sociedades de acolhimento e em Portugal, são outros exemplos dos muitos projectos que este Governo abraçou e continuará a abraçar em prol das suas Comunidades

Muito ainda há a fazer! Por isso continuaremos a trabalhar com este propósito: melhor servir a Nossa Diáspora de que, tanto, nos orgulhamos!

E muito melhor faremos se formos capazes de nos unir em torno do essencial – servir melhor Portugal e os Portugueses!

Viva o 10 de Junho!

Viva Portugal!

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A “Carta de MacauPor Luís Barreira

 

Os jornalistas e órgãos de informação de expressão portuguesa, na diáspora, acabam de dar um passo decisivo para a sua organização e afirmação, junto de Portugal e seus governantes.

Numa luta, que dura há anos, para conseguirem ser considerados como elementos fundamentais de uma relação entre os portugueses, vivendo no seu País e as diversas comunidades portuguesas espalhados por todo o mundo, os órgãos de informação em língua portuguesa, do Canadá à Austrália, ou dos Estados Unidos ao Luxemburgo, viram agora em Macau realizar-se um sonho que ocupava a sua preocupação, há já longos anos e que constituí uma etapa fundamental para os objectivos que têm em mente.

Assim, através da sua associação e o respectivo reconhecimento que tal estatuto lhes confere, a nova associação está em condições de se assumir como um parceiro efectivo: na relação entre o País e a metade da sua população, que vive no exterior; entre si próprios, difundindo informação interessante, entre as comunidades e fazendo conhecer as suas particularidades e entre os portugueses, residentes fora de Portugal e o os que vivem no seu interior.

Há muito que acusávamos os governos e os órgãos de informação de Portugal, de dar uma imagem inexacta da realidade actual das comunidades portuguesas. Para muitos deles, os emigrantes, continuavam a arrastar as “malas de cartão” nas gares dos comboios e a “vegetar” nas sociedades de acolhimento.

Habituados a ver o resto do mundo pelo seu umbigo e ignorando completamente a dinâmica de desenvolvimento social, que entretanto se processou nas nossas comunidades, os jornais, televisões ou rádios de Portugal “esqueceram-se”, sistematicamente, de publicitar a vida e a obra de alguns milhões de portugueses e luso falantes que, por condições mais diversas, saíram um dia do seu país, mas não deixaram de ser “teimosamente” portugueses.

Habituados à aritmética política de “quem não vota, não conta” e tendo apenas como horizonte da sua acção pública, o período da sua legislatura, muitos representantes do povo de Portugal, entre o qual nos encontramos, deram pouca ou nenhuma importância aos portugueses que se encontravam no exterior, fazendo-nos notar que, sem a nossa participação eleitoral, em Portugal, éramos portugueses de “segunda”, ou nem sequer portugueses seríamos.

Mas,... talvez porque as remessas dos emigrantes baixaram e Portugal não está em condições delas prescindir; talvez porque Portugal precisa de exportar, como “pão para a boca” e muitas das acções económicas passam pelas suas comunidades no exterior; talvez porque, a actual sociedade política portuguesa, despertou para esta imensa riqueza, cultural e económica, que representam os mais de cinco milhões de portugueses fora do seu país, nas mais diversas sociedades deste planeta e a ocupar lugares sociais e profissionais de relevo. Mas sem dúvida, pela persistência com que, nos mais diversos palcos e ocasiões, muitos portugueses residentes fora do País, reclamavam o reconhecimento das suas comunidades, como parte integrante do povo português, esta realidade esquecida, durante décadas, começa a ter um certo impacto junto das consciências públicas portuguesas.

O caso da recente organização dos órgãos de informação, fora do Portugal, que há anos fazem um esforço desesperado para manterem a língua portuguesa viva, nas mais longínquas paragens e com todo o sacrifício e “carolice” que tal disponibilidade implica, é também um reflexo do crescimento responsável, das suas respectivas comunidades e uma mudança, na sua atitude para com o país de origem.

É bom que tal tenha acontecido em Macau, enquanto prova de que, não importa a distância quando os sentimentos são fortes e partilhados

Razão pela qual e com o acordo estabelecido, que se designou como “Carta de Macau”, não queremos mais pedir que nos oiçam, queremos exigir que nos sintam!

 

 

Hoje não é sexta-feira, 13... mas é como se o fosse.  Por Fernando Cruz Gomes

 

É que – azar o meu! – veio ter connosco e dizer-nos coisas muito bonitas um dos responsáveis da programação da RTP. Foi uma intervenção boa, na sua essência... mas que ficou muito aquém do que se deveria dizer.

A RTP, sobretudo na sua vertente RTPi..., é algo que todos nós consumimos nos países de onde vimos e onde residimos. E consumimos em grande. Continuamos a entender, porém, que há ainda um largo caminho a percorrer para que a RTPi cumpra mesmo a sua missão. O “Portugal da Saudade” – já o disse – está melhor servido. A RTP está melhor. Só que... falta sensibilidade de emigração à nossa RTPi. Falta sensibilidade de emigração.

A ERP internacional nasceu – e eu, indirectamente, também ajudei – para dar uma visão mais alargada de Portugal. È que Portugal não se confina ao Minho ou ao Algarve, ao Corvo ou a Porto Santo. Portugal está espalhado por toda a parte. E a RTP internacional, pelo menos em Português, só existe porque há portugueses em toda a parte. Hão-de fazer o favor de me dizer quantos dos seus trabalhadores têm um mínimo de sensibilidade da Emigração. Quantos? E, no entanto, para a RTPi deveria ser condição sine qua non... ter alguém que tivesse vestido a pele do emigrante. Que soubesses que lá longe, onde custa mais ser Português, há gente que tem histórias para contar, que tem notícias pequeninas que valem mais talvez que as grandes, que pode partilhar a sua vivência... com a vivência de outros Portugueses.

E nem se me diga que não há dinheiro. O dinheiro que se gasta... bem distribuido... ajudaria a fazer uma RTPi ainda melhor.

Não há muito, quando se bramia contra a “outra” RTP e se preparava a sua transformação, tive ocasião de dizer – frente a primeiro-ministro e a ministros – que estávamos todos, alegremente, a pegar na RTP, como um cabo de forcados que, em vez de pegar o touro pelos chifres... pretendesse pegar-lhe pelo rabo.  Disse-o. E acho, hoje, que me não enganei. Sobretudo, repito, no que à componente internacional da RTP diz respeito.

De qualquer modo, saudo o que já foi feito. Seria talvez mais fácil avançar agora para a outra fase. Que alguém terá de fazer.

 

Ouvi. Gostei. Este Governo está a tentar, pelos vistos, dinamizar um sector que é vital para Portugal e para os Portugueses.

É evidente que cada vez entendo mais – Jornalista velho que vou sendo e que nunca, em termos profissionais, fiz mais nada que Rádio, Jornais e Televisão -  que uma Política coerente, em termos de Governo democrático, é... não haver política alguma. Isto é, criar balizes de ética e de serviço público... MUITO BEM. Mas, de facto, a maior parte desse estudo da Política de Comunicação Social tem de caber fundamentalmente ao Jornalista e ao Orgão que representa. Não ao Governo.

Se repararem, de há tempos a esta parte, vemos apenas, felizmente, o Governo Português a “balizar” no melhor sentido do termo, as leis que podem dar forma e consistência ao exercício da profissão. Ainda bem que assim é.

Entendo, porém, e comigo muitos dos meus colegas, que não há melhor exercício da tal Política da Comunicação Social do que... deixar ao Jornalista – que o saiba ser – a consciência de ser Jornalista, de ser peça importante nesta “mecânica” a que chamam quarto poder. O Jornalista é que define a sua Política de Comunicação Social. E essa política tem de ser pautada pelo que as comunidades querem.

De há tempos a esta parte assistimos a umas certas melhorias na RTP, por exemplo. Dizem-me que até houve melhorias na Lusa e na RDP. A verdade, porém, é que notámos essas mesmas melhorias... mas só em termos de nos “darem” coisas. Isto é, a RTP está melhor para nos matar a saudade de Portugal. Incomparavelmente. O mesmo para a Lusa. Não tanto para a RDP... que já fazia trabalho a sério. Estão melhores? Cremos bem que sim.

Só que... até no Contacto Africa do Sul, Contacto Canadá, Contacto Estados Unidos e Contacto Europa... vê-se que o rabo do gato continua escondido. É que nenhum desses Contactos é visto em Portugal, a não ser por meia dúzia de privilegiados. Ou seja, os emigrantes – ou os Portugueses residentes no estrangeiro, termo de que gosto mais – continuam a sensibilizar-se a si próprios. Não a sensibilizar para a riqueza que é ter Portugueses e Portugal em tantas partes do mundo... os Portugueses que vivem nas fronteiras.

Faço um apelo para que nessa Política de Comunicação Social... haja um aspecto que se chama de “triangulação da Informação... ou formação, se quiserem”. Portugal, na sua vertente de fronteiras internas, tem de conhecer, respeitar e amar osd outros Portugueses.

Sob pena de cair por terra, até, o esforço que este Governo – através da Secretaria de Estado das Comunidades, e não só – tem vindo a fazer para que o “cartão de visita” de Portugal não se confine às fronteiras que todos nós conhecemos.

