Lendo e comentando...

Muitas vezes, no andamento do dia-a-dia das comunidades, toma-se a nuvem... por Juno e fala-se de alhos quando a ideia era tocar nos bugalhos. E quando isso acontece, sai uma mexurafada que ninguém entende e que talvez nem valha a pena entender...

O sr. Gabriel Fernandes ataca, depudoradamente, o jovem José Viana, que fez em Londres algo que está a ser útil aos portugueses residentes naquela zona. Pois, na óptica de GF, a revista onde José Viana escreve andou “tantos anos a dizer coisas negativas” em relação ao atendimento público, no Consulado de Portugal em Londres e agora “por artes mágicas, não só já não faz essas críticas, como tece elogios ao pior Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas que toda a gente com responsabilidades reconhece e designa”.

Entende assim o plumitivo senhor – com responsabilidades em determinados extractos sociais e associativos – que a revista só deve ter uma opinião... não duas e muitas vezes três ou quatro.

Mas o pior é que, em vez de se manter no trilho dos “acontecimentos” que quer estudar e, eventualmente, defender, Gabriel Fernandes avança com descabeladas insinuações em que, com “meias verdades” subjectivas, pretende denegrir aquele colega.

Entendamo-nos. Se se quer falar de alhos... falemos de alhos. Vamos a pôr o dedo na ferida. Dizemos que este senhor... afirmou isto e aquilo e, pelas razões que vai expondo, está errado. Fazer tergiversações, dar duas voltas ao bilhar grande, tirando da cartola dois ou três insectos que até podem parecer coelhos... atirar com Zé Lello a negar não sabemos que pretensão ao José Viana e dizer logo que José Cesário é o “pior” secretário de Estado... não parece mais do que brincar aos Jornais e aos Jornalistas.

Depois, falar em convites para viagens – uma delas a Macau – não é mais do que voltar a chover no molhado. A não ser que se queira defender o indefensável, isto é, o que os Partidos querem dos seus militantes: defesa, defesa cerrada, ainda que em atropelo da lógica e do bom senso.

Vamos, assim, dizer o que o José Viana disse, na óptica do sr. Gabriel, mal e sem fundamentos. Não vamos meter tudo no mesmo saco. Até porque conhecemos muito boa gente que, militando nos Partidos, são os primeiros a avançar com críticas – críticas não são diatribes, hem?! – ao elenco governativo saído da respectiva formação partidária.

O Consulado de Londres vai mal? O José Viana disse que vai bem? – Provemos que ele está errado, sem necessidade de entrar na chamada chincana de trazer a terreiro viagens que não se agradecem porque serão da obrigação do Poder público. Porque se José Viana “fazendo elogios como faz a José Cesário está a pagar a factura”, dizendo o que se diz, designadamente com as perguntas que se fazem retiradas do programa eleitoral de certo Partido, estará o sr. Gabriel a defender uma certa dama partidária. Ou seja, está-se a negar a uns o que outros podem fazer. E como em política, o que parece, é...!

 

 

 

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