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 “Leão de Ouro” para Manuel Oliveira

O realizador português Manoel de Oliveira recebeu, o Leão de Ouro do festival de Cinema de Veneza, como distinção pela sua carreira e contributo para o cinema.

Os organizadores do festival decidiram a sua atribuição pela longa carreira de um realizador que apesar da idade ainda se mantém plenamente activo e por considerarem que deixou uma “marca profunda no cinema do século XX”.

Actualmente com 95 anos, o realizador aproveitou o festival para apresentar o seu mais recente filme, “O Quinto Império - Ontem como Hoje”, que só estreará em Portugal em Janeiro.

A película é baseada em “El-Rei Sebastião”, a peça de teatro de José Régio, contando com interpretações de Ricardo Trepa (neto do realizador), Luís-Miguel Cintra, Glória de Matos, Miguel Guilherme e Luís Lima Barreto. Como é habitual, o filme de Oliveira é produzido por Paulo Branco, contando com financiamento luso-francês.

Para além de Manoel de Oliveira, também o realizador norte-americano Stanley Donen, conhecido pelo musical “Serenata à Chuva”, recebeu o Leão de Ouro na cerimónia que teve lugar no Palazzo del Cinema.

 

Dois em cada 10 portugueses estão em risco de pobreza

O estudo que avalia o estado das cidades do planeta, agora divulgado, coloca Portugal apenas atrás da Grécia nos níveis de pobreza europeus.

A pobreza tem aumentado drasticamente em todo a União Europeia, segundo o relatório da  "Habitat", e em Portugal a situação é cada vez mais alarmante.
 
Cerca de 22% da população portuguesa está em risco de atingir uma situação de pobreza - esta é mesmo a expressão utilizada no relatório das Nações Unidas - ou então vive com um salário que equivale a menos de 60 por cento da media nacional de rendimentos.
 
Este é um valor que coloca Portugal entre o grupo de seis países com índices elevados de pobreza: são eles a Grécia, Reino Unido, Itália, Irlanda e Espanha.
 
O nosso país aparece ainda referenciado no que toca ao número dos "sem abrigo". No ano 2000 havia 1300 pessoas a viver nas ruas de Lisboa e cerca de 1000 nas do Porto.
 
A situação é, segundo o relatório, causada por pressões económicas, violência doméstica ou pela SIDA.

 


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