Trabalhar, em Comunicação Social, para o Portugal da Saudade... É BOM. Mas não chega. Temos de conhecer os outros Portugueses.

E esse é um apelo que aqui deixo.

 

 
 Medalhados de todo o mundo... uni-vos!

Fernando Cruz Gomes

Animado pelo meu confrade António Cardoso – e lembrando a amizade que, de há muito, me une ao Jaime Ribeiro – fui buscar ao baú das “coisas perdidas” uma crónica que deixei publicada em vários Jornais para onde escrevo, quando, há cerca de dois anos, também fui “bafejado” por uma medalha.

Com o título em epígrafe, escrevia eu, naquela altura:

Criada há uns tempos, há agora uma Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas. Parece ser da competência do Secretário de Estado das Comunidades atribuir esse galardão a quantos, de uma ou doutra forma, trabalham para as comunidades e com as comunidades. Bem ou mal, a medalha existe e a medalha... vai sendo distribuída por todo o mundo. Ainda agora, no Canadá, quando da última visita de José Cesário, ficaram umas quantas. Se juntarmos as que, decerto, se distribuíram na Venezuela... a bagagem do Secretário de Estado das Comunidades foi mais leve para Portugal.

E se a bagagem vai mais leve... deixa nas comunidades, mais “desafios”. Ficarão mais “obrigações” de trabalho comunitário. Muitas mais razões de luta... para prosseguir tarefas pelas quais os que receberam as medalhas foram louvados.

Assim... medalhados de todo o mundo... uni-vos!

Seria importante que os que receberam as medalhas pelo bom trabalho associativo continuassem a levantar a bandeira das colectividades, a conseguir mais sessões de Cultura, mais Bibliotecas, melhores direcções e mais aderência dos jovens. Os que receberam o galardão pela sua actividade na Informação terão agora de reforçar actividade por forma a que a Informação seja melhor e mais cuidada, que não envergonhe ninguém, que perpetue o nome de Portugal pelas quatro partidas do mundo. Os que foram distinguidois pela actividade empresarial... que continuem a pugnar por que haja mais e melhores trocas comerciais entre ambos os países, melhores e mais destacadas empresas industriais, melhor cuidado para acautelar o futuro da comunidade através dos Jovens.

Medalhados de todo o mundo... uni-vos! Haveriam de fazer um poderoso exército de pressão. A lembrar ao Governo - a este e aos que lhe sucederem - que o trabalho desenvolvido foi, muitas vezes, em prol de coisas reais que nem sempre têm o apoio de alguém. Que é preciso afinal levantar a voz e exigir - também em nome dessas medalhas - que os poderes públicos façam ainda melhor.

Seria o exército da boa vontade. Da boa missão. Dos projectos válidos que todos haveriam de querer levar a bom termo. Esse “exército” existe e só falta que ele se disponha - em todo o mundo - a trabalhar ainda mais...

Quem estas linhas traça... foi um dos galardoados com a medalha de mérito das Comunidades, nesta última visita do secretário de Estado das Comunidades. Quando se apercebeu de que isso iria acontecer... tentou tudo para evitar a ideia. Até porque as comunidades, no seu todo, essas sim, é que merecem os galardões. Bateu o pé e barafustou. Meteu “cunhas” de toda a ordem - incluindo diplomáticas - para que não fosse avante a entrega.

Só que, na cerimónia, o próprio secretário de Estado diria, para quem quis ouvir, que ia atribuir a medalha a um “teimoso... que a quereria recusar”. Insistia, disse, porque era “mais teimoso... que o teimoso” . E dava-lha, sabendo que o próprio recipiente... o tem criticado nos órgãos de Informação para os quais escreve. E mesmo por isso...

A medalha foi assim aceite. Mas, de facto, com a ideia - explícita desde logo - que seria mais merecida pela comunidade “a la large...”

E assim... enfileirámos na já grande lista de medalhados. Que deveriam unir-se para exigir mais coisas para as comunidades. Sobretudo coisas que são capazes, até de não custar dinheiro. Por isso... medalhados de todo o mundo... uni-vos!

 

A NOVA LEI DA NACIONALIDADE: O REENCONTRO COM A PÁTRIA

A nação emigrante, finalmente, viu corrigir-se uma legislação que a mantinha refém de uma profunda injustiça e que se revelou, no decorrer dos anos, como um grande e indesejável equívoco. Alterou-se a Lei nº 37/81 que, ao reconhecer o direito da manutenção da nacionalidade portuguesa àqueles que se naturalizaram após a sua vigência, mantinha a perda aos que ficaram dela privados em decorrência da Lei nº 2098/59.

Tal dispositivo legal originou situações as mais constrangedoras, diante da impossibilidade dos cidadãos portugueses naturalizados poderem oferecer condições de atribuição da nacionalidade a seus filhos, desde que nascidos no período em que vigorou a perda da nacionalidade, causando um profundo desgosto aos seus possíveis beneficiários e provocando um desrespeito ao princípio do "jus sanguinis" constitucionalmente consagrado.

O Partido Social Democrata que, por iniciativa parlamentar, tentou por duas oportunidades corrigir essa distorção, viu-se em igual número de vezes impossibilitado de a ver transformada em lei pelos votos contrários do então partido do governo, o Partido Socialista. No entanto, o PSD, fez incluir em sua plataforma eleitoral, a promessa de que alteraria a injusta legislação, caso fosse o vencedor das eleições, resgatando ao convívio da pátria milhares de portugueses e seus descendentes directos.

O resultado está ai. O governo apressou-se em apresentar um projecto de lei que, aprovado na generalidade em 15 de Julho p.p., acaba de ser aprovado na especialidade neste 27 de Novembro, contemplando uma série de propostas e sugestões que visavam o aperfeiçoamento do projecto original e que resultaram num texto final que acabou por merecer a aprovação unânime de todos os grupos parlamentares com assento na Assembleia da República. Até os tradicionais opositores a esta iniciativa, renderam-se aos argumentos da sua concessão e votaram a favor. Felizes daqueles que reconhecendo os seus erros, se arrependem.

Com a nova lei, os portugueses que se naturalizaram entre a vigência da Lei nº 2098, de 29 de Julho de 1959 e a Lei nº 37, de 3 de Outubro de 1981, readquirem automaticamente a sua nacionalidade, desde que não tenha se verificado o averbamento da perda e nos casos em que o mesmo tenha ocorrido, o restabelecimento se fará de forma simplificada. Da mesma forma, a mulher portuguesa que tenha ficado privada da nacionalidade ao contrair matrimónio com estrangeiro, readquire-a, permitindo que seus filhos, nascido após o casamento, também possam ser beneficiados com a atribuição da nacionalidade portuguesa, em igualdade de condições que os nascidos durante o período de privação da nacionalidade portuguesa dos seus pais e que tenham se naturalizado.

A emigração portuguesa espalhada pelo mundo tem razões suficientes para estar feliz com esta alteração, pois vê corrigida uma falha gritante na nossa legislação e verifica, de forma cabal, o interesse do actual governo português, conduzido de maneira coerente e determinada pelo Dr. Durão Barroso, em promover e estabelecer uma nova política de promoção, valorização e reconhecimento da importância de seus emigrantes.

EDUARDO NEVES MOREIRA

Deputado do PSD da Emigração na Assembleia da República

 

Dois secretários de Estado decidiram imiscuir-se na vida dos jornalistas das Comunidades

Cada macaco no seu galho…

Por Fernando Cruz Gomes

Jornalistas portugueses residentes no estrangeiro, quando recentemente se encontravam em Portugal, no decurso de uma campanha de promoção do ICEP, acharam ser altura de levar por diante a iniciativa de fundar a Associação Internacional de Jornalistas. Deram, assim, sequência, ao que outro grupo, em 2002, durante um “Encontro para a Participação”, decidiu fazer. E a verdade é que aos 18 jornalistas de agora e mais 21 da primeira vez, muitos outros se vão juntar, até porque foi decidido pela comissão de instalação da Associação que serão membros fundadores todos quantos se manifestarem interessados até a 10 de Junho de 2004.

Pensavam os elementos em causa... que estavam a cumprir uma das suas missões. Ou seja, agrupando-se em associação, a exemplo do que acontece com tantas outras classes, estavam a ajudar a melhorar a imagem de Portugal nos respectivos países onde trabalham. Estavam e... estão. Contrariando o q          ue, pelos vistos, alguns membros do actual Governo Português quereriam...

Pelos vistos, dois secretários de Estado – com pouco trabalho, ao que parece – decidiram imiscuir-se na vida dos jornalistas das comunidades. E vai daí, Barreiras Duarte e José Cesário – nem sabemos qual o autor da peregrina ideia... mas adivinhamos – começaram a anunciar, em tudo o que é lugar público, que o Governo vai fazer uma Associação de Jornalistas das comunidades.

Essa agora! Ninguém dirá àquelas “cabecinhas pensadoras” que uma associação de classe – seja ela de médicos, de advogados ou de jornalistas – não pode ser “imposta” pelo Governo? Ninguém conseguirá dizer aos dois secretários de Estado que os Jornalistas ainda não perderam a sua dignidade de classe, sabem o que querem e para onde vão?

