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Angola está independente há 29 anos
Toronto celebra Independência de Angola

A Comunidade Angolana do Ontario (ACO) vai levar a efeito toda uma semana de actividades recreativas e desportivas, para celebrar os 29 anos de independência de Angola. Este ano, as festividades alusivas à "Dipanda" decorrem de 6 a 13 de Novembro numa Semana Cultural, Recreativa e Desportiva, para a qual a ACO está a convidar todos os interessados.

Assim, no Sábado, dia 6 de Novembro, uma sessão de "Louvar na Diversidade" vai ter lugar, a partir das 7 horas da noite, na Igreja Presbiteriana de Língua Portuguesa, no 700 da Dovercourt Road. No.Domingo, dia 7, uma tarde recreativa e cultural, entre as 2 e 30 e 6 e 30 da tarde, no salão da Igreja de Santa Helena, no 1685 Dundas St. West. Na Quinta-feira, dia 11, "Angola, 29 anos de independência", um sarau cultural a decorrer das 6 às 8 da noite, na Roberts Library da Universidade de Toronto, no 130 St. George St.

No Sábado, dia 13, a Festa da Dipanda, das 7 da noite às 4 da madrugada, encerra as comemorações  em local ainda a indicar.

 

Igreja Católica e MPLA de costas viradas

A expansão da emissão da Rádio Ecclésia em todo o país está a provocar um certo esfriamento nas relações entre a Igreja Católica e o MPLA. De acordo com notícias veiculadas no último fim-de-semana pelo Jornal A Capital, a Emissora Católica de Angola formalizou no início de 2001 o pedido de autorização para emitir em frequência modelada e ondas curtas em todo o país, mas a autorização por parte do governo tem vindo a sofrer sucessivos adiamentos.

O último incidente relacionado com o processo, escreve o Jornal, ocorreu há poucos meses quando o ministro da comunicação social Hendrick Vaal Neto acusou, categoricamente, a rádio de ter importado de forma ilegal o equipamento que vai permitir a transmissão da sua emissão radiofónica por todo o espaço nacional.

A acusação do ministro angolano foi prontamente reprovada pela direcção da emissora, afirmado possuir todas as autorizações necessárias para a importação do material.

Fonte governamental familiarizada com o dossier revelou ao Jornal "A Capital", estar a extensão do sinal da Rádio Ecclésia condicionada à colocação de repetidores da rádio oficial em todos os municípios, sendo que o primeiro passo foi já dado em Benguela.

"Isso tem a ver com a perspectiva das próximas eleições gerais", explicou a fonte daquele Semanário, para depois acrescentar: "É que a comunicação social é uma arma mestra em tempo de eleições".

Angola ultrapassa 1 milhão de barris/dia

A produção de petróleo em Angola está, deste Agosto último, estimada em mais de um milhão de barris de petróleo dia. De acordo com uma nota de imprensa da Sonangol, este número foi alcançado com a entrada em funcionamento do projecto Kizomba A, situado no Bloco 15, cujas reservas estão estimadas em cerca de mil milhões de barris de petróleo.

Antes da entrada em actividade do Kizomba A, o documento afirma que a produção petrolífera diária na República de Angola, era de 950 mil barris/dia.

Apesar de se ter conseguido ultrapassar a cifra de mais de milhão de barris/dia, procede-se, neste momento, ao acompanhamento do comportamento dos níveis de produção de forma a determinar-se, com maior precisão, o volume real de produção.

No entanto, acrescenta a nota, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola acredita que a produção angolana de petróleo, duplicará nos próximos quatro anos, estimando-se que atinja dois milhões de barris diários em 2008.

A zona marítima angolana está dividida em 74 blocos de exploração petrolífera, de águas profundas e ultra-profundas.
 

 

Polícia sul-africana desconfia

Empresa angolana contratou mercenários ou peritos em segurança?

As notícias a que tivemos acesso dão conta de que a polícia sul africana efectuou um raid às instalações da “International Risk Management”, empresa que conseguiu recentemente um contrato estimado em vários milhares de dólares para a protecção de minas em Angola, bem como para treino de peritos de segurança.

Além deste contrato, a Irm tinha garantido um outro relativo à segurança do Presidente do Zimbabwe, Robert Gabriel Mugabe.

O raid da polícia sul-africana teria sido motivado por suspeitas de que a Irm esteja envolvida em operações de recrutamento de mercenários, o que é proibido pela legislação sul-africana, tanto para cidadãos locais como para estrangeiros residentes. Além da Irm, outras companhias sul africanas também foram sujeitas a investigações.

O Semanário Angolense, que se debruça sobre o tema, diz desconhecer se a Executive Outcomes, a mais conhecida companhia sul africana de operações militares também esta sob investigação. Fontes geralmente bem informadas disseram que a Irm é constituída por antigos accionistas da Executiva Outcomes, companhia que se notabilizou em Angola por ter servido tanto o Governo como a Unita.

De resto, sobre a Irm pesa a suspeita de estar envolvida no recrutamento de mercenários para operarem em África e noutras partes do mundo. Durante o raid às instalações da Irm foram descobertos nomes de 2 mil pessoas tidas como potenciais mercenários, disse Shipo Ngwema, porta-voz dos “Scorpions”, unidade de elite de investigação da polícia sul africana. Quatro pessoas detidas foram, porém, libertas mais tarde.

Cidadãos sul-africanos e por extensão companhias sul-africanas continuam a jogar um papel muito importante em actividades paramilitares. Mais de 50 por cento dos 82 suspeitos detidos em Harare a caminho da Guiné Equatorial, onde supostamente iriam apoiar um golpe de Estado, eram antigos membros de unidades especiais das antigas Sadc – “South African Defense Forces”, Forças de Defesa da África do Sul. No princípio do ano, os “Scorpions” detiveram cidadãos sul africanos supostamente envolvidos em actividades militares na Costa do Marfim. Mais tarde, Pretória, motivada pela morte, por rebeldes, de um cidadão seu no Iraque, proibiu a participação de sul africanos no conflito naquele país . O cidadão em questão trabalhava para uma empresa estrangeira no Iraque.

 

 

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