A não ser, evidentemente, que esta associação seja para andar a reboque do Governo. A não ser que seja para ser mandada e controlada pelos governantes com laivos de democracia. A não ser que queiram passar um atestado de menoridade aos pobres dos Jornalistas que são os melhores “arautos” do Portugal moderno das comunidades.

É evidente que a Associação Internacional de Jornalistas que tem já a sua sede (ainda que provisória) em Paris, não vai aceitar mais esta diatribe dos srs. Secretários de Estado. Não vai, pronto. E mesmo que  haja ofertas governamentais para ajudas deste e daquele jaez... terá a associação de indagar junto dos seus membros se querem essa ajuda. Porque o Governo – este ou outro qualquer – nunca foi bom conselheiro quando quer ser patrão! E o tempo da censura, que muitos de nós ainda vivemos, já não cabe no Portugal democrático em que vivemos.

Se, de facto, aqueles doutos membros do Governo não tem mais que fazer... do que estes géneros de interferência, nós oferecemo-nos para lhes arranjar uma agenda de trabalho. Quer para a Comunicação Social, que é tutelada por um, quer para as Comunidades cuja pasta é da responsabilidade de outro.

De facto... o melhor é “cada macaco no seu galho...”

 

 

De uma viagem com o ICEP, nasceu uma associação e...  apareceram perspectivas

 

 

28-11-2003 14:59:00 GMT .  Fonte LUSA.    Notícia SIR-5635462
Temas:  comunidades portugal porto

Comunidades: Jornalistas lusos no estrangeiro devem criar associação - Governo

Porto, 28 Nov (Lusa) - O secretário de Estado que tutela a Comunicação Social, Feliciano Barreiras Duarte, defendeu hoje, em Gaia, a criação de um organismo representativo dos jornalistas portugueses no estrangeiro.

Segundo o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Presidência, que falava durante os trabalhos do II Encontro para a Participação dedicado aos média da diáspora, este organismo constituir- se-ia como interlocutor do Estado.

O encontro, uma iniciativa da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, decorre até sábado com a participação de 22 órgãos de comunicação social portugueses no estrangeiro.

"O Governo tem plena consciência que a comunicação social ajuda a manter os valores da lusofonia", disse Barreiras Duarte.

Na sua opinião, através deste organismo, que poderá passar pela criação de uma associação ou de uma federação, seria possível, por exemplo, contratualizar acções de formação ou resolver problemas relacionados com os apoios aos órgãos de comunicação de língua portuguesa no estrangeiro.

"É importante Portugal apostar na formação conjunta com aqueles que estão fora do país a divulgar a nossa língua", afirmou Barreiras Duarte, lembrando que o português é a sexta língua mais falada no mundo.

A mesma ideia foi defendida por Paulo Azevedo, do jornal Ponto Final, de Macau, que considerou "ser fundamental criar um grupo de trabalho para a criação de uma associação da imprensa portuguesa no estrangeiro".

"Seria esse o embrião que poderia traçar o perfil das necessidades dos órgãos de comunicação social no estrangeiro e estabelecer contactos com políticos e associações empresariais", afirmou.

Por seu lado, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, garantiu que o encontro do próximo ano terá como objectivo específico "abrir a porta à criação de um organismo como este".

"Esperamos que o próximo encontro possa servir de elemento catalizador daquilo que poderá ser uma associação", disse, acrescentando que o encontro de 2004 se deverá realizar em Leiria.

JAP/FR.

Lusa/fim

-----Message d'origine-----
De : STCDE-informação [mailto:informa@stcde.pt]
Envoyé : vendredi 28 novembre 2003 19:09
À : Undisclosed-Recipient:;
Objet : Jornalistas lusos no estrangeiro devem criar associação...

 

Então isto já não era o objectivo do "encontro" do ano passado?...

Não foram até feitas diligencias para isso e criado o site www.portpress21.com ...

A propósito, onde é que pára esse site?

 

 

Por António Cardoso

Convidados para uma “viagem educacional” a Portugal, pelo ICEP, desaseis jornalistas portugueses da Europa e do continente americano, deixaram, uns certamente com alguma preocupação e outros com alegria, a monotonia das suas redacções para visitarem as obras de arte que vão receber o Euro2004.

A pequena sondagem que fiz junto dos meus colegas revelou que a visita aos novos estádios foi a principal motivação para aceitarem o convite de se deslocarem a Portugal durante cinco dias.

Tive igualmente vontade de lhes perguntar que interpretação faziam do título que foi dado a esta iniciativa do ICEP, “Viagem Educacional, Turismo Étnico”, mas não quis provocar polémica à volta duma apelação que julgo infeliz.

Para não me alongar demasiado sobre este vasto assunto, vou considerar que se tratou apenas de uma tradução errada de “voyage d’étude” ou que o termo “educacional” se aplicava a leitores, ouvintes ou telespectadores e não a jornalistas que na sua grande maioria conhecem o nosso rectângulo de lés a lés e a sua história. Alguém sugeriu que soava melhor “Viagem Pedagógica”, talvez !

O que interessa aqui é o facto dos responsáveis actuais do ICEP olharem para os emigrantes com outros olhos e de terem percebido que entre os tais vinte e poucos milhões de turistas que visitam Portugal todos os anos, grande parte são portugueses de nacionalidade ou de coração com um poder de compra importante. Que muitos estrangeiros que visitam ou investem no nosso país, fazem-no graças à promoção dos amigos imigrantes, já toda a gente sabe.

Os órgãos de comunicação social das comunidades são obviamente os veículos indispensáveis para comunicar com este novo público-alvo eleito pelo ICEP e só temos de nos regozijar com essa nova política.

Desta viagem nasceu já uma associação de jornalistas das comunidades, a A.I.J., composta pelos 16 participantes e alargada aos 21 membros do portal www.portpress21.org , criado na sequência dos “Encontros para a Participação” de 2002 organizados pelo secretário de Estado das Comunidades. Também ficam mais e boas perspectivas e, isto dá-nos força para continuar o nosso trabalho.

Quem melhor que o nosso colaborador Fernando Cruz Gomes, o “jovem” presidente desta jovem associação poderia preencher um suplemento de quatro páginas no Encontro, sobre estes cinco dias de convívio e de turismo em Portugal ? Eu não.

António Cardoso

 

Um “jovem” colaborador

Quem falou, primeiro, foi o Jaime Ribeiro. Imaginem, ele que nem sempre parece estar atento a “coisinhas” do Jornal, disse-me para eu alinhavar meia dúzia de linhas a propósito do Fernando Cruz Gomes. E eu, que nem sempre escrevo do que não sei... atrevi-me a telefonar para Toronto e a dizer ao Fernando para me mandar duas linhas sobre o seu “curriculum”.

Logo de início, ele disse-me que não. Que duas linhas não davam. Que já era suficientemente velho, mesmo na profissão, para escrever em duas linhas... o resumo do que fez.

Quando lhe falei no Jaime Ribeiro... começou logo por dizer que ele, o Jaime, era a “outra metade” da sua costela política. Que formou com ele – há que tempos... – o primeiro par de conselheiros de um Partido que, com altos e baixos, esteve sempre mais ou menos no Poder... e que teve muita pena do Jaime se afastar. Ele ainda continua.

Depois, foi-me dizendo que começou a fazer um estádio a brincar no “Primeiro de Janeiro” do Porto, num ano que já lá vai há muitos “sóis” e que até já se envergonha de citar, tão velho ele já vai sendo. Em 61, estava ele no aguerrido “Jornal do Congo”, na então Carmona (Angola) e passou a ser o único profissional da Informação que acompanhou o início da chamada luta nacionalista  que ia desconjuntando Angola. Mais tarde, já em meados de 62, foi para o Comércio, um diário que era na altura dirigido pelo jornalista Ferreira da Costa. Mais tarde, e sucessivamente, foi andando pela Emissora Oficial, pelo Jornal de Angola, pelo Diário de Luanda. Não antes de ter feito um tirocínio em orgãos de Informação regionais, como foi o caso do Radio Clube de Benguela, a primeira estação que chefiou por alturas de 67 ou 68. Dali voltou à Emissora Oficial, onde ficaria até à revolução.

Por cada frase, o Fernando ia dizendo, pelo telefone, que são coisas a mais para tão poucas linhas...

A verdade é que, segundo diz, profissionalmente, nunca fez mais nada na vida do que Jornais, Rádio e Televisão. Na Televisão foi já no Canadá, numa estação canadiana, de que era empregado, e que tinha duas horas e meia de programação em Português. Como sempre trabalhou nas duas coisas – ou Rádio e Jornais ou Jornais e Televisão – o seu tempo profissional (é ele quem o diz) dá o dobro em anos...

Em Angola, foi presidente da Secção de Angola do Sindicato Nacional dos Jornalistas, chefe do Departamento de Programação da Emissora Oficial de Angola, subdirector (sem director) do Jornal de Angola. Foi ainda deputado (o nome era vogal, por motivos óbvios) da Assembleia Legislativa do Estado Português de Angola, onde foi colega – imaginem, diz ele – do “grande” Cardoso e Cunha, que foi ministro, presidente da Expo 98 e é hoje gente grande na União Europeia.

Enfim! E não lhe arrancámos nem mais uma palavra. Ah, não, ainda nos diz que, em Portugal, foi também redactor do diário “O Dia” quando aquele Jornal era dirigido por Vitorino Nemésio e pelo António Alçada Baptista.

Não disse mais. Palavra que não quis dizer mais...

A.C.

 

OBRIGADO, ICEP!

 Por Alexandre Franco

 

        Reconhecemos (e agradecemos) a magnífica iniciativa do ICEP-Portugal. Constatámos que como o único Jornal totalmente Desportivo no Continente Norte-Americano, estivemos inseridos num grupo de colegas que para além de representarem alguns dos principais órgãos de comunicação dos países onde residem, formaram também um conjunto de excelentes profissionais que ao longo de toda a viagem denotou sempre um maravilhoso sentido de entreajuda.

        Do Canadá, as presenças de Fernando Cruz Gomes (Sol Português), de Nilton Vicente (The Portuguese Post) e de Luís Tavares Bello (A Voz de Portugal, de Montreal, e O Milénio, de Toronto), para além, claro está, do Director do STADIUM, Alexandre Franco; dos Estados Unidos: Maria Del Cármen Odom (Portuguese American Chronicle, de Tracy, Califórnia), Manuel Adelino Ferreira (Portuguese Times, New Bedford), Igor Alves (24 Horas) e Fernando Rosa (Correspondente do Luso-Americano, em Hartford); de França: Ricardo José (Rádio Alfa, Paris), António de Morais Cardoso (Lusencontro, de Ivry sur Seine) e Jean-Philippe Mateus (CapMag, Paris); do Brasil: Adelaide Fernandes (Cascais Editora, em São Paulo) e Angélica Torrão (Portugal em Foco, São Paulo); da Suíça, Verónica Pereira (Luso-Helvético), da Alemanha, Mário dos Santos (Portugal Post, Dortmund)... e ainda se juntou a nós o jornalista Álvaro Silva da Cruz, do Luxemburgo, para um total de 16 representantes de órgãos de comunicação social de Língua Portuguesa espalhados por esse mundo fora.

        Em Toronto, o Dr. Luís Moura e a D.Maria do Carmo, dedicaram-se de alma e coração à preparação e estruturação de todo este movimento, mas foram os Srs. Miguel Carvalho (Estados Unidos) e Pascal Marques (França), representantes do ICEP-Portugal, que acompanharam a comitiva dividindo entre si a responsabilidade de se certificarem de que nada faltaria aos visitantes, assim como não poderemos esquecer, igualmente, as participações das senhoras Julieta (Agência Abreu) e Fernanda Ottavio (TAP-Air Portugal) e também do motorista. Sr. Carlos (Agência Abreu), que muito facilitaram a missão que tínhamos para cumprir.

       

        HÁ SEMPRE UM PORTUGAL DESCONHECIDO

 

        Quer queiramos, quer não, meus amigos, há sempre um Portugal desconhecido. No que nos concerne, colocámos algumas reticências quando nos apercebemos que os dois primeiros dias nada tinham a ver com Desporto. Chegámos a Lisboa na manhã de Segunda-feira. Eram seis horas da manhã. Sem pregarmos olho, seguimos para o Alentejo, para preenchermos o primeiro dia com visitas a inúmeros locais de extraordinário interesse. De imediato esquecemos os pontos de interrogação iniciais. Em Évora visitámos várias das 22 igrejas construídas no Século 15, incluindo a Capela dos Ossos (algo de impressionante, uma vez que as paredes estão cobertas por cerca de cinco mil ossadas humanas). Castelos, Torres, Muralhas, Palácios, em caminhadas que acabaram por nos deixar boquiabertos. O Almoço no Café Alentejo, foi sensacional. O jantar de sonho, no Hotel Convento de São Paulo. A dormida no Hotel da Cartuxa, não menos espectacular.

        No dia seguinte, a visita à Planície Dourada. Beja, São Gregório (Borba)... o almoço em Beja... os Museus, as obras de arte, os quilómetros e quilómetros que palmilhámos para nos sentirmos, cada vez mais, amantes de tudo quanto existe no Alentejo. Monsaraz, Redondo, Reguengos de Monsaraz. Estremoz, Vila Viçosa. Em Reguengos de Monsaraz, a inesquecível visita à Herdade do Esporão... e logo de seguida, a partida para Faro, onde ficámos instalados no Hotel Vila Galé.

        Pela manhã de Quarta-feira, a visita ao Estádio do Algarve (Loulé-Faro). Em termos de capacidade, apenas 30 mil lugares, mas mais do que suficiente para o futebol da região. Pequeno, mas muito atraente. Um estádio como os maiores e mais impressionantes, mas em ponto pequeno. Um magnífico brinde para o Futebol do Sul de Portugal.

        Da parte da tarde, a viagem para Lisboa, para ficarmos hospedados no Hotel Mundial. Tempo para o “check-in” e partida para o Parque das Nações, mais concretamente para a nova FIL, como convidados da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, na sua 16ª edição - local onde fomos encontrar o amigo Augusto Bandeira, que depois de ter residido durante 15 anos em Toronto (tendo sido empregado de Manuel de Paulos no Europa Catering, segundo sua informação), nos disse que regressou a Portugal para abrir o Restaurante “O Augusto”, na Avenida de Moldes em Castelo de Neiva... mas, lá estava o amigo Augusto em plena BTL, que é, indubitavelmente, a grande mostra do Turismo em Portugal, com mais de 600 expositores.

        No dia seguinte, o primeiro destino foi o Estádio Alvalade XXI, onde a comitiva visitou todos os importantes cantos daquela magnífica obra de arte-futebolísitca... e não só. Desde as salas de imprensa, passando pelos balneários, pelo relvado, pela bancada VIP, tudo foi visto e apreciado. Seguimos para o Porto, onde fomos alvos de mais uma refeição de se lhe tirar o chapéu. Desta feita no Restaurante “D. Tonho”, propriedade do famoso Rui Veloso, e que fica situado no Cais Norte da Ribeira. Adjectivos que qualifiquem este Restaurante só podem ser superlativos. Magnífico.

        À tarde, a visita ao Estádio Dragão. Na nossa opinião, o mais bonito. À chegada, fomos alvos de um desentendimento que levou 11 dos jornalistas a regressarem ao auto-carro, recusando-se a fazer a visita, por causa da atitude negativa da pessoa que nos recebeu. Nós, talvez por sermos o único Jornal totalmente desportivo, não queríamos desperdiçar aquela oportunidade de conhecermos o Dragão por dentro e por fora. Dissemos à pessoa em causa que não devia ter dito o que disse, pusemos água na fervura, recordámos a amizade pessoal que temos por pessoas como o Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa, Reinaldo Teles e Luís César... e as coisas mudaram de feição.

        Vimos tudo...e, sinceramente, gostámos. Só a sala das conferências de imprensa é muito inferior à do Alvalade XXI, mas mesmo assim melhor do que a do Estádio da Luz, de resto, na nossa modesta opinião, o Estádio do Dragão, é o MAIS BONITO.

        Do Porto para Braga, onde ficámos instalados no Hotel Turismo, para na manhã de Sexta-feira visitarmos o Estádio Municipal de Braga, o MAIS ORIGINAL. Uma obra de arte, onde se joga Futebol. De Braga, para Lisboa, do Municipal de Braga, para a Luz... para encontrarmos o MAIS IMPONENTE. O Estádio da Luz, tal como o do Sporting, para nós, não eram novidades. No entanto foi muito agradável a forma como o Director Carlos Garcia nos acompanhou (tal como já tinha acontecido no Alvalade XXI, pela mão do Sr. Nuno Casquilho). E se não temos a menor dúvida em como o Alvalade XXI é o mais funcional, o Estádio da Luz, é incontestavelmente o MAIS IMPONENTE.

        De acordo com o Sr. Carlos Garcia, trata-se de um estádio com 68.000 lugares, em vez dos 65.000 inicialmente anunciados. E tal como ele nos disse, com muita piada: “No Benfica conseguimos “esticar” tudo!” Mas, a verdade é que se nota a grande diferença de 68.000 da Luz, para os 52.000 do Sporting.

        Regresso ao Hotel Mundial, para no dia seguinte voltarmos a embarcar no Airbus da Tap-Air Portugal, na viagem para o Continente Norte-Americano.

        As despedidas aos colegas de profissão, com destaque para o facto de se ter criado uma Associação Internacional de Jornalistas Portugueses, que no futuro, caso o processo seja activado no sentido de se cumprir o que foi estabelecido, poderá beneficiar todos aqueles que exercem a profissão fora de Portugal.

        Em jeito de palavra final, para além de elogiarmos esta excelente iniciativa do ICEP-Portugal e do agradecimento pela possibilidade que nos proporcionou de divulgarmos e promovermos o mais importante acontecimento desportivo que jamais foi levado a efeito em Portugal, o Euro’2004, temos que fazer votos para que o ICEP-Portugal se lembre dos órgãos de Comunicação Social, com a regularidade que se impõe, para que os Portugueses que residem neste país passem a visitar e a investir, ainda mais, no seu país de origem.

 

Impressões resolvidas

Por Mário dos Santos

Viagem aos estádios

Entra-se perdido de sono num autocarro que me levará a conhecer gente de outras paragens. As diferenças entre mim e o resto da companhia é apenas aparente. Uns são mais altos e outros gostam disto e daquilo. Há também quem seja do Sporting e do Benfica. Quem ousa diz que é do FC Porto. Mas, como diz o outro, ninguém é perfeito.

De resto somos todos iguais e temos a mesma missão e as mesmas preocupações.  Representamos a comunicação social das comunidades do Brasil, da Alemanha, do Canadá, dos USA, da França, da Suíça, do Luxemburgo e lá fomos acompanhados pela sombra dos outros que não estavam presentes.  No autocarro que nos levava a dar a volta a Portugal cada um devia perguntar aos seus botões ou ao colega do lado se o ICEP não se tinha enganado ao promover semelhante viagem com os jornalistas ¡dos emigrantes“.  Mas era verdade. O ICEP, como alguém sugeriu, acordou de um sono de anos, olhou à sua volta e viu 4, 8 milhões de Portugueses que vivem no exterior e até devem ter massa para gastar nas unidades hoteleiras e fazer turismo de primeira.

Era óbvio que os comentários à iniciativa do ICEP ficavam repartidos pelo ¡muito bem“ e pelo prudente pensamento ¡vamos ver no que isto dá“.

Feitas as apresentações, lá fomos para Évora. Frio, sol e muita luz fazia bem à alma lusa exilada.

Em Évora recebemos lição de património histórico e todos se impressionaram com a capela dos ossos. Dali ao almoço era um tiro.  E lá fomos às migas regado com tinto alentejano.

Visitamos isto e aquilo. O ICEP queria mostrar-nos numa tarde o que não mostrou em décadas.

Tomámos notas. Comentamos. Fomos à herdade do Dr Roquete (finalmente sei onde se produz o vinho Monte Velho). Jantámos no Convento de S.Paulo (em redondo); certamente  um bom lugar para descansar e meditar na vida. Mas que fará a rapaziada à noite quando se instala naquele hotel de charme? Se calhar é mesmo para descansar e esquecer que existe o mundo, o Iraque e afins.

Enfim, soubemos que o turismo é uma realidade e um factor económico importante para o turismo alentejano. Ficámos a saber muita coisa. Mas o que sabíamos  confirmamos: o Alentejo é das regiões mais originais da Europa e um sítio onde eu viveria de bom agrado.

Descemos ruas, subimos a castelos, colhemos laranjas de laranjeiras e e Alentejo convenceu-me das suas potencialidades e nunca hesitarei em o aconselhar aos meus leitores.

Dali ao Algarve não é agora uma eternidade como o era no tempo das estradinhas de carroças.

Chegámos ao hotel em Vilamoura e aí, sim, senti-me turista.  Dormimos turisticamente e visitamos o belo estádio de Futebol que me merece um sim. Só não gostei de como tratam os imigrantes que lá trabalhavam. Como sou curioso, falei com dois ¡irmãos da mesma fala“ da Guiné-Bissau, que ganhavam uma miséria. Segundo me disseram, um ganhava 3 ? e outro 4 ? à hora. Por isso, estavam a pedir o favor à colher da massa para se mexer e tentarem convencer-me que deveria arranjar trabalho para os dois na Alemanha.

Dali fomos para onde?...

Creio para Lisboa, para a BTL. Eu não fui.

 

No outro dia de manhã seria um dia histórico para os sportinguistas. A vista ao Alvalade XXI (penso que é assim que se diz) valeu a pena e os sportinguistas têm mais razão para acreditar no verde que é a cor da esperança.

De Alvalade ao Estádio do Dragão faz-se, como é sabido, repartido pela interrogação sobre quem será o vencedor da Liga desta temporada. Eu aposto no Sporting. É apenas uma intuição de quem não percebe nada de futebol, nada Mais.

Como não entrei no Estádio do Dragão devido aos modos pouco tripeiros de um rapaz que fazia a vez de guia, não vi o estádio e não fiquei sozinho. Foi pena....

Em Braga fomos quase recebidos como Bispos. E pela primeira vez um Presidente de uma Região de Turismo recebeu os ¡jornalistas emigrantes“ (isto é para sublinhar).

Subimos (de autocarro) ao Bom Jesus de Braga, comemos no belíssimo Hotel do Elevador. Elegemos a direcção da comissão instaladora da Associação Internacional de Jornalista e abrimos a boca de espanto quando nos deram a mostrar o Estádio Municipal (que deve ser visto).

Parece que toda a gente gostou da forma como foi recebido em Braga. Daí os meus cumprimentos às senhoras e senhoras da Região de Turismo de Braga.

Tudo isto não foi, claro, tudo.

Houve muito mais e esse mais será também a razão para dizer ao ICEP que deve e pode contar connosco.

Quanto ao resto, é bom a gente ganhar novos amigos, amigos que compreendem o nosso trabalho e percebem quando falamos.

 

Descubra Portugal (em cinco episódios) Por  Igor Aves, in 24horas-América

 

A MELHOR PARTE DO EURO 2004... É O PROLONGAMENTO

Descubra Portugal (1)

Por - Igor M. Alves

      Como é do conhecimento dos nossos leitores, no próximo Verão, Portugal será o anfitrião do Euro 2004, já considerado o maior evento desportivo realizado no nosso país em todos os tempos. Por esta razão, e pelo investimento requisitado ao Estado e empresas portuguesas, Portugal procura seduzir visitantes, não só através da paixão pelo futebol, mas também através dos encantos da sua geografia, da sua cultura e da sua história. 

      Orgulhoso de tudo o que recheia as fronteiras portuguesas, o ICEP convidou mais que uma dezena de órgãos de comunicação portugueses espalhados pelo mundo, para saborear as maravilhas do nosso país, sob o lema que: “a melhor parte do EURO 2004 é o prolongamento”. 

      O 24horas, na sua versão americana, foi um dos convidados, pelo que a partir de hoje, vai narrar tudo o que viu e apreciou nesse contexto, expondo aos nossos leitores o que efectivamente poderá ser esse prolongamento do Euro 2004 em Portugal.

      Entretanto, convidamos todos os nossos leitores, a enviaram-nos uma mensagem, (consulte o nosso site – www.24horasinc.com), dando as razões, porque vão ou porque não vão assistir ao Euro 2004, ficando a promessa de publicarmos essas mensagens.

      Como manda a lei, vamos começar pelo princípio.

      Após um voo muito confortável, na TAP-Air Portugal, os jornalistas do continente norte-americano, se reuniram em Lisboa com jornalistas oriundos do Brasil, da França, da Alemanha, do Luxemburgo e da Suíça, num encontro que reflecte bem a diáspora portuguesa.  Logo descobrimos, que o nosso itinerário era bastante intenso e corrido.

      Com as nossas malas ainda frescas do ar condicionado do avião, entramos num moderno autocarro, fornecido pela agência Abreu, que de imediato seguiu para  Évora, cidade situada no coração da região alentejana. Conhecida como a cidade museu, devido às suas riquíssimas igrejas, museus e monumentos, seria difícil não nos impressionarmos com as ruínas romanas do templo de Diana, que se destaca numa das praças principais da cidade, onde os jovens estudantes da Universidade de Évora se misturam com a população local mais idosa. Entre várias igrejas fabulosas, incluindo a Catedral de Santa Maria, construída no século XII, vale a pena visitar a Igreja Real de S. Francisco, e bem perto, a Capela dos Ossos, com tanto de arrepiante como de interessante. Há  poucos anos a UNESCO reconheceu, o que os portugueses já sabiam há muito tempo, que a região de Évora merecia possuir  o título de Património Mundial.

      Antes de partirmos para o  próximo destino, Estremoz, a comitiva jornalística ainda se deliciou no Café Alentejo, de onde todos saímos mais ricos, depois de  termos saboreado umas divinas migas de peixe, prato considerado uma especialidade local. 

      Em Estremoz, o sol tornar-se-ia mais lento e morno, não estivéssemos nós no Alentejo. Aí, visitamos o Museu Municipal, que guarda uma colecção de barro figurado, (a não perder), incluindo diminutas peças concebidas por um artista quase cego. Oportunidade ainda para visitar os tradicionais oleiros, irmãos Ginga, que no momento se encontravam em plena arte criativa.

      Como é apanágio da região, o dia no Alentejo rende mais, e por isso, ainda tivemos tempo para visitar a aldeia de S. Gregório, ao lado da Serra D’Ossa, onde os habitantes mais urbanos podem desfrutar de um oásis rural, que acolhe pequenos grupos de uma forma única.

      Seduzidos pelo panorama da Serra d’Ossa, o nosso grupo concluiria o seu dia, na magnífica pousada do Convento S. Paulo, uma estrutura renovada com muito esforço pelas gerações da família Leotte, a qual dispõe de um hotel de quatro estrelas e de um restaurante “top-class”.

      Se o leitor procura a antítese da urbanidade de cidades como Newark ou Nova Iorque, este convento (onde ainda se escuta monges gregórios a cantar!), é o ideal. Convém não esquecer o delicioso “bacalhau conventual” e o arroz de pato preparado com eficácia e de sabor único.

      Esperando estar a fazer crescer água na boca aos nossos leitores, com estas gastronómicas jóias alentejanas, ficamos hoje por aqui, continuando a nossa viagem ao prolongamento do Euro 2004 numa próxima edição. 

 

2-A MELHOR PARTE DO ”EURO 2004”... É O PROLONGAMENTO

 

Descubra Portugal (2)

      Continuando a nossa  viajem “Descubra Portugal”,  inserida no programa criado pelo ICEP, “que a melhor parte do Euro 2004... é o prolongamento”,    convidamos o nosso leitor a tomar lugar na nossa narração, que como foi dito em edição anterior, se iniciou na maravilhosa região alentejana.

       Iniciamos o segundo dia em Évora, mais precisamente no Hotel da Cartuxa, onde a noite foi demasiado rápida. Tão rápida, que a comitiva jornalística teve que ser “arrancada” pelo sempre afável Miguel Carvalho do ICEP de Nova Iorque, que teve a amabilidade de servir o pequeno almoço no quarto ao(s) mais dorminhoco(s). Um gesto simpático que deve aqui ser realçado. Embora não tivéssemos oportunidade de desfrutar de todas as ofertas deste estabelecimento eborense, que até inclui uma piscina rodeada por muralhas e jardins do século XV, podemos considerar que foi uma noite muito agradável.

      Com o sono mais em dia, partimos para o próximo destino onde nos deparamos com uma estrutura encantadora e aliciante: a Herdade do Esporão.       

      Este sustentáculo, (ocupa mais de 1.800 hectares), do enoturismo, situado em Reguengos de Monsaraz, espreme e engarrafa o coração do Alentejo, transformando-o num delicioso vinho e num azeite de superior qualidade, através de um processo que procura “unir a mão do homem e a tecnologia avançada”. Recebidos com vincada atenção, aí tivemos a oportunidade de aprender a história da cultura e dos processos vinícolas da herdade.  Pela nossa parte, é honesto sublinhar a positiva impressão causada com o nível de desenvolvimento do enoturismo da região, concluindo, que provar o vinho da Planície Dourada, debaixo do sol carente daquela terra, é uma experiência única, de meter inveja a qualquer mortal.

      Já com o sol bem no alto, lá fomos no autocarro destinado à comunicação social lusófona, rolando no sentido sul na IP-2, deliciando os olhos com a esplendida  panorâmica da planície alentejana. Com a comitiva cada vez mais amiga e viva, foi altura de almoçar na Pousada de São Francisco em Beja.  A refeição foi servida com muito boa vontade e etiqueta, numa atmosfera propícia a dar dois dedos de conversa.

       Se o leitor se deslocar a esta cidade, não se esqueça, (é quase obrigação),   de saborear no mínimo três sobremesas regionais (recomendamos a encharcada de ovos, a sopa dourada de amêndoas e a sericaia servida com ameixa). Acredite que não se vai arrepender.

      O dia prepara-se para a dormir, mas ainda nos leva até o Algarve, província com tantos amores, mas nunca iguais. A sedução começou pelas ruas convidativas de Faro, uma cidade cosmopolita, “jovem” e dinâmica, onde o turismo ocupa uma parcela significativa da sua actividade.

       Graças à presença da Universidade, a cidade embora com uma forte vertente cultural, convive de mãos dadas com a diversão, na medida que  uma quantidade de bares e concertos proporcionam um diversificado entretenimento nocturno. 

       Mesmo em fins de Janeiro, esta zona, a mais mediterrânica do país,  põe um sorriso nos lábios e um motor nas pernas aos visitantes, onde um deslumbrante pôr-do-sol funciona como traço de união entre o dia e a noite.

       Mas mal tivemos oportunidade para contemplar estas maravilhas, pois o nosso guia do ICEP, resolveu levar-nos para Vilamoura. 

      Convém dizer que não foi sacrifício nenhum!

      Se apostar numa visita a Vilamoura, ficará bem instalado se optar pelo  luxuoso Hotel Galé Ampalius, e se quiser tentar a sorte, o casino é mesmo ao lado.

      E por falar em sorte, nós do 24horas, passamos a noite numa “suíte” exclusiva, modernamente mobilada, onde a cortina do quarto escondia uma praia paradisíaca como pano de fundo de uma paisagem de sonho. 

     Tempo ainda para salientar a gastronomia do hotel, cuja salada de marisco, servida como aperitivo, é um espectáculo visual  e de requintado sabor.

      E assim, se concluiria o nosso segundo dia no velho continente, sem vislumbrarmos qualquer estádio do Euro 2004! 

      Com tanta beleza, e bom gosto á nossa volta, até esquecemos que o campeonato europeu de futebol é suposto ser a atracção principal para o próximo Verão.

      Nos voltamos a encontrar numa próxima edição, a fim de continuarmos narrando e demonstrando que para lá do Euro 2004, existe um prolongamento a descobrir.

 Descubra Portugal (3)

      Voltando à presença do nosso leitor na retoma da viajem ao prolongamento do Euro 2004, recordamos que na nossa última edição ficamos em terras algarvias. Assim, ainda não tinham batido as nove da manhã, quando dissemos adeus ao mar e partimos para aquele que seria o primeiro estádio a ser visitado dos muitos que vão ser palco do Campeonato da Europa de Futebol – o Estádio do Algarve. No caminho, íamos sendo informados pela simpática D. Julieta, guia turística da Agência Abreu, sobre aquilo que deslumbrava os nossos olhos, nomeadamente os vários campos de golfe, que são dos principais cartões de visita do Algarve.

      Inserido no projecto Parque das Cidades, o Estádio do Algarve, engloba uma área de 225 hectares, dos quais mais de 70% correspondem a espaços verdes e corredores. Esta iniciativa resultou de uma coordenação e gestão das autarquias de Loulé e Faro, que tentam resolver uma das questões mais importantes e preocupantes do Euro 2004. Como aproveitar o investimento público, (que excede muitos milhões de euros), depois da festa do futebol terminar?  

      Nestas condições, está projectado para o Parque das Cidades, infra-estruturas complementares ao estádio, nomeadamente, uma pista de atletismo, um centro de congressos, um hospital central e uma área verde polivalente, que integrará um jardim botânico, campos de treino e de golfe, circuitos de manutenção  e outras estruturas.  Esperamos que estes projectos se realizem, para satisfação dos habitantes locais e não só.

      Com capacidade para receber 30 mil espectadores, é o Estádio do Algarve o mais barato do Euro 2004, o que nos levou a concluir, que usando o índice preço/qualidade, é este estádio o mais equilibrado de todos os que visitamos. Todavia, questões sobre o nível de compensação aos trabalhadores da construção deste complexo sócio-desportivo, foram levantadas por alguns jornalistas, mas esse assunto merece atenção num outro contexto.

      Antes de chegarmos ao nosso próximo destino – Lisboa, devemos dedicar algumas palavras à cidade de Loulé, cuja fama deriva em grande parte do colorido e centenário Carnaval que todos os anos se realiza no início da Quaresma. O centro histórico da cidade é caracterizado pelas ruas estreitas e  casas caiadas de um alvo branco.

      Já em Lisboa, o itinerário oferecia uma visita à Bolsa de Turismo (BTL), que se realizou na nova Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações.        

      A passada 16a. edição da BTL reflectiu as razões porque Portugal alcançou o 16o. lugar no ranking dos principais destinos turísticos, provando que o nosso país, embora de pequenas dimensões tem muito para ver e oferecer na área turística. Esta feira contou com a representação de 600 expositores, espalhados por quatro pavilhões, um dos quais foi dedicado exclusivamente à gastronomia, que recentemente foi elevada a Património Mundial.

      A comitiva de jornalistas onde o 24horas estava inserido, confirmou a justeza dessa distinção, quando nos foi servido pela Região de Turismo da Serra do Marão, umas excelentes entradas compostas por um delicioso chouriço e um divinal presunto, não esquecendo a tenra carne servida como prato principal, acompanhada por um vinho tinto de grande classe e qualidade.

      Já a noite tinha caído há algumas horas, quando alguns jornalistas mais atrevidos, adiaram a dormida no famoso Hotel Mundial, situado na Praça Martim Moniz, para saltear pelos bares e cafés existentes nas docas da Avenida 24 de Julho. Como este jornal não gosta de ficar atrás de ninguém, lá fizemos o “sacrifício” de acompanhar esse grupo, que constatou que os “alfacinhas” estendem a noite no mínimo até às oito da manhã!

      Gostaríamos de dizer mais sobre a nossa digressão nocturna, mas achamos que as “docas” de Lisboa devem ser vividas pelo próprio leitor sem destacarmos este ou aquele lugar. Além disso, a nossa memória não dá para mais detalhes.

      Até à próxima narrativa. Nós voltamos.

 

 Descubra Portugal (4)

      Se o leitor bem se lembra, tínhamos no nosso último artigo subordinado ao tema Descubra Portugal, ficado na capital, mais precisamente “curtindo” a noite lisboeta numa antecipação ao Euro 2004. Não querendo deixar os nossos créditos por mãos alheias, prolongamos a noite, tal como os “alfacinhas”, até ao romper do dia.

      Percebendo que tínhamos pouquíssimo tempo para descansar, providenciamos que o serviço do hotel nos acordasse, afim de não atrasarmos o programa matinal da comitiva que se iniciava com uma visita ao Estádio do Sporting, rebaptisado por Alvalade XXI.  Como acontecera antes a outros jornalistas, o tal serviço do hotel esqueceu-se de nos chamar à hora combinada, o que fez atrasar ligeiramente a nossa partida, pelo que fomos chamados à  atenção de forma antipática e até agressiva, pelo jovem representante do ICEP de Paris, senhor Pascal Marques, que tinha substituído o afável Miguel Carvalho no papel de guia da comitiva. Aliás,  aquele representante do ICEP nunca teve um bom relacionamento com os elementos convidados por aquele Instituto, usando sempre um discurso pouco simpático, falando na maioria das vezes em francês, esquecendo-se que estava em território nacional, “vendendo” Portugal a portugueses, que tinham sido convidados, exactamente,  para através dos órgãos de comunicação que representavam, divulgar a alguns milhões de compatriotas o que podem usufruir numa oportuna deslocação ao nosso País, aquando do grande evento desportivo a acontecer no próximo Verão.

      Claro que a atitude deste senhor, em nada invalida o sucesso da nossa digressão, pelo que o ICEP está de parabéns, por ter percebido que existem cerca de quatro milhões de portugueses espalhados pelo mundo, que são ou podem ser potenciais visitantes, logo consumidores do  prolongamento turístico que o Euro 2004 pode proporcionar. Além disso, podem ainda esses portugueses, serem efectivos porta-vozes, nos países onde estão inseridos, do que representa turisticamente visitar Portugal. Em suma: além de potenciais compradores, podem também ser reais propagandistas do Euro 2004 e não só.

      E como “por morrer uma andorinha não acaba a Primavera”, vamos continuar com a nossa narrativa, que nessa manhã se iniciou, como estava previsto, com a visita ao Estádio Alvalade XXI. Com capacidade para 52.000 expectadores, este estádio, emana uma visão ultramoderna de aproveitamento de um espaço para a prática do futebol. Poderá esta perspectiva não agradar a todos, mas em nossa opinião, os dirigentes do Sporting construíram um complexo desportivo diferente, com a inclusão de um museu e um funcional centro comercial que ultrapassa as normais necessidades desportivas.

      Alguns elementos da comitiva jornalística salientaram o facto do largo uso de cores nos assentos e pilares do estádio, onde além do tradicional verde leonino, predomina um amarelo forte que substitui o branco que é a segunda cor do clube de Alvalade. Além das cores referidas, foram usadas outras nas bancadas, o que nos pareceu uma estratégia para “enganar” as câmaras televisivas “escondendo” os espaços vazios, fazendo parecer que há mais espectadores.

      Continuando a nossa visita, saímos da casa do leão, com destino à casa do dragão. Não pensávamos nessa altura que a mitologia tinha razão, quando afirma que os dragões lançam fogo pela boca, mas assim acontece.

      Com um trânsito pesado entre Lisboa e Porto, mais o tempo despendido para saborear um magnífico almoço no restaurante D. Tonho, à beira Douro plantado, (mais à frente falaremos sobre este belíssimo estabelecimento),  chegamos às Antas com mais de uma hora de atraso à combinada visita ao Estádio do Dragão. O senhor Rui Carvalho, representante do FC Porto e encarregado de nos receber, não gostou da espera e manifestou o seu descontentamento recebendo-nos com palavras bem quentes que rapidamente se transformaram em fogo, vincadas por uma atitude beligerante que em nada correspondeu à costumada afabilidade das gentes do norte. A atitude foi tão negativamente marcante que na oportunidade foi notícia no 24horas, provocando uma reação aos quinze jornalistas presentes, dos quais, onze se recusaram, (incluindo o nosso jornal), a visitar as instalações do estádio. A mitologia tem razão, os dragões (pelo menos alguns) lançam fogo pela boca.

      De qualquer modo, nos dois minutos que estivemos dentro do estádio, notamos que tem uma característica suave e ao mesmo tempo impressionante. Devido às aberturas onduladas da periferia, o Estádio do Dragão parece estar pousado nas nuvens, dando-nos, contudo, a impressão que essas estéticas aberturas, permitem a passagem de ventos, que de certo modo podem perturbar os expectadores.

     Como prometido, temos que comentar mais sobre o restaurante D. Tonho (também conhecido pelo nome de Rui Veloso, o seu proprietário).  Entre as muitas refeições de classe que esta digressão nos proporcionou, esta  tem lugar de destaque, tal a qualidade gastronómica dos seus pratos, que foi vincada pela excelente recepção do Gabinete de Turismo do Porto e Norte de Portugal (OPNOR). Com um serviço impecável, o restaurante serviu-nos um prato delicioso de javali que teria sido a estrela da refeição, se não fosse a escolha perfeita de um vinho tinto espectacular. Se não acredita, experimente o vinho tinto Reserva 2000 da Sogrape e depois escreva-nos a dizer o que acha. 

      Quando o leitor decidir passar um tempo na Cidade Invicta, há muito designada como património mundial pela UNESCO, não se esqueça de visitar o restaurante D. Tonho, que sem sermos pagos para isso, honestamente recomendamos.

      Ficamos, entretanto com encontro marcado para uma próxima edição, onde concluiremos a nossa descoberta de Portugal, e aquilo que poderá ser o Euro 2004 e seu prolongamento.

     

A MELHOR PARTE DO “EURO 2004”... É O PROLONGAMENTO

Descubra Portugal (5)

      Com este artigo concluímos a nossa visita a Portugal, que designamos como prolongamento do Euro 2004.

      Entretanto, esperamos que já tenha marcado a sua viajem a Portugal para este Verão, não só para apoiar a nossa Selecção, mas também para usufruir de tudo que o nosso País tem para lhe oferecer, não só os destinos que nestes artigos temos enaltecido, mas também aqueles que o leitor pode descobrir por si só.

      Se o leitor bem se lembra, tínhamos ficado no Porto, de onde partimos para Braga. Foi esta cidade inicialmente fundada e construída pelo Imperador Augusto, no século 27 (a.C.), na época conhecida por “Bracara Augusta”, e mais tarde pela cidade dos arcebispos pela enorme influência que teve na Igreja Católica.

      A região de Braga atravessa no momento um período de crescimento na produção de vinho verde e na área industrial, mas é no comércio e serviços que  está a acontecer o seu maior desenvolvimento. A cidade recebe todos os anos, muitos milhares de turistas, principalmente durante a Semana Santa, onde as suas tradicionais festas e procissões religiosas arrastam grande quantidade de povo, sendo por isso um marco importante no catolicismo nacional. Embora seja considerada uma das cidades com maior tradição religiosa do País, paradoxalmente, uma grande fatia da sua população é constituída por jovens, (possivelmente por influência da Universidade do Minho), e local de intensa vida nocturna, onde reina um  interessante e curioso cosmopolitismo.

      Graças à Região de Turismo Verde Minho, tivemos acesso à história de Braga, o que compensou a falta de tempo para melhor conhecermos esta interessante cidade minhota. Mesmo assim, tivemos oportunidade de visitar o Estádio Municipal de Braga, provavelmente o espaço desportivo mais rotulado do Euro 2004.  Nas palavras do senhor Henrique Moura, Presidente do Município de Braga, “o estádio é uma obra de arte onde também se pode jogar futebol”. O complexo desportivo foi construído em cima de uma pedreira, o que cria características únicas e distintas neste tipo de construção. Apesar do impacto visual da gigantesca rocha e de um écran de 7,5 metros, colocado atrás de uma das balizas, o resto do estádio, segundo a nossa opinião, é demasiado pesado. A arquitecta responsável, explicou-nos que a idéia era integrar o estádio ao ambiente circundante, mas a maioria dos jornalistas presentes, demonstraram alguma desilusão, principalmente com tanto cinzento usado nas bancadas que torna a obra fria e sombria.

      Os responsáveis pelo projecto salientam que a originalidade do estádio atrairá visitantes e comércio à zona, tentando justificar o elevado custo do mesmo. Se este estádio tivesse sido construído no outro lado da via, como inicialmente foi planeado, o seu custo teria sido menos de metade dos doze milhões de contos gastos.

      No confortável autocarro da Agência Abreu, retornamos a Lisboa, com destino ao Estádio da Luz, para visitar aquele que sem dúvida, é o maior estádio para a prática de futebol construído em Portugal.

      Com destino ao Sul e aproveitando o tempo, a comitiva firmou de forma escrita, a formação de uma Associação Internacional de Jornalistas Portugueses. Esta iniciativa, já noticiada no 24horas, pretende, entre vários objectivos, sensibilizar o governo português a usar os  seus mecanismos, no sentido de serem tratadas questões pertinentes à classe, e por extensão, às comunidades portuguesas radicadas no estrangeiro.

      Os jornalistas mais antigos e experientes no contacto com a diáspora reconhecem que esta antiga ambição pode ser posta em andamento, tendo este convite do ICEP sido encarado como algo de muito positivo e demonstrativo do reconhecimento da força que os muitos órgãos de comunicação comunitária espalhados pelos quatro cantos do mundo, podem e devem ter num intercâmbio entre Portugal e as várias comunidades.            

      Oportunamente e em espaço próprio, voltaremos a falar sobre este pertinente assunto.

      Mas voltemos à nossa digressão, que tem como visita final, apreciar o espaço desportivo onde acontecerá a grande final do Campeonato Europeu de Futebol – o Estádio da Luz.

      O clube da águia continua a possuir o maior e mais imponente estádio de futebol existente em Portugal. Com uma lotação para 68 mil expectadores, este complexo surpreende pelo gigantismo da sua obra, onde tudo é grande, inclusive o tamanho das letras que formam a palavras Coca Cola e Sagres, tão grandes ou maiores que o nome do próprio clube.

      O simpático e hospitaleiro senhor Carlos Garcia, o director designado para nos receber, explicou, que o alto custo do empreendimento, (ronda os 30 milhões de contos), tem obrigado o Benfica a desenvolver várias formas de comercializar o estádio, justificando assim o gigantismo do nome dos patrocinadores. Já no relvado, descobrimos que ser suplente no clube da águia é uma posição privilegiada, na medida que os bancos construídos por uma companhia australiana especializada em bancos para carros de corrida, e destinados a esses jogadores, são de um extraordinário conforto. Ao olharmos um dos muito placares coloridos espalhados pelo estádio deparamos com a frase: “há uma equipa que nos liga”. Não percebemos se a frase se referia ao Benfica ou à PT.

      Adiantou ainda aquele director, que o conceito do estádio, segundo a opinião de um conceituado e conhecido arquitecto, está adiantado vinte anos na relação com os  outros estádios agora construídos. Algumas das razões que sustentam esta opinião são, por exemplo: os adeptos poderem comprar nos bastidores salgadinhos ou outros produtos sem nunca perderem a visão directa do jogo, e ainda um grande espaço para deficientes, bem como a possibilidade de entrada no complexo de grandes camiões de equipamento.

      Sinceramente gostamos  do que vimos, devendo-se salientar o importante facto, de estar totalmente terminado, o que, com excepção do Alvalade XXI, não acontece com os outros estádios por nós visitados.

      Pelo facto das acessibilidades não estarem concluídas, gera-se alguma confusão de trânsito junto ao estádio.

      E assim terminamos a nossa digressão ao Euro 2004 e seu prolongamento, pelo que regressamos ao Hotel Mundial, quartel general da comitiva.

      Tempo ainda para uma curta visita ao centenário prédio do Diário de Notícias, onde está sediado o 24horas de Portugal. Aí, trocamos abraços intercontinentais e ficamos a conhecer melhor a operação-mãe deste jornal a quem estamos ligados por um cordão informático.  Cordialmente recebidos pelo director de redacção, senhor Pedro Tadeu, aproveitamos para discutir futuros projectos que oportunamente serão levados ao conhecimento dos nossos leitores. Por sugestão do fotógrafo que ainda trabalhava àquela hora, (já era bastante tarde), fomos à cervejaria Trindade, onde um serviço medíocre não afasta a clientela deste famoso estabelecimento hoteleiro, conhecido pelo seu tradicional “bife à casa”.

      E terminamos como iniciamos, com uma noitada nas “docas” de Lisboa. 

     Ainda não é desta que vamos narrar os pormenores da noite lisboeta, mas uma coisa podemos afirmar, se no período de Inverno funciona daquela maneira, como será no Verão?

      De manhã cedo embarcamos no confortável voo da TAP com destino às Américas, agradecendo a simpatia de nos colocarem em primeira classe, e pelo acompanhamento agradável da directora de marketing daquela companhia, a senhora Fernanda Ottávio.

     Mais uma vez reforçamos os nossos agradecimentos ao ICEP pelo convite feito, esperando que estes artigos possam de alguma maneira atingir o sucesso esperado de fazer perceber aos portugueses radicados nas várias comunidades espalhadas pelo mundo, que além do Euro 2004... há um prolongamento a descobrir chamado Portugal.

 

 ICEP levou jornalistas a integrarem uma fantástica visita a BTL e ao mundo EURO 2004

Por: Angélica Torrão

Participamos neste mês de janeiro de uma visita à Portugal através do ICEP – Instituto do Comércio e Turismo de Portugal que reuniu na ocasião 17 jornalistas de várias comunidades lusas espalhadas pelo mundo.

A principal finalidade foi uma visita de turismo aquele país, a BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) e a novos estádios por conta da Euro 2004.

Chegamos no dia 18 a Lisboa, um frio típico da época nos aguardava, mas a grande Capital, como sempre não decepcionou.
Da viagem turística pelo belo Portugal nos levaram a visitar, desta feita, muito especialmente a região alentejana, oportunidade que tivemos de reforçar nossos conhecimentos pelas cidades e vilas que passamos.

Iniciando por Évora, cidade-monumento, a apresentação histórica de seus pontos turísticos, igrejas, e detalhes da mundialmente famosa Capela dos Ossos, encerrando esta parte em descontraído e delicioso almoço regional (Sopa de Cação e Migas com carne de Porco) para nossa maior familiarização regional. No mesmo dia Estremoz fez parte da digressão, rica região em mármores e o que dizer então mais da terra em faleceu a Rainha Santa Isabel, onde conhecemos detalhes do Museu Municipal, com sua coleção de barro figurado. Também a Vila de São Gregório (integrante do turismo rural da região) é de se destacar para aqueles que queiram paz e tranqüilidade, longe do agito das grandes cidades. A jornada encerrou no Convento de São Paulo em Serra d’Ossa com um jantar regado ao vinho local.

Amanhece em Évora. Mais um dia de nossa jornada. Em um clima muito descontraído, como se o grupo já fosse integrado há tempos, aproveitamos tudo que a Herdade do Esporão, na região de Reguengos de Monsaraz, pode nos oferecer, desde o conhecimento do processar do vinho até... é claro, a prova. Já em Beja fomos surpreendidos, novamente, (o que já estava a tornar-se um hábito) por uma refeição espetacular na Pousada São Francisco, integrante do núcleo de Pousadas que os que desejam ir à Portugal podem hospedar-se.

Destino, a seguir, a região do Algarve, quando numa visita noturna conhecemos o Centro de Faro, mas foi em Vila Moura que nos hospedamos. Destaque muito especial para o Estádio do Algarve onde fomos recebidos primorosamente e todos os detalhes nos foram apresentados do local, que aguarda a Euro 2004.

Despedimo-nos do sul de Portugal e lá seguimos nós para Lisboa, onde nos aguardava a visita a BTL, esta que transcorreu de 21 a 25 de janeiro, “montada” nos pavilhões da Expo 98. Pode-se dizer que de tudo lá vimos um pouco, desde o tradicional e rico folclore português, a cultura, culinária das mais diversas regiões, ao Portugal atual, integrado ao mundo, o turismo local e com os diversos países que se fizeram presentes, com seus agentes de turismo, hotéis e tudo que a eles se relaciona. Para terminar essa visita a BTL fomos recepcionados, em uma confraternização excepcional na Tasca do Marão, no pavilhão 4, o mais “saboroso” de todos, se nos fazemos entender bem.

E o norte nos esperava. Os portistas ficaram maravilhados com o Estádio do Dragão, imponente em seu azul e branco, o que não poderia deixar de ser. É bem verdade que houve falta de amabilidade na recepção, talvez por um equívoco, que foi compensado pela beleza e porte do local, orgulho de muitos portugueses, mas que não se há de desprezar. Contudo, o estádio tem um valor é inquestionável.

Ao pé do Bom Jesus de Braga jantamos, como sempre, unidos, apesar da corrida desenfreada de local para local, muito animados com a bela cidade de Braga, que no dia a seguir nos foi apresentado o seu Estádio Municipal, construído literalmente “dentro” de uma pedreira. Difícil de descrever sua peculiaridade, mas apesar do dia da chuva fria e grande nebulosidade, o conhecemos em seus detalhes mais pequenos, degrau por degrau de cada andar que subimos até o seu topo.
Hora de voltar para Lisboa. Lá nos aguardavam o Estádio do Leão, Alvalade XXI, especialmente arquitetado em seu colorido na arquibacancada, num visual ótico traçado em detalhes para iludir a quem possa sempre imaginar um estádio lotado, o que não será necessário na Euro 2004.

A Luz de força e fogo foi o que nos transmitiu o visual ao adentrar ao Estádio do Benfica. Num tom encarnado e branco o campo verdejante teve seu destaque especial. Também perfeito, como todos que visitamos, em seus vestiários (balneários), salas vip, acomodações especiais.

Numa iniciativa ímpar, o ICEP proporcionou a este grupo de jornalistas e ao mundo, que como dissemos integram países por aí a fora, a oportunidade de reviver um Portugal de hoje, com a cultura do ontem na esperança e certeza de um melhor amanhã na irmandade com todos os povos, através da BTL e desses fantásticos estádios que irão sediar os jogos da Euro 2004.

 

 

 

 

 

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